28 Conferência Mundial de Aprendizagem Online do ICDE

Post em desenvolvimento!

Participei em Dublin (capital da República da Irlanda), de 3 a 7 de Novembro de 2019, da 28th World Conference on Online Learning do ICDE – International Council for Open and Distance Education, do qual sou associado.

O ICDE foi fundado em 1938 e conta com o apoio do Governo da Noruega, com sede em Oslo. Aqui você pode ler o planejamento estratégico do ICDE de 2017 a 2020.

No site da associação há uma lista interessante de eventos internacionais.

Dentre as publicações mais recentes do ICDE, destaco:
Report of the ICDE Working Group on The Present and Future of Alternative Digital Credentials (ADCs) e Global guidelines: Ethics in Learning Analytics.

A Conferência foi maravilhosa e procurarei compartilhar aqui um pouco do que vi (e mesmo do que não vi!).

Aqui você encontra o Programa completo da Conferência, com links para as diversas sessões.

Destaco tópicos presentes em muitas apresentações:
a) Credenciais alternativas, micro learning e o papel das universidades
b) Inteligência Artificial
c) Learning Analytics
d) Literacia em Competências Digitais
e) Reconhecimento de Aprendizado Prévio (RPL – recognition of prior learning)
f) Aspectos culturais da EaD: glocais
g) Educação Aberta
i) Gamificação
j) Block Chain
k) Estudos sobre emoção no uso de tecnologia e em EaD

As Conferências Mundiais do ICDE ocorrem a cada 2 anos, e a próxima será sabe onde? Em Natal, Rio Grande do Norte, Brasil! Confira o anúncio oficial e o vídeo:

Uma dica: não é aceito que você converse (nem cochiche) durante as apresentações. Isso é uma diferença cultural muito forte em relação aos brasileiros.

Links que vou utilizar no desenvolvimento do post:

https://ec.europa.eu/jrc/en/about/jrc-in-brief

Commonwealth of Learning
EDEN

https://digieduhack.com/en/

https://gallatin.nyu.edu/

https://www.grupoa.com.br/psicologia-da-educacao-virtual-p992350?gclid=EAIaIQobChMIv6yemOf95QIVCQmRCh3IVgqJEAAYASAAEgISK_D_BwE

https://educapes.capes.gov.br/

https://repositorioaberto.uab.pt/

https://ec.europa.eu/jrc/en/open-education

https://www.incode2030.gov.pt/incode2030

https://ec.europa.eu/jrc/en/research-topic/learning-and-skills

https://ec.europa.eu/jrc/en/research-topic/learning-and-skills

https://ec.europa.eu/jrc/en/publication/eur-scientific-and-technical-research-reports/opening-education-support-framework-higher-education-institutions

https://ec.europa.eu/jrc/en/search/site/open%20edu

https://www.ua.pt/deca/PageCourse.aspx?id=276

https://www.futurelearn.com/study-uk?utm_source=bc_brazil_google&utm_medium=cpc_search&utm_campaign=bc_great_october_2019

http://e-ipp.ipp.pt/

https://ec.europa.eu/jrc/en/digcompedu/self-assessment

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CS 261 Data Structures

Estou cursando neste semestre a disciplina DATA STRUCTURES (CS_261_401_F2019) na Boise State University, no curso de Computer Science. Vou atualizando neste post links, referências e materiais.

O livro de referência é The C Programming Language.
Answers to The C Programming Language Exercises

THE CORE RULES OF NETIQUETTE

UNIX Tutorial for Beginners

Vários verbetes na Wikipédia sobre testes de software: Software testing, Test case, Unit testing, Integration testing, White-box testing, Black-box testing, Debugging e Software verification.

O verbete para Bubble sort inclui uma demonstração interativa, além de uma discussão sobre por que não é um bom algoritmo na prática. Confira também: Selection sort e Assertion (software development).
Uma explicação do conceito de ADT: Abstract data type.
Muito bom: Dictionary of Algorithms and Data Structures do National Institute of Standards and Technology.

