Resumi por aqui o que assisti durante o 14 Congresso Internacional ABED de Educação a Distância, realizado em Santos de 14 a 17 de Setembro de 2008, além de comentários sobre alguns trabalhos que acessei no CD distribuído durante o evento (ainda devo ampliar isso por aqui) e online. Em muitos casos, fiz apenas anotações soltas que podem parecer fragmentárias, mas que serão aperfeiçoadas sempre que eu voltar a esta página.
14/09/2008
No dia 14/09/2008 ocorreram os minicursos, dos quais infelizmente não pude participar.
À noite, na Abertura, show com o São Paulo Link Pipe Band, tendo o professor Litto como membro:
Um dos que falou na Abertura foi Carl Holmberg – Secretário Geral do ICDE:
Suely Maia, Secretária da SEDUC de Santos, passou um vídeo interessante sobre a cidade; Carlos Eduardo Bielchowsky, Secretário da SEED, também participou da abertura, assim como o professor Waldomiro Pelágio Diniz de Carvalho Loyolla, que apresentou a Universidade Virtual do Estado de São Paulo e recebeu uma homenagem. Por fim, um coquetel de confraternização.
15/09/2008
Subindo a escada rolante guiados por Marcelo Cabeda:
9h00 – 11h00 – Sessão Plenária – Presidência: Stavros Xanthopoylos- FGV (BR)
Anne F. Gaskell – Open University -” Evaluation of students and of courses at a distance. What works and what doesn’t…(and why)……what are the options?”
Evaluation significa coisas diferentes – avaliação, qualidade, acreditação etc. Gaskell falou das agências de acreditação e defendeu que a avaliação deve engrandecer o aluno.
Carlos Eduardo Bielchowsky – SEED/MEC – “A Educação a Distância no cenário atual Brasileiro”
Traçou um panorama da EaD, das políticas públicas e da UAB. A EaD pode atingir alunos de classes sociais mais baixas. A função da SEED seria supervisionar a qualidade, financiar, centralizar e avaliar.
Jeff Borden – eCollege – “What students need today”
Começou com um vídeo – som e imagem, alterando o tom sério da sessão (ele é um comediante). Estilo de aprendizagem – não existe o aluno padrão; existem os veteranos, os boomers, os gen, os millenials etc. A nova geração é multitarefas, interessa-se por mídias, multimodal etc. Os alunos precisam de variedade e criatividade. Falou também de games e mencionou o Discover Babylon. Destacou também a importância de histórias, em que você se coloca no lugar dos outros e se conecta, e dos epapers.
11:30 – 13:00 – Sessões Paralelas
TC C3A1 – 144 – Aprendizagem em Museus com uso de Tecnologias Digitais e Realidade Virtual
Vania Marins – CEDERJ
Cristina Haguenauer – Latec/UFRJ
Gerson Cunha – COPPE/UFRJ
Francisco Cordeiro Filho – Latec/UFRJ
Apresentou um projeto de pesquisa desenvolvido em parceria entre o Grupo de Realidade Virtual aplicada, do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia – LAMCE/COPPE/UFRJ, com o Grupo de Paleovertebrados do Museu Nacional – MN/UFRJ e o Laboratório de Pesquisa em Tecnologias da Informação e da Comunicação da Escola de Comunicação – LATEC/UFRJ, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, para desenvolver tecnologias e metodologias para promover a aprendizagem, a partir do acervo do Museu Nacional.
Interessante ambiente virtual, que mistura realidade virtual e games para aprendizagem continuada e informal, com quadros de Salvador Dali etc. Cf. Latec.
TC C3A1 – 149 – Laboratório Virtual para suporte ao ensino de Cálculo: Uma experiência no MOODLE
Terezinha Ione Martins Torres – Centro Metodista de Porto Alegre
Lucia Maria Martins Giraffa – Mestrado em Educação em Ciências e Matemática PUCRS
Dalcidio Moraes Cláudio – Faculdade de Matemática/PUCRS
Cálculo I é a típica disciplina que reprova, muitas vezes pela falta de conhecimentos básicos, que deveriam ser exigidos como pré-requisitos para a disciplina. Foi elaborado um programa de monitoria virtual para reforçar o conteúdo da disciplina. No presencial, comentava-se sobre o virtual, o que deu credibilidade para o virtual. Mais participação, reforço positivo – fulano de tal, obrigado pela participação no fórum. A possibilidade de anonimato no fórum também gerava maior participação. A repetência caiu de 40% para 20%. Foi criado um blog de cálculo. Hoje é feita monitoria conjunta com exercícios compartilhados. Professor deve ter fim de semana, não está empregado 24 horas. Equation – editor integrado ao Moodle, freeware. Nunca responda logo no fórum, espere para ver se os outros contribuem.
