Aula 03 (14/04) – Games em Educação no SL

Na quarta-feira da semana passada (14/04) nos encontramos novamente na ilha Educacao no Second Life para a terceira aula do curso Games em Educação no SL. Há uma categoria especial no blog para o curso, EduGames no SL 1.0, com a qual estou marcando todos os posts relacionados ao curso. Temos também um grupo para o curso no Second Life, Games em Educacao no SL 1.0, se alguém ainda não estiver inscrito me avise (Erectus Amat).

O encontro da semana passada cobriu o capítulo 2 do livro Games em Educação: como os nativos digitais aprendem, cujo título é O Uso de Games em Educação. O capítulo pode ser dividido em 3 partes: (a) introdução (que não cobri na aula, mas cobrirei no post), (b) uma lista de autores que se destacam na teoria sobre o uso de games em educação, (c) uma reflexão sobre fluxo e senso crítico.

Introdução

O vídeo abaixo explora o conceito de aprendizado tangencial, baseando-se no post The power of tangential learning:

Games lidam com o erro de uma maneira construtiva e podem contribuir com a personalização da educação.

Alguns textos exploram como os jogadores acabam funcionando simultaneamente como autores dos games:

LEHTO, Otto. The collapse and reconstitution of the cinematic narrative: interactivity vs. immersion in game worlds. In: COMPAGNO, Dario; COPPOCK; Patrick (Edited by). Computer games: between text and practice. Rivista on-line dell’Associazione Italiana di Studi Semiotici, Serie speciale, Anno III, n. 5, 2009. p. 21-18.

JUUL, Jesper. A clash between game and narrative: a thesis on computer games and interactive fiction. Versão 0.92, traduzida para o inglês, da dissertação de mestrado originalmente redigida em dinamarquês. Copenhagen, abr. 2001.

MURRAY, Janet H. Hamlet on the holodeck: the future of narrative in cyberspace. Cambridge, MA: MIT Press, 1998.

Teoria sobre uso de games em educação

Games-based Learning Theory: A synthesis of ideas to help plan, implement and assess serious games foi a palestra de David Gibson, co-autor do livro Games and Simulations in Online Learning, proferida no Second Life em 27/03/09 durante o Virtual Worlds Best Practices in Education, em que ele faz uma síntese de algumas teorias sobre o uso de games em educação.

David Shaffer explora o conceito de games epistêmicos em How computer games help children learn. No site Epistemic games: building the future of education é possível conferir alguns jogos epistêmicos desenvolvidos por Shaffer em que os jogadores assumem diversas funções profissionais, como Journalism.net (repórteres), Digital Zoo (engenheiros biomecânicos), Urban Science (planejadores urbanos), The Pandora Project (negociadores) e Escher’s World (artistas gráficos).

Clark Aldrich, autor de Learning by Doing e do blog Clark Aldrich On Simulations and Serious Games, trabalha com os conceitos de mundo virtuais, games e simulações, além de elementos de games, elementos de simulações e elementos pedagógicos.

Ian Bogost, fundador da empresa Persuasive Games, explora em Persuasive Games a ideia de games epistêmicos e retórica procedimental. Seu site é um prato cheio para quem se interessa pelo uso de games em educação.

Marc Prensky, que desenvolveu a expressão nativos digitais, é autor de Digital game-based learning e Don’t bother me, Mom, i´m learning, que tem um interessante site de apoio, GamesParentsTeachers. Seu site tem também várias informações sobre o uso de games em educação.

Por fim, James Paul Gee, autor de Why video games are good for your soul e Good video games and good learning, explora o que há de pedagógicos em games, mesmo que comerciais.

Cf. um vídeo em que ele relaciona games e aprendizagem:

e outro um vídeo em que ele explora o uso de games para avaliação:

Obviamente há vários outros autores que teorizam sobre o uso de games em educação, mas estes me parecem os mais importantes pelo conjunto da obra e pela riqueza conceitual.

Fluxo x Senso Crítico

Discutimos uma questão que tem me interessado bastante em educação e que inclusive eu já tinha explorado em um post: a relação entre imersão, fluxo e senso crítico em games. Senti (o que foi confirmado pelos alunos) que pela primeira vez no curso, usando o chat de texto do Second Life, conseguimos atingir um momento de grande colaboração e construção do conhecimento, com comentários muito ricos que nos levaram a avançar bastante no tema.

Virtual Worlds Story Project

No final do nosso encontro, fomos explorar o fantástico projeto desenvolvido pelo Marty e pela Jenaia, que aliás gentilmente nos recebeu e orientou: Virtual Worlds Story Project, que explora o potencial do Second Life para contar histórias – no caso, a história de vida de um paciente, Uncle D, que morre de AIDS. Cf. o vídeo:

Como tive que sair quando ainda havia bastante gente por lá, preciso agora saber onde cada um conseguiu chegar.

Nesta quarta (21/04) não tivemos aula por causa do feriado, mas na próxima quarta, 28/04, nos encontramos novamente na ilha do Portal Educação – junte-se a nós!

