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	<title>Comentários sobre: O CONCEITO DE TURMA EM EaD: SANGUE LATINO</title>
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	<description>antes pato que gato-sapato</description>
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		<title>Por: De Mattar &#187; Paulo Freire e a EaD</title>
		<link>http://joaomattar.com/blog/2007/03/11/o-conceito-de-turma-em-ead-sangue-latino/#comment-2157</link>
		<dc:creator>De Mattar &#187; Paulo Freire e a EaD</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Apr 2007 01:39:16 +0000</pubDate>
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		<description>[...] O diálogo, segundo Freire, pressupõe o amor ao outro (e, como já disse por aqui, lembrei disso no caso do Liviu Librescu, que escapou do holocausto para morrer protegendo seus alunos na Virginia Tech). Sem diálogo não há comunhão; sem comunhão, não há educação. Assim, enquanto a educação bancária está associada à idéia de um programa, a educação problematizadora está associada à idéia do diálogo. Como costuma dizer o professor Wilson Azevedo, em relação à EaD em que ele acredita, o texto torna-se apenas um pretexto para motivar o diálogo. Por outro lado, os modelos que não prezam o diálogo precisam insistir na estrutura: reforço dos níveis hierárquicos (mais coordenadores&#8230;) e da centralização das decisões (quem não concordar, está fora!), conteúdo pré-programado, atividades pré-programadas, predomínio de atividades individuais em relação às interativas, a decretação da falta de sentido para o conceito de ‘turma’ (O CONCEITO DE TURMA EM EaD: SANGUE LATINO) etc., todos temas que vimos discutindo por aqui. Ford e a EaD seria uma variação para Educação Bancária e a EaD, que o Pedro vai escrever. O profeta Paulo Freire destaca ainda que a ação dominadora nem sempre é exercida deliberadamente, pois os reprodutores da dominação são, muitas vezes, eles mesmos homens dominados. O reprodutor da dominação pode ser tanto um invasor quanto um invadido cultural: [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] O diálogo, segundo Freire, pressupõe o amor ao outro (e, como já disse por aqui, lembrei disso no caso do Liviu Librescu, que escapou do holocausto para morrer protegendo seus alunos na Virginia Tech). Sem diálogo não há comunhão; sem comunhão, não há educação. Assim, enquanto a educação bancária está associada à idéia de um programa, a educação problematizadora está associada à idéia do diálogo. Como costuma dizer o professor Wilson Azevedo, em relação à EaD em que ele acredita, o texto torna-se apenas um pretexto para motivar o diálogo. Por outro lado, os modelos que não prezam o diálogo precisam insistir na estrutura: reforço dos níveis hierárquicos (mais coordenadores&#8230;) e da centralização das decisões (quem não concordar, está fora!), conteúdo pré-programado, atividades pré-programadas, predomínio de atividades individuais em relação às interativas, a decretação da falta de sentido para o conceito de ‘turma’ (O CONCEITO DE TURMA EM EaD: SANGUE LATINO) etc., todos temas que vimos discutindo por aqui. Ford e a EaD seria uma variação para Educação Bancária e a EaD, que o Pedro vai escrever. O profeta Paulo Freire destaca ainda que a ação dominadora nem sempre é exercida deliberadamente, pois os reprodutores da dominação são, muitas vezes, eles mesmos homens dominados. O reprodutor da dominação pode ser tanto um invasor quanto um invadido cultural: [...]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: João Mattar</title>
		<link>http://joaomattar.com/blog/2007/03/11/o-conceito-de-turma-em-ead-sangue-latino/#comment-2139</link>
		<dc:creator>João Mattar</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Apr 2007 18:20:50 +0000</pubDate>
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		<description>Outro dia ouvi uma nova ironia: vocês precisam ir para a Inglaterra, para ver como é a EaD por lá. Ora, se a referência é à Open University, e o modelo fordista de que fala Otto Peters (e que venho comentando aqui no fórum), o equívoco conceitual continua, é mais uma vez reforçado. A Open University britânica foi fundada em 1969, antes da Internet, e adotou o modelo de ensino de massa, por correspondência e com pouca interação. A Internet nos trouxe incríveis possibilidades para a interação, além de que, aqui, os alunos estão em uma universidade presencial, e fazem apenas uma ou outra disciplina a distância. Ou seja, o tempo e o lugar para se adotar um modelo da Open University estão inadequados. E mais: não foi exatamente este o modelo adotado; foi, como eu disse, um modelo misto, mas misto por estar equivocado, mal concebido conceitualmente, não por ser criativo e inovador. Deu no que deu: alunos e professores reclamando, porque o sistema não funciona. Mas o departamento não tem absorvido as reclamações: ou são de professores incompetentes ou ocupados, exceções, ou de alunos também exceções, ou então os alunos só reclamam, reclamam muito, é o que se diz. Não é fácil admitir que a coisa está errada desde o início, que os princípios adotados estão furados.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia ouvi uma nova ironia: vocês precisam ir para a Inglaterra, para ver como é a EaD por lá. Ora, se a referência é à Open University, e o modelo fordista de que fala Otto Peters (e que venho comentando aqui no fórum), o equívoco conceitual continua, é mais uma vez reforçado. A Open University britânica foi fundada em 1969, antes da Internet, e adotou o modelo de ensino de massa, por correspondência e com pouca interação. A Internet nos trouxe incríveis possibilidades para a interação, além de que, aqui, os alunos estão em uma universidade presencial, e fazem apenas uma ou outra disciplina a distância. Ou seja, o tempo e o lugar para se adotar um modelo da Open University estão inadequados. E mais: não foi exatamente este o modelo adotado; foi, como eu disse, um modelo misto, mas misto por estar equivocado, mal concebido conceitualmente, não por ser criativo e inovador. Deu no que deu: alunos e professores reclamando, porque o sistema não funciona. Mas o departamento não tem absorvido as reclamações: ou são de professores incompetentes ou ocupados, exceções, ou de alunos também exceções, ou então os alunos só reclamam, reclamam muito, é o que se diz. Não é fácil admitir que a coisa está errada desde o início, que os princípios adotados estão furados.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Joao Mattar</title>
		<link>http://joaomattar.com/blog/2007/03/11/o-conceito-de-turma-em-ead-sangue-latino/#comment-2113</link>
		<dc:creator>Joao Mattar</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Apr 2007 16:46:15 +0000</pubDate>
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		<description>Pedro, o prazer é todo nosso de poder ler seus comentários por aqui. A coisa tá feia mesmo, mas não é só na EaD. Acho que é importante abrir o foco, porque o problema é na educação brasileira como um todo, e é um problema histórico: começamos muito tarde.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pedro, o prazer é todo nosso de poder ler seus comentários por aqui. A coisa tá feia mesmo, mas não é só na EaD. Acho que é importante abrir o foco, porque o problema é na educação brasileira como um todo, e é um problema histórico: começamos muito tarde.</p>
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	<item>
		<title>Por: Pedro Moreira de Godoy</title>
		<link>http://joaomattar.com/blog/2007/03/11/o-conceito-de-turma-em-ead-sangue-latino/#comment-2111</link>
		<dc:creator>Pedro Moreira de Godoy</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Apr 2007 11:54:44 +0000</pubDate>
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		<description>Caro João Mattar,