TC C3A1 – 152 – QUALIFICANDO DOCENTES DO ENSINO SUPERIOR PARA ATUAÇÃO NA VIRTUALIDADE
Elaine Turk Faria – PUCRS
Lucia Maria Martins Giraffa – Mestrado em Educação em Ciências e Matemática PUCRS
Giraffa é coordenadora de um mestrado interdisciplinar. Os alunos no presencial fazem pressão por qualidade. Giraffa relatou a reformulação do projeto da PUC-RS Virtual, com software livre, e reformulação da gestão, em que a Unidade de EaD tornou-se disponível para as Unidades Acadêmicas. A Oficina Moodle é obrigatória para os professores. A Unidade presta serviços para a comunidade interna e també desenvolve serviços para fora, como cursos in-company. A equipe conta com coordenadores, professores, profissionais de TI e núcleo de mídia e design. A PUC-RS não tem tutor – tem professor! Técnicos em EaD não corrigem trabalhos.
14:00 – 16:00 – Mesas-Redondas, apresentações e encontros
Fiz minha apresentação durante o Fórum de Soluções Pearson sobre o curso “ABC da EaD no ambiente Second Life”:
seguido de Katrin Windsor (EUA), com “O custo real de manter uma plataforma de EAD Software como serviço”.
16:30 – 18:30 – Sessões Paralelas
Participei de uma sessão de mundos virtuais e Second Life.
TC F3A2 – 050 – A CONFIGURAÇÃO DO ESPAÇO DIGITAL VIRTUAL DE CONVIVÊNCIA NA FORMAÇÃO DO EDUCADOR EM MUNDOS VIRTUAIS
Luciana Backes – Universidade do Vale do Rio dos Sinos
Eliane Schlemmer – Universidade do Vale do Rio dos Sinos
Exploraram a Biologia do Conhecer de Maturana e Varela, e a inspiração na Caverna de Platão para a construção do ambiente.
TC C3A2 – 202 – CRIAÇÃO DE IDENTIDADES DIGITAIS VIRTUAIS PARA INTERAÇÃO EM MUNDOS DIGITAIS VIRTUAIS EM 3D
Eliane Schlemmer – Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS
Daiana Trein – Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS
E o meu TC C3A2 – 022 – Ambientes Virtuais de Aprendizagem 3D online: ensinando e aprendendo no Second Life
João Mattar – Universidade Anhembi Morumbi
16/09/2008
09:00 – 11:00 – Sessão Plenária – Recursos educacionais abertos – Coordenação: Elisa Assis
Fredric Michael Litto – ABED (SP)
A participação de alunos em um curso estaria de acordo com o projeto do MIT? As editoras estariam preocupadas com recursos abertos?
Antonio Teixeira – Universidade Aberta de Portugal
O material usado presencialmente, disponibilizado p.ex. pelo MIT, não é auto-sustentável, alguém precisa financiar. Falou da abertura para pesquisa, pelo governo, dos repositórios, que não são interativos.
As Universidades de Ensino a Distância são complexas, como na Inglaterra e Holanda.
Há sistemas em que o material é disponibilizado ao aprendiz independente, que pode pagar pela tutoria e qualificação formal, se desejar.
Financiamento (pagamento) e regulação não colocam em jogo a noção de recusos abertos.
Há uma resistência dos autores a compartilhar seus conteúdos e permitir que eles sejam alterados.
Alberto Araújo – SENAI DN (DF)
Expôs a evolução do uso das TIs no SENAI, que envolve editora, equipamentos, banco de recursos didáticos (bastante interessante), Portal Media Center e bibliotecas digitais com livros e revistas abertos a todos. Foi um excelente exemplo de como uma apresentação pode ser curta e ao mesmo tempo muito legal. .
Marcos Formiga – UNB/ CNI (DF) fez uma apresentação muito interessante, sempre tranquilo, profundo, reflexivo e pausado.