FacebookTwitterGoogle+Compartilhar
Publicado em EaD, EduGames no SL 1.0, Educação, Games | Deixar um comentário

Endipe 2010

[photopress:endipe.jpg,full,vazio]

Seguem alguns flashes do Endipe 2010 (ainda atualizarei o post amanhã). Quem quiser acompanhar mais coisas, cf. os Twitters do Webcurrículo e Renata Aquino.

Educação Online Avançada: perspectivas para a formação de professores

João Mattar, Eliane Schlemmer e Marco Silva

Resumo
Três apresentações compõem este painel. Na primeira, ECODI-RICESU: da formação à ação pedagógica em rede utilizando a tecnologia de Metaverso, Eliane Schlemmer (UNISINOS) discute alguns resultados da pesquisa ECODI-RICESU, proposta e desenvolvida pelo Grupo de Pesquisa Educação Digital – GP e-du UNISINOS/CNPq, no qual foram oferecidos dois processos formativos na modalidade online, utilizando o Metaverso Second Life. Além de analisar os resultados do projeto em suas diferentes etapas, a autora enfatiza a formação/ação pedagógica em rede utilizando esse ambiente virtual. Na segunda, Formação de professores na modalidade semipresencial: a experiência do Colégio Progresso, João Mattar (Anhembi-Morumbi) relata uma experiência de formação realizada em 2008 em Campinas (SP), com uso do AVA Moodle e outros recursos digitais. Segundo o pesquisador, nessa experiência verificou-se que a formação continuada de professores utilizando a modalidade de educação online pode ser motivadora e riquíssima para o trabalho docente, contribuindo no processo de apropriação pedagógica da tecnologia por parte dos professores. Articulando os conceitos cibercultura, interatividade e sociointeracionismo de Vygotsky, em sua apresentação Podcasting no MOODLE: potencialidades comunicacionais para a docência online, Mayton Bahia e Marco Silva (UNESA) avaliam como o áudio pode contribuir para a docência e a aprendizagem na modalidade online, desde que o docente saiba contextualizá-lo em interface de comunicação colaborativa capaz de potencializar a mediação no processo de construção do conhecimento. As três apresentações trazem resultados de pesquisas realizadas e podem fundamentar a formulação de soluções à formação de professores para a docência em ambientes virtuais de aprendizagem.
Palavras-chave: Educação online. Formação de professores. Moodle. Metaverso Second Life. Podcasting.

Apresentei meu trabalho muito rapidamente, enquanto era instalado o datashow na sala. Foto e vídeo feitos pelo Marcos Barros:

[photopress:Endipe_2010_1.jpg,full,vazio]

Os slides estão disponíveis online, com links. Eliane Schlemmer apresentou seu trabalho de formação de professores da Ricesu no Second Life, e interagimos com vários avatares que estavam na ilha da Unisinos no Second Life. Marco Silva e Mayton Bahia apresentaram um curso online para DJs utilizando podcasts como a forma básica de comunicação, com interação entre os participantes, que por exemplo analisavam os trabalhos dos colegas através de áudios gravados.

Como havia um risco de não termos datashow, juntamos nosso painel com outro: Ambientes Virtuais de Aprendizagem, integrada por Estrella Bohadana, Janete Bolite Frant, Lucio Luiz Corrêa da Silva, Monica Rabello de Castro e Rodrigo Vieira Ribeiro

A primeira apresentação foi sobre uma pesquisa que, em discussões entre professores, identificou a indisciplina dos alunos com a inadequação de uma pedagogia ultrapassada. A segunda apresentação explorou os alunos como autores, produzindo programas de rádio. A última apresentação foi sobre o uso de fanfiction em educação, por parte de professores e alunos.

Pela junção dos painéis, praticamente não tivemos tempo para debates. Reflexão do Marco Silva: “avançado” no título do nosso painel não significa usar tecnologias, mas pensar no desenho do curso.

***

Currículo e Novas Tecnologias: Políticas Públicas, Educação Digital, Autoria e Colaboração
Maria Aparecida José, Maria da Graça Moreira da Silva e Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida

Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida iniciou o painel com apresentações gerais, e então apresentou o Museu da Língua Portuguesa como tema para reflexão. Questão lançada: como se estabelecem as relações entre currículo e tecnologias? Webcurrículo é um termo em construção: currículo que se desenvolve integrado às tecnologias, com interferências e transformações mútuas. Um currículo que se transforma com as tecnologias mas é também transformador das tecnologias. 07-08/06 temos um novo encontro do Webcurrículo: cf. site e blog. Fui inclusive convidado para coordenar uma vídeoconferência, assim que tiver mais novidades registro por aqui.