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III Encontro de Grupos de Pesquisa em Educação, Tecnologias e Design

Inscrições gratuitas para todos os interessados – clique aqui

III ENCONTRO DE GRUPOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO, TECNOLOGIAS E DESIGN11/10/2019 (sexta-feira) — 9h00 às 12h00 & 14h00 às 17h00
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo — PUC–SP
Campus Consolação — Rua Marquês de Paranaguá, 111 — Auditório 415
Coordenação: João Mattar, Lúcia Maria Cuque e Daniela Karine Ramos

09:00 Abertura

09:30 — 11:00 Competências Digitais

Desenvolvimento de Competências Digitais de Literacia da Informação em Estudantes de Língua Portuguesa
Maristela Baggio Piovezan, João Mattar, Daniela Karine Ramos e Lúcia Maria Cuque
Projeto Interinstitucional Internacional
Centro Universitário Internacional Uninter, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade de Aveiro (UA) e Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC–SP)

MOOC Gestão Financeira em Educação a Distância
Mestrandas Maristela Baggio Piovezan e Ana Maria Murbach Bortolanza
Orientador: João Mattar
GT de Educação a Distância
Centro Universitário Internacional Uninter

Estratégias Didáticas para o Ensino de Contabilidade a Distância
Mestranda Ana Maria Murbach Bortolanza
Orientador: João Mattar
GT de Educação a Distância
Centro Universitário Internacional Uninter

11:00 — 12:30 Educaçao a Distância

Formação de Professores na Modalidade a Distância para a Utilização das Tecnologias Digitais em Práticas Pedagógicas
Doutoranda Gleice Assunção de Silva
Orientadora: Daniela Karine Ramos
Edumídia — Grupo de Pesquisa Educação, Comunicação e Mídias
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Influências da Formação para Educação a Distância nas Estratégias Pedagógicas da Prática do Ensino Presencial
Doutoranda Rosi Vizentim
Orientador: João Mattar
Mestre Thaïs Helena Falcão Botelho
Orientadora: Lúcia Santaella
GPTEd — Grupo de Pesquisa em Tecnologias Educacionais
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC–SP)

DEAO: uma estrutura inovadora para melhorar as experiências de aprendizagem on-line usando o UX Design aplicado à educação
Mestranda Laura Gris Mota
Orientadora: Cláudia Griboski
Universidade de Brasília

A Construção de uma Ferramenta Egonômica e Pedagógica para aprimorar Módulos Autoinstrucionais On Line na Área da Saúde
Francini Lube Guizardi, Kellen Cristina da Silva Gasque, Laura Gris Mota e Maria de Jesus Rezende
Grupo de Pesquisa Educação, Comunicação e Intersetorialidade nas Políticas Públicas
Escola de Governo FioCruz

12:30 — 14:00 Almoço
Lançamento do livro: Educação, Tecnologias e Design
Visita ao Criativus Lab

14:00 — 15:30 Aprendizagem baseada em Games

Os Jogos Digitais no Desenvolvimento da Consciência Fonológica na Alfabetização
Mestranda Luciana Augusta Ribeiro do Prado
Orientadora: Daniela Karine Ramos
Edumídia — Grupo de Pesquisa Educação, Comunicação e Mídias
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Virando o Jogo: estudo sobre o uso de jogos digitais para o aprimoramento do controle inibitório
Mestranda Fabíola de Azeredo Missel
Orientadora: Daniela Karine Ramos
Edumídia — Grupo de Pesquisa Educação, Comunicação e Mídias
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Programa de Intervenção Lúdico para o Aprimoramento das Funções Executivas de Crianças: construção e avaliação no contexto escolar
Doutoranda Bruna Santana Anastácio
Orientadora: Daniela Karine Ramos
Edumídia — Grupo de Pesquisa Educação, Comunicação e Mídias
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

A Educação Baseada em Jogos Digitais para Promoção do Pensamento Crítico: uma proposta de planejamento pedagógico
Mestranda Taynara Rúbia Campos
Orientadora: Daniela Karine Ramos
Edumídia — Grupo de Pesquisa Educação, Comunicação e Mídias
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

15:30 — 17:00 Tecnologias

As Relações Sociais com a Presença das Tecnologias Digitais nas Infâncias Contemporâneas
Doutoranda Ana Paula Knaul
Orientadora: Daniela Karine Ramos
Edumídia — Grupo de Pesquisa Educação, Comunicação e Mídias
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Um Estudo de Caso sobre o Uso das Novas Tecnologias da Informação e sua Inserção na Educação Ambiental de Santos – SP
Doutoranda Nadja Ferreira da Silva
Orientadora: Patrícia Margarida Farias Coelho
Grupo de Pesquisa Formação de Professores e Tecnologias Digitais: mídia, modelos de ensino e teorias da aprendizagem
Universidade Metodista de São Paulo — UMESP