Órgãos como ONU, Unesco etc. despertaram para os recursos abertos. O paradigma do séc. XXI é uma sociedade da aprendizagem, não do ensino. Mencionou o Relatório Delors. Andragogia – Knowles. From Andragogy to Heutagogy – Stewart Hase e Chris Kenyon – aprendizagem permanente e continuada. Educação além fronteiras. Universidades (Igrejas da Idade Média), Governo (Revolução Francesa) e Empresas (séc. XX e XXI). Petrobrás foi eleita a melhor universidade corporativa do mundo. Até 2020, haverá mais alunos nas universidades virtuais do que nas presenciais. UAB não é aberta.
Traçou então um histórico dos recursos abertos: Open University (69), GNU (84), Free Software Foundation (85), Open Society Institute (1993), IRFOL – International Research Foundation for Open Learning (1995), Open Learning Foundation (1998), MIT Open Courseware & Creative Commons (2001), Unesco – Forum on the Impact of Open Courseware for Higher Education in Developing Countries (2002), ITI – Instituto de Tecnologia da Informação (2003), CORE—China Open Resource for Education (2004), UNU OpenCourseWare (2006), Declaração de Kronberg sobre o Futuro da Aquisição e Compartilhamento do Conhecimento – outras instituições podem oferecer conhecimento, Declaração de Cidade do Cabo para a Educação Aberta – recursos produzidos com impostos que financiam a educação devem ser todos abertos, e Wikiversity Open Resource ERP (2007), Global Virtual University (2008), etc. (acompanhe os slides abaixo). A primeira década do século XXI pode ser chamada de Década Aberta.
Por fim, Formiga lembrou que o português representa 0,7% do conteúdo da Web, enquanto inglês 84%.
Cf. os slides da apresentação do professor Formiga:
Pablo de Camargo Cerdeira – Consultor FGV On Line (RJ)
Falou dos Cadernos Colaborativos da Escola de Direito. Na GV, o conteúdo é construído pelos professors, alunos e usuários da Net. A primeira tentativa foi o Moodle, que, entretanto, mantém a estrutura professor-aluno. Segunda tentativa: MediaWiki, modelo da wikipédia, que aliás usamos na elaboração do programa do 7º SENAED. O desafio não é apenas aprender a aprender, mas também aprender a ensinar. Pablo discutiu também a delicada questão da propriedade intelectual sobre os conteúdos produzidos nesses novos modelos.
11h30 – 13h00 – Sessões Paralelas – rodei por diferentes salas
TC B3B2 – 225 – Primeira Disciplina de Pós-Graduação Stricto-Sensu a Distância no Brasil com Apoio da CAPES
Rui Seabra Ferreira Junior – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita F
Jair de Jesus Mari – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Benedito Barraviera – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita F
Projeto conjunto da UNIFESP e UNESP que utilizou o Moodle. A Capes teria sido muito aberta e receptiva. A disciplina foi oferecida por diversos cursos do Brasil e valia como créditos. Foram utilizadas várias mídias, como CD-ROM, Internet, vídeo-aulas e webconferências (que foram também gravadas).
TC C2B1 – 035 – GAME-ARTE – Objetos de Aprendizagem em Artes Visuais
Alexandra Cristina Moreira Caetano – Lab. Pesquisa em Arte e Realidade Virtual_UnB
Uma apresentação bastante interessante, que explorou o uso de jogos no ensino de arte. Exemplos mencionados: Desertesejo (Gilberto Prado), Ouroboros (Diana Domingues), Hub (Suzete Venturelli) e Cibercenários (Tania Fraga) – cf.:
Após a apresentação, conversei rapidamente com a Alexandra:
TC C5A1 – 191 – O Trabalho Docente no Ambiente Virtual de Aprendizagem da Videoconferência Estúdio de Geração
Valéria Faria Weckelmann – PUC – São Paulo
Explora o trabalho do professor em um ambiente de videoconferência. As videoconferências eram ministradas simultaneamente para salas localizadas em lugares geograficamente dispersos. O ambiente e os recursos utilizados pelo professor são explorados em detalhes no artigo.