Parabéns pelo artigo, pelas análises, pela oportunidade de conhecer suas idéias e por este espaço maravilhoso que é teu Blog.

Realmente, americanos não compreendem os latinos. Na verdade, americanos só compreendem americanos... americanos só compreendem a palavra &#039;lucratividade&#039;. Enquanto, nós educadores latinos falamos em &#039;Educação Libertadora&#039;, &#039;Sócio-Interacionismo&#039;... os americanos falam em &#039;Estudo Dirigido Individualizado&#039;, &#039;E-learning&#039; etc.

Sabe João, eu continuo batendo na mesma tecla, e meu piano vai ficando &quot;gasto&quot; (hehehe)... que eu considere EaD (Educação) e não somente EaD (Ensino) mediado por tecnologia. Mas, não abro meu conceito de &quot;Turma&quot; por nada deste mundo. Não abro mão dos meus idéias de que um BOM EaD deva garantir: [A] interatividade; [B] interação de conhecimentos (tácito e processual); e, [C] interação sócio-virtual.

Falando em Interação Sócio-Virtual, estou começando a pesquisar redes sociais acadêmicas... tem um webdesigner e programador tentando formalizar este projeto envolvendo Design Participativo, Aprendizagem Colaborativa, Peer Review (colaboração na revisão pelos pares), Blog/Fórum/Comunidade virtual etc... se Deus me ajudar, espero poder escrever sobre isso em meu Mestrado.