O Desenho de uma Comunidade de Prática Virtual (VCoP) para atender à Gestão de Cursos EaD
Doutorando Constantino Dias da Cruz Neto
Orientadora: Ana Maria Di Grado Hessel
GPTEd — Grupo de Pesquisa em Tecnologias Educacionais
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC–SP)

Reinventando a Sala de Aula: a aprendizagem ativa e as contribuições da neurociência aplicada à educação
Vanessa Barros e Isabel de Araújo Rebello
Universidade da Força Aérea (UNIFA)

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Bibliografia Metodologia da Pesquisa

Esta é a bibliografia que tenho utilizado para metodologia da pesquisa científica. Vou atualizando dinamicamente.

BARDIN, Laurence. L’analyse de contenu. Paris: Presses Universitaires de France, 1977.

BERG, Bruce L.; LUNE, Hoiward. Qualitative research methods for the social sciences. 9th ed. New York: Pearson, 2017.

BOGDAN, Robert C.; BIKLEN, Sari Knopp. Qualitative research for education. 5th ed. Pearson, 2016.

COHEN, Louis; MANION, Lawrence; MORRISON, Keith. Research methods in education. 8th ed. New York: Routledge, 2018.

CRESWELL, John W.; GUETTERMAN, Timothy C. Educational research: planning, conducting and evaluating quantitative and qualitative research. 6th ed. New York: Pearson, 2019.

CRESWELL, John W.; CLARK, Vicki L. Plano. Designing and conducting mixed methods research. 3rd ed. Los Angeles: Sage, 2018.

CRESWELL, John W.; CRESWELL, J. David. Research design: qualitative, quantitative, and mixed methods approaches. 5th ed. Los Angeles: Sage, 2018.

CRESWELL, John W.; POTH, Cheryl N. Qualitative inquiry and research design: choosing among five approaches. 4th ed. Los Angeles: Sage, 2018.

MERRIAM, Sharan B.; TISDELL, Elizabeth J. Qualitative research: a guide to design and implementation. 4th ed. San Francisco: Jossey-Bass, 2016.

PATTON, Michael Quinn. Qualitative research & evaluation methods: integrating theory and practice. 4th ed. Los Angeles: Sage, 2015.

RUBIN, Herbert J.; RUBIN, Irene S. Qualitative interviewing: the art of hearing data. 3rd ed. Los Angeles: Sage, 2012.

SALDAÑA, Johnny. The coding manual for qualitative researchers. 3rd ed. Los Angeles: Sage, 2016.

SEIDMAN, Irving. Interviewing as qualitative research: a guide for researchers in education and the social sciences. 4th ed. New York: Teachers College Press, 2013.

YIN, Robert K. Case study research and applications: design and methods. 6th ed. Los Angeles: Sage, 2018.

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SBGames

O SBGames — Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital é realizado pela SBC — Sociedade Brasileira de Computação desde 2002, inicialmente com o nome de WJogos (Workshop in Games and Digital Entertainment). Possui cinco trilhas (Computação, Arte e Design, Indústria, Cultura e Educação – aquela para a qual são enviados mais trabalhos!), além de festivais, tutoriais, mostras, workshops, concursos, fóruns e outras atividades.

É um eventão, especialmente para quem tem interesse em pesquisas sobre o uso de jogos em educação!

Compilei os links para os sites e para os Anais do evento, ano a ano, quando disponíveis, para facilitar a consulta a esse rico material.

I 2002

II 2003 Site

III 2004 Site

IV 2005

V 2006 Site Anais

VI 2007 Site Anais

VII 2008 Site

VIII 2009 Site

IX 2010 Site Anais

X 2011 Site Anais

XI 2012 Anais

XII 2013 Site Anais

XIII 2014 Site Anais

XIV 2015 Site Anais

XV 2016 Site Anais

XVI 2017 Site Anais

XVII 2018 Site Anais

XVIII 2019 Site

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SJEEC

O Seminário Jogos Eletrônicos, Educação e Comunicação — construindo novas trilhas (SJEEC) vem sendo realizado anualmente desde 2005 (só pulou 2016 e 2018), e quase sempre na UNEB em Salvador.