13:00 – 14:00 – Intervalo, com uma novidade: Sessão Microfone Aberto – aqui, a professora Eliane Schlemmer assumiu o microfone:
14h00 às 16h00 – Sessões Paralelas – assisti em diferentes salas
Carl Holmberg – ICDE (Noruega) – “Embedding e-learning – roles of interaction and organization”
Pode-se diferenciar aprendizado informal, não-formal (sem notas), no trabalho etc. Thumb generation: mandam SMSs etc. É necessário modificar as estruturas de suporte para os aprendizes, incluindo todos os tipos de aprendizado – centros de aprendizado incorporando e-learning, EaD etc.
e posteriormente foi entrevistado (e aproveitamos a luz):
Pós-graduação stricto sensu a distância – mestrado a distância
Ymiraci Polak
Marcelo de Carvalho Borba – UNESP/Rio Claro (SP)
Patrícia Torres Lupion PUC PR (PR)
Coordenação: Vani Moreira Kenski – USP (SP)
Unopar utiliza o Adobe Connect. Exemplo de atividades: construção de mapas conceituais por grupos em todos o país.
16h30 às 18h30 – Sessões Paralelas
Direitos autorais e legislação em EaD
Apresentação: Direitos autorais e propriedade intelectual para EAD – aspectos jurídicos
Luiz Rogério Monteiro de Oliveira – USP (SP)
Coordenação: Fernando José Spanhol – UFSC (SC)
Fernando fez um apanhado da legislação sobre EaD no Brasil e Luiz em Propriedade Intelectual. Destacou que conferências, sermãos e palestras são protegidas por direitos autorais. Diferenciou direitos morais e patrimoniais do autor. Abordou a lei de software – tutoriais e games, seriam softwares ou obras? Não existe na lei nada que diga que até 10%, 3 minutos etc. estão liberados. É permitido fazer anotações de aulas, mas não gravar voz nem publicar anotações das aulas. Se não houver nada no contrato, você foi contratado apenas para uma edição (um curso). O conceito de obra derivada não está na lei nova. A discussão foi muito interessante, mas apenas achei que faltou preparar a apresentação especificamente para EaD.
17/09/2008
Vim embora antes então não assisti nada.
9h00 às 11h00 – Sessões Paralelas
11h30 às13h00 – Sessões Paralelas
14h00 – 17h00 – Sessão Plenária
Luc Marie Quoniam (webconferência)
Juan Lucca – BlackBoard (USA) – Tendências da educação superior e o papel da tecnologia no novo milênio.
Larry Cooperman – ICI (USA) – Opencourse ware consortium
Presidente: Marta de Campos Maia – FAAP (SP)
16h00 – 17h00 – Sessão Plenária – Auditório
Sessão de Encerramento
Balanço dos Encontros
Diversos
Espaço para checar emails etc.:
Infra da tradução simultânea:
Venda de Livros:
Pôsteres
Encontros
Com o querido Marcelo Cabeda, conversamos sobre Ecologia, Administração e Educação:
Querida Professora Eliane Schlemmer, da Unisinos:
Folhetos que recolhi na Feira de Expositores
Facinter – Pós-Graduação a Distância
INFOCO — Instituto Superior de Formação Continuada
CIEE – Centro de Integração Empresa-Escola
Senac-SP – Educação a Distância
Senac Rio – Centro de Tecnologia e Gestão Educacional
Aennova – simuladores de negócios
Sesi – Serviço Social da Indústria
Pearson – Soluções
Rede SENAI de Educação a Distância
Quickmind – que produz o Quicklessons, para rapid e-learning
UCB Virtual – Universidade Católica de Brasília
MicroPower – desenvolvedora da Virtual Vision, Learning Suite 2 e Presence, dentre outros produtos, além de cursos personalizados
ISAT – Inteligência Digital
Sesi – Serviço Social da Indústria – cf. Indústria do Conhecimento
Sistema Educacional Eadcon
iLang – ensino de idiomas baseado na web
Blackboard (via Techne)
Portal Educação – cursos a distância pela Internet
EducAM (eventos e projetos educacionais) e Simillimus (consultoria em EaD)
Recebi também um número da Colabor@, Revista Digital da CVA-RICESU – Comunidade Virtual de Aprendizagem da Rede de Instituições Católicas de Ensino Superior.
E, também, um CD com os artigos do evento, produzido na hora pela TechCD – personalização e gravação de CDs e DVDs, que de qualquer maneira estão disponíveis no site do evento.
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