Abraços,</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Mattar,</p>
<p>Parabéns pelo artigo, pelas análises, pela oportunidade de conhecer suas idéias e por este espaço maravilhoso que é teu Blog.</p>
<p>Realmente, americanos não compreendem os latinos. Na verdade, americanos só compreendem americanos&#8230; americanos só compreendem a palavra &#8216;lucratividade&#8217;. Enquanto, nós educadores latinos falamos em &#8216;Educação Libertadora&#8217;, &#8216;Sócio-Interacionismo&#8217;&#8230; os americanos falam em &#8216;Estudo Dirigido Individualizado&#8217;, &#8216;E-learning&#8217; etc.</p>
<p>Sabe João, eu continuo batendo na mesma tecla, e meu piano vai ficando &#8220;gasto&#8221; (hehehe)&#8230; que eu considere EaD (Educação) e não somente EaD (Ensino) mediado por tecnologia. Mas, não abro meu conceito de &#8220;Turma&#8221; por nada deste mundo. Não abro mão dos meus idéias de que um BOM EaD deva garantir: [A] interatividade; [B] interação de conhecimentos (tácito e processual); e, [C] interação sócio-virtual.</p>
<p>Falando em Interação Sócio-Virtual, estou começando a pesquisar redes sociais acadêmicas&#8230; tem um webdesigner e programador tentando formalizar este projeto envolvendo Design Participativo, Aprendizagem Colaborativa, Peer Review (colaboração na revisão pelos pares), Blog/Fórum/Comunidade virtual etc&#8230; se Deus me ajudar, espero poder escrever sobre isso em meu Mestrado.</p>
<p>Abraços,</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Ilan Chamovitz</title>
		<link>http://joaomattar.com/blog/2007/03/11/o-conceito-de-turma-em-ead-sangue-latino/#comment-2097</link>
		<dc:creator>Ilan Chamovitz</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Apr 2007 20:06:30 +0000</pubDate>
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		<description>É lamentável como alguns conseguem oferecer intrumentos para quem não acredita em trabalhos responsáveis com EaD. 