Maria Aparecida José, que está fazendo pós-doutorado na PUC-SP, fez uma reflexão sobre autoria do professor e abordagem dialógica de currículo. O marco hoje não seria mais a tecnologia, mas a elaboração do currículo. Ela criticou o uso das tecnologias para vigiar e punir, e também o uso de relações tradicionais (ou educação bancária) entre professores-tutores e alunos. No fundo, penso eu, o que o modelo de EaD fordista faz é muito mais do que isso – mata o professor. O professor tradicional dando aula em EaD hoje pode ser visto até como uma resistência, ou o que resta ainda da educação. EaD centrada no professor, uso de sistemas para vigiar e punir, isso tudo é diferente de modelos em que o conteúdo é disponibilizado para o aluno estudar sozinho, que sonham com a morte do professor. Mesmo porque um professor dando aula tradicional à distância já é muito diferente de uma aula presencial – pode ser utilizada voz, podem ser utilizados vídeos, multimídia, texto etc., o que torna a relação muito diferente. Não penso que nossa preocupação deveria ser com a repetição do modelo tradicional, porque no fundo isso não existe. Não devemos pautar nossa relações no grau de proximidade ou distância de um modelo de EaD em relação ao tradicional, mas sim nos modelos que são inadequados para o aprendizado. Mesmo porque há educação dialógica no presencial também. E aulas expositivas podem funcionar muito bem online, posso ter aula com um professor em outro estado ou país com quem não poderia ter na presencial, posso ouvi-lo, posso vê-lo, lê-lo etc. Não é esse o problema com que a comunidade que trabalha seriamente com EaD deveria se preocupar, e sim com os modelos que voltados apenas ao lucro, e não pedagogia. Assistir a um vídeo, que ela disse não ser inovação, não ser dialógico, no fundo não deixa de ser inovação, não deixa de explorar novas maneiras de comunicação. O YouTube é dialógico por natureza, permite comentários, permite incorporar vídeos em outros locais, permite seguir pessoas e canais etc.

Foi feita uma questão sobre a avaliação neste processo. No fundo, torna-se um problema se pensamos apenas na avaliação do processo, mas trabalhar com projetos me parece ser uma solução, porque projetos são objetos prontos, acabados, que podem ser avaliados como produtos finais, não apenas processos.

Maria da Graça abordou questões de autoria no mundo digital, associada a currículo, com a apresentação De Navegadores no Mundo Digital para Autores. Lembro sempre da importância da rica tradição de reflexão sobre o autor em teoria literária e filosofia, com um ápice no texto de Michel Foucault “O que é um autor?”.
Um trabalho que traria muitos frutos para a EaD, e a educação em geral, seria rever essa tradição para apropriá-la para a pedagogia. Escrevi há bastante tempo Feliz Páscoa, Pierre Rivière… : os Múltiplos Selves dos Autores-Assassinos, cuja discussão teórica pode ser um ponto de partida. Graça aproximou os conceitos de navegação e autoria, usando várias metáforas interessantes. Defendeu também que o uso de tecnologias deve ser encarado como um processo gradual, passando por fases como exposição, adoção, adaptação, apropriação e inovação (modelo de Sandholtz, Ringstaff e Dwyer, 1997).

Beth completou com o problema dos exames que acabam pautando o currículo, e assim criam problemas para colocar todos esses pontos em prática.

Publicado em EaD, Educação | 3 comentários

Estratégias Instrucionais

Acrescentei uma breve resenha do Cap. 7. A Framework for Instructional Strategy Design ao post sobre o livro Instructional Design.

Duas apresentações em slides para completar o tema:

Publicado em EaD, Edtech503, Educação | Deixar um comentário

Charter & Magnet Schools

Em um fórum durante a disciplina Instructional Design que estou cursando neste semestre na Boise, exploramos algumas experiências no ensino fundamental e médio nas escolas públicas nos Estados Unidos: Charter e Magnet Schools.

Cf. alguns links:

Charter Schools USA

NEA Charter Schools

Magnet Schools of America

Magnet Schools – PSPN

A Revista Educação e Sociedade, vol. 24, n. 84, Número Especial. 2003 – “Educação: de Direito de Cidadania a Mercadoria” apresenta alguns artigos sobre charter schools.

Temos iniciativas similares no Brasil, na escola pública?

Discutimos também no fórum o Harbour Method. Cf.

Should more schools adopt the Harbor Method?

Welcome to the Harbor Method!

Pretendo explorar os 3 com calma.

Publicado em Edtech503, Educação | Deixar um comentário

Aula 02 (07/04) – Games em Educação no SL

Na quarta-feira passada, 07/04, tivemos nosso segundo encontro na ilha Educacao no Second Life para a segunda aula do curso Games em Educação no SL. Há uma categoria especial no blog para o curso, EduGames no SL 1.0, com a qual estou marcando todos os posts relacionados ao curso. Temos também um grupo para o curso no Second Life, Games em Educacao no SL 1.0, se alguém ainda não estiver inscrito me avise (Erectus Amat).

O encontro da semana passada cobriu o capítulo 1 do livro Games em Educação: como os nativos digitais aprendem, cujo título é Estilos de Aprendizagem dos Nativos Digitais. O capítulo trata de 2 temas principais: estilos de aprendizagem e o conceito de nativos digitais. No final da aula, fizemos um passeio pelos objetos de aprendizagem disponíveis na ilha do Portal Educação.