Fiz um levantamento dos sites e dos links para os Anais, uma maravilha para quem pesquisa games:

I 2005 UNEB
Site
Anais

II 2006 UNEB
Site
Anais

III 2007 UEPB
Site
Anais

IV 2008 UNEB
Site
Anais

V 2009 UFAL
Site
Anais

VI 2010 UNEB
Site
Anais

VII 2011 Fortaleza
Site
Anais

VIII 2012 UNEB
Site
Anais

IX 2013 UNEB
Site
Anais

X 2014 UNEB
Site
Anais

XI 2015 UNEB
Site
Anais

XII 2017 UNEB
Site
Anais

XIII 2019 UNIT
Site
(acho que os Anais ainda não estão disponíveis).

No site oficial do evento há uma janela do lado direito, mas conforme você vai voltando, nas primeiras edições começam a surgir problemas no banner, na descrição da edição e nos endereços onde as edições foram realizadas. Mas os trabalhos apresentados podem ser todos encontrados lá, voltando ano a ano – os links que coloquei aqui no post.

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Professores do Brasil

Cláudia Costin, Diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV, escreveu um breve texto em sua coluna na Folha de S. Paulo em 17 de maio de 2019, intitulado “Professores do Brasil”.

Inicialmente, ela faz menção a um “estudo recente”, mas sem indicar o link. Na verdade, não se trata de um estudo recente, mas de uma edição atualizada e revisada de um estudo publicado originalmente em 2009.

Costin aponta “boas notícias” da nova edição do estudo: “uma maior variedade entre os mestres e um número maior de inscritos em cursos de formação inicial”. Mas aponta também para o desafio de que esse aumento nas inscrições não refletiria maior prestígio na carreira, pois apenas 2,9% dos jovens brasileiros com idade de 15 anos desejam ser professores da educação básica. Além de que, “ao que tudo indica”, o aumento no número de inscritos seria devido à menor competitividade no acesso e ao desejo de ter um diploma de ensino superior.

A partir daí, Costin faz em sua matéria críticas à formação de professores a distância, que reproduzimos na íntegra para, em seguida, comentar:

Na publicação, ressalta-se ainda que 46% das matrículas se deram na modalidade de ensino a distância, o que é claramente inadequado para uma profissão que exige intensa conexão com a prática.
Um professor precisa cada vez mais saber atuar em atividades que demandam constantes interações com alunos, por meio de metodologias ativas e ativação cognitiva, num processo que, de acordo com a OCDE, requer pensamento de ordem mais elevada e resolução colaborativa de problemas.
Ora, as competências para esse trabalho dificilmente podem ser desenvolvidas em um curso a distância. Seria o mesmo que esperar que um médico aprendesse a operar pacientes em cursos puramente teóricos e online.
Muitos dos cursos oferecidos o são por instituições privadas que não produzem pesquisas e contam com currículos dissociados da realidade da escola.

Na verdade, o estudo (GATTI et al, 2019) utiliza a expressão “educação a distância” 91 vezes e a sigla EaD 17 vezes, sendo que a expressão “ensino a distância” aparece apenas 6 vezes no documento. A legislação brasileira tampouco privilegia a expressão. A Portaria 1.428 (BRASIL, MEC, 2018), por exemplo, fala de “modalidade a distância”, enquanto as Portarias 11 (BRASIL, MEC, 2017) e 275 (BRASIL, Capes, 2019) e o Decreto 9.057 (Brasil, Casa Civil, 2017) utilizam a expressão “educação a distância”. Mas além de “ensino a distância” não ter amparo na nossa legislação (nem no documento que Costin comenta), do ponto de vista pedagógico a expressão nos remete à educação bancária que Paulo Freire (1982) tão bem caracterizou, à qual ele opunha uma educação humanista e problematizadora. Chamar algo de “ensino a distância”, além de tecnicamente incorreto, já avalia negativamente, de antemão, a modalidade.

Mas continuemos pressupondo que Costin esteja falando de educação a distância (EaD). Para ela, a formação por EaD “é claramente inadequada para uma profissão que exige intensa conexão com a prática” e as competências para o trabalho de que o professor precisa “dificilmente podem ser desenvolvidas em um curso a distância”. Cabe perguntar, então, se os cursos da FGV online, instituição à qual a articulista está vinculada, não são direcionados a formar um profissional que precisa de intensa conexão com a prática? Ou não são capazes de desenvolver competências para o trabalho nesses profissionais?