Por outro lado, fico feliz por ter a minha formação nesta área orientada por acadêmicos competentes e responsáveis, participando em vários projetos e disciplinas onde houve a participação dos estudantes, troca de idéias (interação, comunicação, colaboração, cooperação)  e de experiências que resultaram em conhecimento e em habilidades complementares ao conteúdo das disciplinas cursadas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É lamentável como alguns conseguem oferecer intrumentos para quem não acredita em trabalhos responsáveis com EaD. </p>
<p>Por outro lado, fico feliz por ter a minha formação nesta área orientada por acadêmicos competentes e responsáveis, participando em vários projetos e disciplinas onde houve a participação dos estudantes, troca de idéias (interação, comunicação, colaboração, cooperação)  e de experiências que resultaram em conhecimento e em habilidades complementares ao conteúdo das disciplinas cursadas.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João Mattar</title>
		<link>http://joaomattar.com/blog/2007/03/11/o-conceito-de-turma-em-ead-sangue-latino/#comment-2090</link>
		<dc:creator>João Mattar</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Apr 2007 16:26:47 +0000</pubDate>
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		<description>Caros:
Tenho refletido bastante sobre a palavra para turma em inglês. 
Em primeiro lugar, &quot;class&quot; tem esse sentido de turma. Tem também o sentido de sala de aula, espaço físico, ou mesmo de aula (o que também a palavra lecture tem), mas tem um outro sentido que equivale ao de &quot;turma&quot; em português. Assim é utilizado em textos sobre EaD.
Em Teaching and Learning at a Distance, aparecem as expressões “distance educationl classroom” e “virtual classroom”, que apontam não para o espaço físico ou tecnológico de uma sala de aula virtual, mas ao que nos referimos quando usamos a palavra ‘turma’ em português. 
Outras palavras, que de qualquer maneira correspondem também à idéia de turma, em inglês, são team, group ou community (‘community of learning’ é uma expressão bastante comum em inglês).
Mas, independente do significante, o significado de ‘turma’ existe nas duas línguas, e com uma correspondência semântica muito forte. Repare um pouco mais.
Na p. 40 de “O Aluno Virtual”, ocorre a expressão “diálogo realizado em uma turma de pós-graduação” - precisa checar então no original o que está escrito, e se o tradutor fez algum exercício de transcriação, no sentido sugerido pela teoria da poesia concreta, ou simplesmente usou em português uma palavra ou expressão que serve para traduzir o conceito expresso originalmente em inglês.
No Prefácio do mesmo &quot;O Aluno Virtual&quot;, Palloff e Pratt afirmam:
&quot;O foco do livro é primeiramente a aprendizagem em turmas, isto é, alunos que começam e terminam juntos um curso durante um trimestre, um semestre ou um seminário elaborado de acordo com a conveniência do professor e dos alunos. Chegamos à conclusão de que as dicas que utilizamos para a construção dessa comunidade dificilmente podem ser implementadas em outra espécie de agrupamento, tais como aqueles da educação continuada, em que os alunos começam e terminam seus cursos em épocas distintas. [...] Também achamos que as necessidades dos alunos da chamada educação continuada são diferentes - em geral buscam a maneira mais rápida e fácil de finalizar os créditos para a certificação e afins, sem preocupar-se com o nível de interação que um aluno de graduação ou pós-graduação ou mesmo o empregado de uma empresa buscaria.&quot; (p. 15)
Não sei qual é a expressão utilizada, em inglês, para “aprendizagem em turmas”, mas seja qual for, a questão é que está mais do que claro que o conceito de turma não é um conceito que existe apenas em português, ou esteja relacionado à cultura latina – ele tem lugar muito claro na língua inglesa, tem tanta importância, aliás, que é o foco de um livro importante sobre EaD, escrito originalmente em inglês. 
Mas fica também claro, na citação, que o conceito de turma tem sentido para um tipo de EaD (como eu já tinha dito por aqui) que, segundo os autores, é o modelo mais adequado para alunos de graduação e pós-graduação, porque eles buscam interação no ensino superior. Porque a interação é um componente essencial na EaD.
Então, em primeiro lugar temos que reconhecer que existe o conceito de turma em inglês.
E, em segundo, que, por causa dessa confusão conceitual, foi elaborado um projeto falho, que supostamente não criou turmas (ou seja, não criou interação adequada) para alunos que começam e terminam os cursos no mesmo momento – ou seja, um dos critérios justamente para definir uma turma, e que, aliás, já estão presentes fisicamente na universidade – não são alunos basicamente virtuais, e que, por isso mesmo, como diz a citação, buscam também interação.
Prestar um pouco de atenção nos alunos, considerá-los pessoas e não simples números, pressupõe a idéia de turma, e ainda mais, a preocupação, por parte do professor e da instituição, em utilizar técnicas pedagógicas para buscar fazer com que a turma funcione como uma unidade, e não como um mero grupo de pessoas independentes e que não se falam, ou falam muito pouco.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caros:<br />
Tenho refletido bastante sobre a palavra para turma em inglês.<br />
Em primeiro lugar, &#8220;class&#8221; tem esse sentido de turma. Tem também o sentido de sala de aula, espaço físico, ou mesmo de aula (o que também a palavra lecture tem), mas tem um outro sentido que equivale ao de &#8220;turma&#8221; em português. Assim é utilizado em textos sobre EaD.<br />