Estilos de Aprendizagem

No início da aula, cada um dos participantes respondeu ao questionário Vark (você pode escolher o idioma português, na janela superior direita). Aí comparamos um pouco os resultados. Eis alguns, que servem para mostrar diferenças marcantes nos estilos de aprendizagem:

Visual: 7 / Aural: 05 / Read/Write: 4 / Kinesthetic: 6
Visual: 2 / Aural: 05 / Read/Write: 6 / Kinesthetic: 3
Visual: 3 / Aural: 04 / Read/Write: 3 / Kinesthetic: 6
Visual: 4 / Aural: 11 / Read/Write: 5 / Kinesthetic: 6
Visual: 7 / Aural: 05 / Read/Write: 8 / Kinesthetic: 6
Visual: 3 / Aural: 05 / Read/Write: 7 / Kinesthetic: 1
Visual: 4 / Aural: 07 / Read/Write: 8 / Kinesthetic: 6
Visual: 5 / Aural: 04 / Read/Write: 2 / Kinesthetic: 6

Não fizemos o questionário Honey-Alonso de Estilos de Aprendizagem porque é muito longo, mas ficou como sugestão para quem quiser fazer depois. Confiram apenas, antes de começar, se o quadro que aparece no final da página está ok, pois ele não funciona bem com todos os browsers – se o quadro não estiver aberto corretamente, nem adianta começar a responder o questionário, porque no final ele não dará a resposta e o tempo de responder as perguntas será perdido.

Ficou como sugestão também o teste Myers-Briggs, que pode ser realizado online no site MBTI.

No site Learning Styles é possível realizar testes segmentados por idade (3-6, 7-9, 10-13, 14-18 e acima de 18), baseados no modelo Learning Styles Inventory do casal Dunn (falo deles daqui a pouco).

Tenho utilizado com minhas turmas um ou mais desses testes, no início dos cursos, para identificar os estilos de aprendizagem dos meus alunos. Isso tem sido interessante tanto para gerar um movimento de auto-reflexão por parte dos alunos, pois eles podem inclusive comparar os resultados com os dos colegas, como para eu preparar melhor minhas aulas e o material que utilizarei durante o curso.

Podemos aplicar estilos de aprendizagem em educação de pelo menos duas maneiras diferentes:

(a) disponibilizar materiais em diversos formatos, para atender os diferentes estilos de aprendizagem dos alunos, ou seja, quem aprende melhor por imagens terá imagens, quem aprende melhor por texto terá o mesmo conteúdo em texto, quem aprende melhor por vídeos terá o mesmo conteúdo por vídeo etc.; em todos os cursos que tenho feito na Boise State University, o material está sempre disponível em diferentes formatos;

(b) podemos tentar personalizar a educação em função dos estilos de cada um, ou seja, desenvolver estratégias específicas para diferentes alunos, em função de seus estilos de aprendizagem.

Os alunos podem também aproveitar melhor seus estudos em função da identificação de seus estilos de aprendizagem preponderantes.

Quem tem o perfil de aprendizado visual prefere absorver imagens, vídeos, pôsteres, slides, livros com diagramas e figuras, fluxogramas, gráficos, destaques para palavras, símbolos e espaços em branco.

Quem prefere aprender lendo e escrevendo absorve informações melhor através de listas, títulos, dicionários, glossários, definições, folhetos, livros, bibliotecas, notas, professores que utilizam bem as palavras e fornecem a informação em sentenças e notas, ensaios e manuais.

Se o seu perfil é o aural, você gosta de ouvir.

O perfil cinestésico, por fim, prefere aprender fazendo.

Na verdade, é importante lembrar que não interessa apenas ensinar e aprender usando nossos estilos de aprendizagem preponderantes, mas também desenvolver aqueles menos presentes.

Lembrei que durante o 7º SENAED – Seminário Nacional ABED de Educação a Distância, tivemos uma movimentada lista de discussão sobre estilos de aprendizagem cujo conteúdo continua disponível online. A discussão durou 1 semana (na verdade 9 dias) e tem muito material interessante. A partir dessa lista, a Daniela Melaré, uma pesquisadora brasileira que agora trabalha em Portugal, montou um grupo no Ning: Estilos de Aprendizagem e Educação a Distância. Como se ensina e se aprende no virtual??? É também uma dica muito interessante para quem se interessa pelo tema.

Outras fontes para pesquisar sobre o tema são a Revista de Estilos de Aprendizage da UNED e o Institute for Learning Styles Research Journal (ILSR-J).

Muita gente diz hoje que não há evidência empírica que suporte a teoria, ou mesmo que há estudos que mostram que os alunos não aprendem melhor quando ensinados em função de seus estilos de aprendizagem. Cf. Learning Styles: Concepts and Evidence e o vídeo abaixo:

Um desses estudos que colocam em dúvida o conceito de estilos de aprendizagem (gostaria de conhecer outros) é o capítulo:

DILLON, Connie; GREENE, Barbara. Learner differences in distance learning: finding differences that matter. In: MOORE, Michael Grahame; ANDERSON, William G. (Ed.). Handbook of distance education. Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum, 2003. p. 235-244.