Em primeiro lugar, importante lembrar que um curso a distância, no Brasil, nunca é 100% a distância. Ou seja, parte da sua carga horária é oferecida a distância, mas parte é oferecida presencialmente, em polos de apoio presencial e ambientes profissionais:

Art. 21 – Para fins desta Portaria, são considerados ambientes profissionais: empresas públicas ou privadas, indústrias, estabelecimentos comerciais ou de serviços, agências públicas e organismos governamentais, destinados a integrarem os processos formativos de cursos superiores a distância, como a realização de atividades presenciais ou estágios supervisionados, com justificada relevância descrita no PPC. (BRASIL, 2017a).

A educação a distância no Brasil se construiu baseada na ideia de atividades presenciais realizadas em polos. Assim, a argumentação de Costin já cairia por terra, porque um curso de EaD não prescinde necessariamente da formação prática, muito menos de interações. Aliás, há um número inteiro da TECCOGS – Revista Digital de Tecnologias Cognitivas, nº 9, Jan-Jun 2014, do Programa de pós-graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital (TIDD) / PUC-SP, para discutir esse fascinante tema das interações na educação a distância.

Um ambiente profissional pode, por exemplo, ser uma escola. É difícil compreender que um aluno de Pedagogia precise estar o tempo todo sentado em uma cadeira de uma sala de aula para discutir teorias de aprendizagem, legislação, história da educação etc. e que não possa realizar atividades práticas em polos de apoio presencial e em ambientes profissionais. E que, se não fizer isso, não será um bom professor. É difícil também aceitar que tudo o que vem realizando a UAB — Universidade Aberta do Brasil, que nasceu justamente focada nesse profissional, não tenha utilidade para o país: “A meta prioritária do Sistema UAB é contribuir para a Política Nacional de Formação de Professores do Ministério da Educação, por isso, as ofertas de vagas são prioritariamente voltadas para a formação inicial de professores da educação básica.”

Por outro lado, venho estudando com muito interesse e entusiasmo o uso de metodologias ativas em cursos a distância, e o consequente desenvolvimento dessas habilidades nos alunos a distância. Há uma bibliografia linda sobre o tema, da qual seleciono apenas alguns exemplos a seguir:

ANDERSON, Terry; ROURKE, Liam. Using web-based, group communication systems to support case study learning at a distance. The International Review of Research in Open and Distributed Learning, v. 3, n. 2, 2002.

CHEN, Charlie C.; SHANG, Rong-An; HARRIS, Albert. The efficacy of case method teaching in an online asynchronous learning environment. International Journal of Distance Education Technologies, v. 4, n. 2, p. 72–86, 2006.

CHOI, Ikseon; LEE, Sang Joon; KANG, Jeongwan. Implementing a case‐based e‐learning environment in a lecture‐oriented anaesthesiology class: do learning styles matter in complex problem solving over time? British Journal of Educational Technology, v. 40, n. 5, p. 933–947, 2009.

EUFRASIO JUNIOR, Nelson Luis. Do design instrucional ao design thinking: desafios e possibilidades para a inovação na educação corporativa na modalidade online: o caso SENACRS. 2015. Dissertação (Mestrado em Educação)—Unisinos, 2015.

FRANSSON, Martha; CHASE, Robin. Effects on student achievement of converting a case method MBA course to distance education: an exploratory study. In: ACADEMY OF MARKETING SCIENCE (AMS) ANNUAL CONFERENCE, 1999, Coral Gables, FL. NOBLE, Charles H. (Ed.). Proceedings of the… Springer International Publishing, 2015. p. 163–168.

GARTLAND, Marsha; FIELD, Teresa. Case method learning: online exploration and collaboration for multicultural education. Multicultural perspectives, v. 6, n. 1, p. 30–35, 2004.

KASLOFF, Peggy. Active online learning: implementing the case study/personal portfolio method. In: KIRSTEIN, Kurt D.; HINRICHS, Judy M.; OLSWANG, Steven G. (Ed.). Authentic instruction and online delivery: proven practices in higher education. CreateSpace Independent Publishing Platform, 2011. p. 283–304.

KRAUSE, Markus et al. A playful game changer: fostering student retention in online education with social gamification. In: ACM CONFERENCE ON LEARNING@ SCALE, 2., 2015, Vancouver. Proceedings… ACM, 2015. p. 95–102.

SCHNEIDER, M. D. ; ZANETTE, E. N. ; CECHELLA, N. C. T. P. Relato de experiência: metodologia de aprendizagem baseada em projeto, em curso de graduação a distância. Criar Educação, 2016. Edição Especial II Congresso Ibero-Americano de Humanidades, Ciências e Educação.