Em Teaching and Learning at a Distance, aparecem as expressões “distance educationl classroom” e “virtual classroom”, que apontam não para o espaço físico ou tecnológico de uma sala de aula virtual, mas ao que nos referimos quando usamos a palavra ‘turma’ em português.<br />
Outras palavras, que de qualquer maneira correspondem também à idéia de turma, em inglês, são team, group ou community (‘community of learning’ é uma expressão bastante comum em inglês).<br />
Mas, independente do significante, o significado de ‘turma’ existe nas duas línguas, e com uma correspondência semântica muito forte. Repare um pouco mais.<br />
Na p. 40 de “O Aluno Virtual”, ocorre a expressão “diálogo realizado em uma turma de pós-graduação” &#8211; precisa checar então no original o que está escrito, e se o tradutor fez algum exercício de transcriação, no sentido sugerido pela teoria da poesia concreta, ou simplesmente usou em português uma palavra ou expressão que serve para traduzir o conceito expresso originalmente em inglês.<br />
No Prefácio do mesmo &#8220;O Aluno Virtual&#8221;, Palloff e Pratt afirmam:<br />
&#8220;O foco do livro é primeiramente a aprendizagem em turmas, isto é, alunos que começam e terminam juntos um curso durante um trimestre, um semestre ou um seminário elaborado de acordo com a conveniência do professor e dos alunos. Chegamos à conclusão de que as dicas que utilizamos para a construção dessa comunidade dificilmente podem ser implementadas em outra espécie de agrupamento, tais como aqueles da educação continuada, em que os alunos começam e terminam seus cursos em épocas distintas. [...] Também achamos que as necessidades dos alunos da chamada educação continuada são diferentes &#8211; em geral buscam a maneira mais rápida e fácil de finalizar os créditos para a certificação e afins, sem preocupar-se com o nível de interação que um aluno de graduação ou pós-graduação ou mesmo o empregado de uma empresa buscaria.&#8221; (p. 15)<br />
Não sei qual é a expressão utilizada, em inglês, para “aprendizagem em turmas”, mas seja qual for, a questão é que está mais do que claro que o conceito de turma não é um conceito que existe apenas em português, ou esteja relacionado à cultura latina – ele tem lugar muito claro na língua inglesa, tem tanta importância, aliás, que é o foco de um livro importante sobre EaD, escrito originalmente em inglês.<br />
Mas fica também claro, na citação, que o conceito de turma tem sentido para um tipo de EaD (como eu já tinha dito por aqui) que, segundo os autores, é o modelo mais adequado para alunos de graduação e pós-graduação, porque eles buscam interação no ensino superior. Porque a interação é um componente essencial na EaD.<br />
Então, em primeiro lugar temos que reconhecer que existe o conceito de turma em inglês.<br />
E, em segundo, que, por causa dessa confusão conceitual, foi elaborado um projeto falho, que supostamente não criou turmas (ou seja, não criou interação adequada) para alunos que começam e terminam os cursos no mesmo momento – ou seja, um dos critérios justamente para definir uma turma, e que, aliás, já estão presentes fisicamente na universidade – não são alunos basicamente virtuais, e que, por isso mesmo, como diz a citação, buscam também interação.<br />
Prestar um pouco de atenção nos alunos, considerá-los pessoas e não simples números, pressupõe a idéia de turma, e ainda mais, a preocupação, por parte do professor e da instituição, em utilizar técnicas pedagógicas para buscar fazer com que a turma funcione como uma unidade, e não como um mero grupo de pessoas independentes e que não se falam, ou falam muito pouco.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Wanderlucy</title>
		<link>http://joaomattar.com/blog/2007/03/11/o-conceito-de-turma-em-ead-sangue-latino/#comment-2001</link>
		<dc:creator>Wanderlucy</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Mar 2007 14:31:49 +0000</pubDate>
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		<description>Excelentes as suas observações, Edmundo. Essa questão da interpretação tendenciosa de dados levantados é muito séria. Gera informação enganosa.
A internet pode causar a falsa impressão de que ela sozinha tem o poder de mudar nossa realidade de educação precária. Ela, sem dúvida, é um instrumento com forte potencial de mudanças dessa realidade, mas para tanto é preciso que seja feito um trabalho muito sério, com muita base, muita pesquisa e muita vontade de melhorar as coisas por parte dos educadores e demais envolvidos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Excelentes as suas observações, Edmundo. Essa questão da interpretação tendenciosa de dados levantados é muito séria. Gera informação enganosa.<br />
A internet pode causar a falsa impressão de que ela sozinha tem o poder de mudar nossa realidade de educação precária. Ela, sem dúvida, é um instrumento com forte potencial de mudanças dessa realidade, mas para tanto é preciso que seja feito um trabalho muito sério, com muita base, muita pesquisa e muita vontade de melhorar as coisas por parte dos educadores e demais envolvidos.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Edmundo</title>
		<link>http://joaomattar.com/blog/2007/03/11/o-conceito-de-turma-em-ead-sangue-latino/#comment-2000</link>
		<dc:creator>Edmundo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Mar 2007 13:06:06 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Mattar, parabéns pela análise e profundidade em que analisa esta questão, uma pequena contribuição: 