Analisando algumas pesquisas, as autoras concluem que não é possível extrair conclusões sobre relações significativas entre estilos de aprendizagem e aprendizagem, ou seja, não faz diferença nenhuma ensinar baseando-se em estilos de aprendizagem ou não. E, além disso, insistem em que o importante não é adequar o ensino às preferências dos alunos, mas provocar mudanças nas maneiras pelas quais os alunos aprendem. Ora, isso já falamos por aqui. Análise de pesquisas e principalmente estatísticas muitas vezes permitem interpretações distintas, e falta de estudos empíricos não significa que uma teoria não funcione, apenas que ela precisa ser testada, como aliás todas, continuamente. E a riqueza e os usos possíveis da teoria dos estilos de aprendizagem parecem automaticamente tão óbvios que se pode inclusive questionar que tipo de estudo empírico é necessário para autorizar alguém a utilizá-la.

Talvez pela data em que foi elaborado, o capítulo de Dillon e Green não faz referências ao trabalho do casal Rita e Kenneth Dunn, que vem realizando diversas experiências com a teoria dos estilos de aprendizagem. O casal Dunn defende que os alunos aprendem melhor quando são utilizadas estratégias de ensino baseadas nos seus estilos de aprendizagem predominantes. As experiências do casal Dunn revelaram que os alunos cujas características são contempladas por intervenções educacionais adequadas a seus estilos de aprendizagem têm rendimento melhor do que aqueles dos quais os estilos de aprendizagem não são respeitados. O lema da Dr. Rita Dunn Education Foundation é: “Se os alunos/indivíduos não aprendem da maneira como ensinamos, então ensine-os da maneira como eles aprendem.” Cf. p.ex. A Conversation with Dr. Rita Dunn.

Nativos Digitais

No segundo momento da aula, discutimos o conceito de nativos digitais. A expressão foi desenvolvida por Marc Presnky em diversos artigos e livros:

Digital game-based learning: practical ideas for the application of digital game-based learning. St. Paul, MN: Paragon House, 2007 (publicado originalmente em 2001)

Digital natives, digital immigrants. On the horizon, Vol. 9, No. 5, October 2001, p. 1-2. MCB University Press.

Do they really think differently? On the horizon, Vol. 9, No. 6, December 2001. MCB University Press.

Don’t bother me, Mom, i´m learning!: how computers and video games are preparing your kids for 21st century success and how you can help! St. Paul, MN: Paragon House Publishers, 2006.

Listen do the natives. Educational leadership, December 2005/January 2006, volume 63, number 4, pages 8-13.

Eu sugeri também a leitura do excelente capítulo:

DEDE, Chris. Planning for Neomillennial Learning Styles: Implications for Investments in Technology and Faculty. In: OBLINGER, Diana G.; OBLINGER, James L. (Editors). Educating the net generation. Educause, 2005.

Como ilustração, o Nando Trallis sugeriu também a entrevista Entenda a geração Y.

Exploramos um pouco as diferenças entre os imigrantes e nativos digitais. Comentei também que há várias críticas à noção de Nativos Digitais, e indiquei inclusive um post recente, The Digital Natives / Digital Immigrants Distinction Is Dead, Or At Least Dying, que compila algumas delas. Há vários links, inclusive do próprio Prensky repensando o conceito em 2009:

Prensky, M. 2009. H. sapiens digital: digital immigrants and digital natives to digital wisdom. Innovate 5 (3).

que ficaram como sugestão para discutirmos.

Objetos de Aprendizagem – ilha Educacao

No final da aula, fomos conhecer o maravilhoso espaço de objetos de aprendizagem da ilha Educacao.

Há uma atividade (acessibilidade) em que você senta numa cadeira de rodas e explora duas casas, uma adaptada a cadeirantes e outra não. Ou seja, sente na pele (do seu avatar) o que significa respeito (ou falta de respeito) a pessoas com necessidades especiais. Um uso de mundos virtuais para educar, talvez de maneira mais efetiva do que um texto ou mesmo um vídeo.

[photopress:Acessibilidade_001.jpg,full,vazio]
[photopress:Acessibilidade_002.jpg,full,vazio]

Há também um objeto de aprendizagem interativo: Boas Práticas de Fabricação: temperatura dos alimentos.

[photopress:Boas_Pr__ticas_de_Fabrica____o_temperatura_dos_alimentos_001_1.jpg,full,vazio]

Você pode também entrar em um núcleo celular e interagir com o nucléolo, a cromatina, o nucleoplasma e o retículo nucleoplasmático.

[photopress:N__cleo_Celular_001.jpg,full,vazio]
[photopress:N__cleo_Celular_002.jpg,full,vazio]

Por fim, outro objeto de aprendizagem interativo, Enfermagem em Neurologia, tem uma representação interativa do cérebro.

[photopress:C__rebro.jpg,full,vazio]

Hoje nos encontramos novamente às 14 horas (horário de Brasília) na ilha Educacao. Apareça por lá!