WEBB, Harold W.; GILL, Grandon; POE, Gary. Teaching with the case method online: pure versus hybrid approaches. Decision Sciences Journal of Innovative Education, v. 3, n. 2, p. 223–250, 2005.

Ou seja, Cláudia Costin: há incontáveis experiências que mostram o sucesso da utilização de metodologias ativas na educação a distância. Sala de aula invertida, peer instruction, método do caso, aprendizagem baseada em problemas, aprendizagem baseada em projetos, aprendizagem baseada em games, gamificação, design thinking, aprendizagem colaborativa e em grupo podem sim ser utilizadas em EaD, e para desenvolver competências e habilidades nos alunos.

Yang, Newby e Bill (2005), por exemplo, demonstraram que o uso da maiêutica socrática aprimorou as habilidades de pensamento crítico em alunos em fóruns de discussão assíncronos em cursos superiores a distância, o que, para Costin, parece difícil. E Johnson (2010) demonstrou que a educação a distância contribuiu para o desenvolvimento de habilidades de literacia da informação em alunos do ensino superior. Os resultados da literatura nessa direção são muitos.

Uma já clássica meta-análise, encomendada pelo Departamento de Educação dos Estados Unidos, comparou estudos empíricos sobre aprendizagem presencial e online (MEANS et al, 2010). Os estudos selecionados mediam os resultados de aprendizagem dos estudantes, utilizaram um design de pesquisa rigoroso e forneceram informações adequadas para realizar cálculos dos resultados. A meta-análise concluiu que, em média, os alunos que estudaram online tiveram um desempenho modestamente melhor do que aqueles que estudaram presencialmente. Mas interessante notar que os melhores resultados ocorreram justamente nas experiências que mesclavam elementos online e presenciais, o que chamamos hoje de blended learning, que no final caracteriza a educação a distância no Brasil. Blended learning é, aliás, o tema do CIAED — Congresso Internacional ABED de Educação a Distância: “Abordagens Híbridas no Ensino-Aprendizagem na EaD”, ao qual Costin já está então convidada, pois assim, certamente, terá a oportunidade de ampliar sua visão sobre a modalidade.

Em sua argumentação contra a EaD, Costin afirma ainda que: “Muitos dos cursos oferecidos o são por instituições privadas que não produzem pesquisas e contam com currículos dissociados da realidade da escola.” Ora, em primeiro lugar, o são por instituições privadas porque a oferta de cursos de formação por instituições de ensino públicas não tem atendido à demanda. Então deveríamos, como país, formar menos, bem menos professores, restringindo sua formação à iniciativa pública? Há de antemão, no seu discurso, um preconceito em relação às instituições de ensino superior privadas, uma das quais, aliás, ela está vinculada? Seus currículos estariam dissociados da realidade da escola — mas os das instituições públicas não estariam?

A EaD é uma modalidade de educação consolidada no ensino superior do nosso país, do ponto de vista legal e prático, e não se justifica desqualificar todo o trabalho feito por legisladores, instituições de ensino superior, professores, avaliadores do MEC e outros atores, mesmo porque muitos cursos de EaD de Pedagogia e/ou formação de professores foram avaliados com notas máximas pelo MEC. Alunos já formados em cursos de Pedagogia e áreas afins, oferecidos a distância inclusive por instituições privadas, estão adequadamente posicionados em escolas e colaborando com o país, o que comprova que a EaD tem valiosas contribuições a dar à formação de professores, especialmente àqueles que seriam incapazes de abandonar as cidades do interior onde residem para estudar. As notas do Enade de alunos formados em curso de EaD, muitas vezes superiores às de alunos formados em cursos presenciais, atestam também a validade social desses cursos e sua capacidade de desenvolver habilidades e competências, mesmo para profissionais que tenham que interagir com seus alunos.

A educação a distância não é a solução para os problemas da educação brasileira. Mas breves matérias em colunas em jornais de tamanho impacto e importância, como a Folha de S. Paulo, que tratem a modalidade sem fundamentação adequada e com afirmações levianas, certamente não contribuirão para o desenvolvimento da nossa educação.

Referências

BRASIL. Ministério da Educação (MEC). Portaria nº 1.428, de 28 de dezembro de 2018. Dispõe sobre a oferta, por Instituições de Educação Superior – IES, de disciplinas na modalidade a distância em cursos de graduação presencial.