Além dos conceitos equivocados do EaD, um movimento tropicalista, mal orquestrado e com acordes desencontrados nos conceitos e principalmente desprezando a experiência dos que fazem, até de seus professores, e acreditando que o &quot;jeitinho brasileiro&quot; substitui o conhecimento  das instituições que já o fazem na Europa e EUA, vejamos:

1o.Internet no Brasil, apesar do imenso acesso a rede mundial, ressalto que em sua maioria mais de 80% são de empresas; e que, as empresa já estão restringindo o uso pelos seus funcionários;

2o. que a penetração de computadores nos lares é de apenas 19.5%, veja um equivoco da estatistica -qualquer computador, qualquer &quot;lentium&quot; com uma leve lembrança é considerado &quot; posse de computador&quot; nas estatisticas; 
 
3o.Para os jovens de 13 a 22 anos (que apenas 18% tem acesso no Brasil segundo o IBGE) é uma fonte de entretenimento em que não há o comprometimento e compromisso com o que expõe em seus blogs, orkuts, msns, páginas e valorizando o grande diferencial da rede: a diversão acima da informação. Como esperar uma atitude espartana dos alunos em seus estudos??? 

4o.Online com multidão, tem algum sentido?? estes mesmo jovens tem cadastros de centenas de &quot;amigos&quot; no orkut, conseguem de fato interagir com eles?  

Forte abraço,</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Mattar, parabéns pela análise e profundidade em que analisa esta questão, uma pequena contribuição: </p>
<p>Além dos conceitos equivocados do EaD, um movimento tropicalista, mal orquestrado e com acordes desencontrados nos conceitos e principalmente desprezando a experiência dos que fazem, até de seus professores, e acreditando que o &#8220;jeitinho brasileiro&#8221; substitui o conhecimento  das instituições que já o fazem na Europa e EUA, vejamos:</p>
<p>1o.Internet no Brasil, apesar do imenso acesso a rede mundial, ressalto que em sua maioria mais de 80% são de empresas; e que, as empresa já estão restringindo o uso pelos seus funcionários;</p>
<p>2o. que a penetração de computadores nos lares é de apenas 19.5%, veja um equivoco da estatistica -qualquer computador, qualquer &#8220;lentium&#8221; com uma leve lembrança é considerado &#8221; posse de computador&#8221; nas estatisticas; </p>
<p>3o.Para os jovens de 13 a 22 anos (que apenas 18% tem acesso no Brasil segundo o IBGE) é uma fonte de entretenimento em que não há o comprometimento e compromisso com o que expõe em seus blogs, orkuts, msns, páginas e valorizando o grande diferencial da rede: a diversão acima da informação. Como esperar uma atitude espartana dos alunos em seus estudos??? </p>
<p>4o.Online com multidão, tem algum sentido?? estes mesmo jovens tem cadastros de centenas de &#8220;amigos&#8221; no orkut, conseguem de fato interagir com eles?  </p>
<p>Forte abraço,</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: sonia regina zorzi</title>
		<link>http://joaomattar.com/blog/2007/03/11/o-conceito-de-turma-em-ead-sangue-latino/#comment-1990</link>
		<dc:creator>sonia regina zorzi</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Mar 2007 15:07:38 +0000</pubDate>
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		<description>João, parabéns pela sua análise. Realmente quando compramos cursos a distância, temos uma orientação, um tempo para realização dos trabalhos e a interatividade é com o nosso orientador.
Acredito que a Universidade precisa repensar o seu modelo e que esse diretor precisa conhecer um pouco mais de EaD., pois o meu sentimento é que não conhece nada de EaD, bem como de Planejamento Estratégico e Administração.

Abraços

Sonia Regina Zorzi</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>João, parabéns pela sua análise. Realmente quando compramos cursos a distância, temos uma orientação, um tempo para realização dos trabalhos e a interatividade é com o nosso orientador.<br />
Acredito que a Universidade precisa repensar o seu modelo e que esse diretor precisa conhecer um pouco mais de EaD., pois o meu sentimento é que não conhece nada de EaD, bem como de Planejamento Estratégico e Administração.</p>
<p>Abraços</p>
<p>Sonia Regina Zorzi</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: adalberto</title>
		<link>http://joaomattar.com/blog/2007/03/11/o-conceito-de-turma-em-ead-sangue-latino/#comment-1989</link>
		<dc:creator>adalberto</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Mar 2007 14:08:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.joaomattar.com/2007/03/11/o-conceito-de-turma-em-ead-sangue-latino/#comment-1989</guid>
		<description>Meus caros amigos, não pretendo desviar o que tem sido tema central destes comentários, mas, complementando: observo que mutatis mutandis, todos os desatinos que vêm acontecendo na EaD têm seus equivalentes na Educação Presencial.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Meus caros amigos, não pretendo desviar o que tem sido tema central destes comentários, mas, complementando: observo que mutatis mutandis, todos os desatinos que vêm acontecendo na EaD têm seus equivalentes na Educação Presencial.</p>
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