Publicado em EaD, EduGames no SL 1.0, Educação, Games | 4 comentários

O Diálogo do Cavalo Branco

Este diálogo é atribuído a Gongsun Longzi, filósofo chinês que viveu entre os séculos III e IV a.C. Ele é representante dos Lógicos ou da “Escola dos Nomes”, uma das escolas da Idade de Ouro da filosofia chinesa, em que debatiam as chamadas “Cem Escolas do Pensamento”, dentre as quais se destacaram o confucionismo e o taoísmo.

A tradução está baseada na adaptação para o inglês de Bryan W. Van Norden, que tem introdução e notas.

A

Um cavalo branco pode não ser um cavalo?

Defensor: Sim.

Opositor: Como?

Defensor: “Cavalo” é aquilo por meio do qual nomeamos uma forma. “Branco” é aquilo por meio do qual nomeamos uma cor. O que nomeia uma cor não é o que nomeia uma forma. Por isso, digo que um cavalo branco não é um cavalo.

B

Opositor: Se existem cavalos brancos, não se pode dizer que não existam cavalos. Se não se pode dizer que não existam cavalos, isso não quer dizer que existem cavalos? Pois haver cavalos brancos implica haver cavalos. Como os brancos poderiam não ser cavalos?

Defensor: Se alguém quer um cavalo, isso se estende a um cavalo amarelo ou preto. Mas se alguém quiser um cavalo branco, isso não se estende a um cavalo amarelo ou preto. Suponha que um cavalo branco seja um cavalo. Então o que se quer [nos dois casos] seria o mesmo. Se o que se quer é o mesmo, então um [cavalo] branco não diferiria de um cavalo. Se o que se quer não difere, então como pode ser que um cavalo amarelo ou preto é por vezes aceitável, e por vezes inaceitável? É claro que aceitável e inaceitável são mutuamente contrários. Assim, cavalos amarelos e pretos são os mesmos [em que, se houver cavalos amarelos ou pretos], pode-se responder que existem cavalos, mas não se pode responder que existam cavalos brancos. Assim, é evidente que um cavalo branco não é um cavalo.

C

Opositor: Você considera que os cavalos que são coloridos não são cavalos. No mundo, não existem cavalos sem cor. Será que não existem cavalos no mundo?

Defensor: Cavalos certamente têm cor. Portanto, existem cavalos brancos. Se cavalos não tivessem cor, haveria simplesmente cavalos, então como alguém poderia escolher um cavalo branco? Um cavalo branco é um cavalo e branco. Um cavalo e um cavalo branco [são diferentes]. Por isso, digo que um cavalo branco não é um cavalo.

D

Defensor: “Cavalo” ainda não combinado com “branco” é cavalo. “Branco” ainda não combinado com “cavalo” é branco. Quando combinamos “cavalo” e “branco”, usamos a expressão composta “cavalo branco”. Trata-se de tomar o que não é combinado e combiná-los como uma frase. Por isso, eu digo que não é possível que um cavalo branco não seja um cavalo.

Opositor: Você acha que existirem cavalos brancos significa existirem cavalos. É aceitável dizer que existirem cavalos brancos significa existirem cavalos amarelos?

Defensor: Não é aceitável.

Opositor: Se você acha que existirem cavalos é diferente de existirem cavalos amarelos, isso significa que cavalos amarelos são diferentes de cavalos. Se você diferencia cavalos amarelos de cavalos, devemos pensar que cavalos amarelos não são cavalos. Pensar que cavalos amarelos não são cavalos, mas pensar que cavalos brancos são cavalos, isto é virar as coisas de cabeça para baixo e do avesso! Esta é a doutrina mais incoerente e o discurso mais confuso no mundo!

E

Opositor: Se existem cavalos brancos, não se pode dizer que não existam cavalos, por causa do que é chamado de “separabilidade do branco.” Apenas para aquelas pessoas que não separam, ter um cavalo branco pode não implicar ter um cavalo. Então, a razão pela qual consideramos que há cavalos é apenas porque consideramos que “cavalo” significa “há cavalos”. Não é que consideramos que “há cavalos brancos” significa “há cavalos.” Daí, porque há cavalos, não se pode dizer que um cavalo [branco] [não é] um cavalo.

Defensor: “Branco” não fixa o que é branco; ignora-o. A expressão “cavalo branco” fixa o que é branco. O que fixa o que é branco não é o branco. “Cavalo” é indiferente a cor. Assim, [se você estivesse apenas procurando um cavalo] um cavalo amarelo ou preto seria apropriado. “Cavalo Branco” seleciona pela cor. Então [se você estivesse procurando um cavalo branco] um cavalo amarelo ou preto seria rejeitado por causa da sua cor. Assim, somente um cavalo branco seria apropriado. O que não rejeita não é o que rejeita. Por isso, digo que um cavalo branco não é um cavalo.