BRASIL. Ministério da Educação (MEC). Portaria Normativa nº 11, de 20 de junho de 2017a. Estabelece normas para o credenciamento de instituições e a oferta de cursos superiores a distância, em conformidade com o Decreto nº 9.057, de 25 de maio de 2017.

BRASIL. Ministério da Educação/Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Portaria nº 275, de 18 de dezembro de 2018. Dispõe sobre os programas de pós-graduação stricto sensu na modalidade a distância.

BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Decreto nº 9.057, de 25 de maio de 2017b. Regulamenta o art. 80 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 11. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.

GATTI, Bernadete A.; BARRETTO, Elba Siqueira de Sá; ANDRÉ, Marli Eliza Dalmazo Afonso de; ALMEIDA, Patrícia Cristina Albieri de. Professores do Brasil: novos cenários de formação. Brasília: UNESCO, 2019.

JOHNSTON, Nicole. Is an online learning module an effective way to develop information literacy skills? Australian Academic & Research Libraries, v. 41, n. 3, p. 207-218, 2010.

MEANS, Barbara; TOYAMA, Yukie; MURPHY Robert; BAKIA Marianne; JONES Karla. Evaluation of evidence-based practices in online learning: a meta-analysis and review of online learning studies. U.S. Department of Education Office of Planning, Evaluation, and Policy Development Policy and Program Studies Service, 2010.

YANG, Ya-Ting C.; NEWBY, Timothy J.; BILL, Robert L. Using Socratic questioning to promote critical thinking skills through asynchronous discussion forums in distance learning environments. The American Journal of Distance Education, v. 19, n. 3, p. 163-181, 2005.

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Fomento a Pesquisas

Faço neste post um apenhado de fontes de financiamento para pesquisa em agência de fomento. Vou atualizando dinamicamente o post, inclusive a partir dos seus comentários.

FAPESP

Regular
Até 24 meses, com a possibilidade de prorrogação por até 6 meses adicionais em condições excepcionais.
fluxo contínuo

Projeto Temático
duração de até cinco anos com a possibilidade de prorrogação por até 12 meses adicionais em condições excepcionais
fluxo contínuo

Organização de Reunião Científica e/ou Tecnológica
Solicitação em qualquer época do ano

Participação em Reunião Científica e/ou Tecnológica
Solicitação em qualquer época do ano

Publicações
artigos só de pesquisas financiadas pela FAPESP
livros financiados pela FAPESP

Reparo de Equipamento

Pesquisador Visitante

Bolsa de Iniciação Científica

Bolsa de Mestrado

Bolsa de Doutorado

Bolsa de Pós-Doutorado

CNPq

Bolsas

Auxílios

Projeto Individual de Pesquisa
A duração do projeto individual de pesquisa será estabelecida na chamada específica.

Chamada CNPq Nº 04/2019 – Auxílio à Promoção de Eventos Científicos, Tecnológicos e/ou de Inovação – ARC

Chamadas Públicas

CAPES

AUXPE

Fundação Araucária

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Psicologia Internacional

Você sabe o que é Psicologia Internacional? É possível ensinar e estudar Psicologia a distância?

A Professora Doutora Viviane de Castro Pecanha, Chair do Departmento de International Psychology da The Chicago School of Professional Psychology apresenta os cursos online de Psicologia Internacional da instituição, incluindo: Certificado, Mestrado e Doutorado.

Confira também o prêmio internacional que o Doutorado ganhou.

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CS 162

Estou agora cursando CS 162: Introduction to Computer Science II.

Vou registrando por aqui alguns recursos.

C++ Programming no Wikibooks.

Bucky’s C++ Tutorials on Youtube (Links to an external site.)Links to an external site.

This series of videos are introduction level of C++ and easy to follow. He explains the concept with code examples.

Bucky’s C++ Tutorials Playlist

C++ Language Tutorial (Juan Soulié) – famoso tutorial de C++, tem também um fórum

LearnCpp.com – tutoriais

An Introduction to the Imperative Part of C++ (Rob Miller, 1996, completado por outros) – aulas (escritas) e exercícios de um curso introdutório de Computação ministrado no Imperial College London

How to think like a computer scientist (Allen B. Downey, 2012) – livro licenciado com Creative Commons Attribution-NonCommercial 3.0 Unported License

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