Publicado em Filosofia | 1 comentário

Aula 01 (31/03) – Games em Educação no SL

Na semana passada, nos encontramos na ilha Educacao no Second Life para a primeira aula do curso Games em Educação no SL. Foi um momento histórico, pois é a primeira vez que o curso está sendo oferecido.

Criei uma categoria especial aqui no blog para o curso, EduGames no SL 1.0, com a qual devo marcar todos os posts relacionados ao curso.

Além de falar um pouco sobre a organização do curso – teremos um total de 8 encontros no Second Life, todas as quartas-feiras das 14 às 16 horas (horário de Brasília), pulando apenas o dia 21/04, que é feriado. Então, nosso último encontro será no dia 26/05. O ponto de encontro é sempre a ilha Educacao, do Portal Educação, mas durante o curso visitaremos várias outras ilhas onde têm sido realizadas experiências com games em educação. Além disso, nas próximas semanas teremos também convidados que têm desenvolvido trabalhos com games educacionais.

As aulas seguirão os capítulos do meu livro Games em educação: como os nativos digitais aprendem. Na aula de 31/03, abordei alguns pontos que são discutidos na Introdução do livro.

Falei rapidamente do Prefácio, escrito pelo professor David Gibson, que espero esteja conosco em alguma aula, ou que o visitemos em alguma das aulas dele. No Virtual Worlds Best Practices in Education de 2009, ele ministrou a palestra Games-based Learning Theory: A synthesis of ideas to help plan, implement and assess serious games, em que procurou resumir várias teorias sobre o uso de games em educação.

Fiz então uma rápida reflexão sobre a escola de hoje. A escola não ensina as habilidades necessárias no século XXI, que são, entretanto, desenvolvidas jogando games. Além disso, a escola separa radicalmente prazer e aprendizagem. Houve vários comentários interessantes dos participantes.

Mencionei o projeto New Media Literacies, desenvolvido no MIT, que pesquisa as habilidades e competências necessárias para que os jovens possam participar adequadamente do mundo de hoje. Cf. JENKINS, Henry et al. Confronting the challenges of participatory culture: media education for the 21st century. MacArthur Foundation, 2006. Parece que essas habilidades e competências são mais desenvolvidas jogando games do que nas escolas. O MIT Media Lab transforma a expressão hard work em hard fun.

Mencionei também o livro: HUIZINGA, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura, um clássico no estudo de jogos, que alguns conheciam.

Debatemos então o fenônemo da violência associada com os games. Checamos o site de Valdemar Setzer, que tem o lema: “Deixe as crianças serem infantis: não lhes permita o acesso a TV, jogos eletrônicos e computadores/Internet!”. Checamos também o site da Lynn Alves, que alguns conheciam, que é uma referência no trabalho com games educacionais no Brasil, e especialmente sua tese Game over: jogos eletrônicos e violência, que está disponível online em 2 partes: 1 e 2.

Falei então sobre a Serious Games Initiative, que começa em 2002 e produziu alguns games como: Immune Attack (FAS – Federation of American Scientists), Food Force (ONU) e Quest Atlantis (Indiana University School of Education). O Jbanana disse que o Immune Attack é interessante mas, para ser bem usado, pressupõe conhecimentos de educação. Vou pedir para ele explicar isso um pouco melhor, por aqui ou nos nossos próximos encontros. A ideia era que explorássemos e discutíssemos esses games durante as próximas semanas.

Falei também da RBJE — Rede Brasileira de Jogos e Educação, fundada em 2005, e dos Seminário Jogos Eletrônicos, Educação e Comunicação – o VI será de 06 a 07 de Maio, na UNEB.

Apresentei também as maneiras que enxergo ser possível utilizar games em educação, e pedi para os participantes confirmarem se ficam claras as diferenças entre elas, e principalmente, durante o curso, se eles não conseguem propor outras:

    1. Propor atividades relacionadas ao universo dos games
    2. Explorar como os games podem colaborar com a educação
    3. Analisar o que há de pedagógico em games comerciais
    4. Integrar games (comerciais ou não) na educação
    5. Games educacionais
    6. Alunos desenvolverem games
    7. Integrar o designer de games no design instrucional

Ufa, foi isso! Temos também uma sala de aula no Portal Educação para as discussões assíncronas.

Publicado em EaD, EduGames no SL 1.0, Educação, Games | 3 comentários

Games em Educação no SL – começa hoje!

Olá!

Hoje começa o curso Games em Educação no Second Life.

[photopress:layout_curso_portal.jpg,full,vazio]

Já coloquei um post aqui no blog e também criei uma página. No site do Portal Educação, há também uma página sobre o curso, onde você pode fazer a inscrição.

Teremos 8 encontros síncronos no Second Life, às quartas-feiras das 14 às 16 horas (horário de Brasília, 10-11:59 am, SLT), ponto de encontro inicial sempre na ilha da Educacao, mas visitaremos vários outros locais em que estão sendo realizadas experiências interessantes com educação e games no Second Life. Além disso, teremos vários convidados nos encontros, como:

1. Katia Cánepa da PUC-RJ, que desenvolveu no Second Life os games TREG (Training in Requirements Engineering Game) e Brinque de Teatro:

2. Richard Rytenband e Felipe Okazaki, desenvolvedores do game A Pequena Grande Crise.

Estes já estão confirmados, mas ainda convidarei várias outras pessoas, inclusive estrangeiros, para enriquecer nossos encontros durante o semestre.

Além dos encontros síncronos, utilizaremos o Ambiente Virtual de Aprendizagem do Portal Educação para atividades, discussões, disponibilizar materiais etc. Quem não estiver inscrito no curso não terá acesso ao ambiente e não receberá o certificado, mas os encontros no Second Life são abertos, ou seja, qualquer um pode participar, mesmo se não estiver inscrito no curso.

Venha então nos encontrar às quartas, às 14 horas de Brasília (10 am SLT) no Second Life, para discutirmos o uso de games em educação!

Publicado em EaD, EduGames no SL 1.0, Educação, Games | Deixar um comentário

Avaliação da Aprendizagem

Dei uma passada de olhos hoje por várias fontes que abordam a questão da avaliação da aprendizagem.

SHEPARD, Lorrie A. et al. Effects of introducing classroom performance assessments on student learning. CSE Technical Report 394. February 1995.
Conclui que avaliações de performance não melhoraram a aprendizagem dos alunos.

Williams, J., Abbott, L., Nogues, V. & Siskovic, H. Learner Assessment in Multimedia Instruction: Considerations for the Instructional Designer. In: D. Willis et al. (Eds.), Society for Information Technology & Teacher Education International Conference 2000: Proceedings of SITE 2000 (11th, San Diego, California, February 8-12, 2000, pp. 1126-1131).
No caso de instrução por CD ou web, os objetivos de aprendizagem são ainda mais importantes do que na instrução tradicional. O texto discute vários outros pontos da avaliação para CD ou web, como feedback para o aluno, avaliações pelo computador x por instrutor, portfólio, projetos etc. Um artigo interessante, ao qual pretendo voltar para resumir com mais atenção.

CONDERMAN, Greg; KOROGHLANIAN, Carol. Writing Test Questions Like a Pro. Intervention in School and Clinic, Vol. 38, No. 2, 83-87 (2002).
Oferece dicas para desenvolver testes para a sala de aula do tipo verdadeiro/falso, múltipla escolha e associação de colunas. No final apresenta links como Test Anxiety e Quizzes, Tests, and Exams.

HARLEN, Wynne. The inequitable impacts of high stakes testing. Education Review, Vol. 17 Issue 1, p. 43-50, Autumn 2003.
Este interessante artigo explora o impacto que a avaliação e os testes somativos (realizados ao final de um processo instrucional) têm no sucesso e na realização dos alunos. Ele defende que esses testes em larga escala podem ter um efeito negativo na performance e na atitude dos alunos em relação à aprendizagem.

JONES, Brett D. The Unintended Outcomes of High-Stakes Testing. Journal of Applied School Psychology, Volume 23, Issue 2 July 2007, p. 65-86.
Este artigo examina os resultados não intencionais de testes de larga escala na instrução, nos estudantes e nos professores. O artigo conclui que muitos dos resultados não intencionais são negativos.

Appropriate Use of High-Stakes Testing in Our Nation’s Schools.
Curto texto da APA – American Psychological Association sobre testes de alta escala nas escolas dos Estados Unidos, com referência ao The Standards for Educational and Psychological Testing.

Katie Couric’s Notebook: Standardized Tests (CBS News)
Testes padrão e em larga escala realmente medem como nossas crianças vão na escola e na vida? Um dos problemas é que os professores acabam sendo obrigados a ensinar para os testes, como aqui, né?

No Child Left Behind Truths and Consequences
Críticas aos testes em larga escala associados ao programa No Child left Behind (sem dúvida temos alimento para pensar nos nossos Enens, Enades etc.):

High Stakes Testing
Uma paródia dos testes em larga escala:

Publicado em EaD, Edtech503, Educação | Deixar um comentário

Goal Analysis: how to clarify your goals so you can actually achieve them

Aproveitando que vou explorar um pouco a análise de objetivos, um link bem antigo: Goal Analysis Tool, do Center for Education Integrating Science, Mathematics and Computing (CEISMC) do Georgia Tech’s College of Sciences.

MAGER, Robert F. Goal Analysis: How to Clarify Your Goals So You Can Actually Achieve Them. Resenha de João Mattar.

É um livrinho bastante informal, com capítulo bem curtos.

Part I – Why to do It

1. What it’s all bout define análise de performance, análise de tarefa, análise de incidente crítico, descrição do público-alvo e análise de objetivo, e ressalta é claro a importância dos objetivos.

2. Where’s your Attitude discute o conceito de atitude e sua relação com objetivos de aprendizagem.

Part II – When to do It

3. Recognizing Fuzzies explora situações em que objetivos são meios fuzzies (confusos) e, então, a análise de objetivos seria útil para transformar essa abstração em performance.

Publicado em EaD, Edtech503, Educação | Deixar um comentário