A Origem e o Fim do Universo

Vou acertando…

Big Bang: há quase 14 bilhões de anos. Nosso início é retraçado em parcelas de segundos. Mas a física tem procurado explorar o que viria antes do Big Bang.

Da escuridão foi surgindo a luz das estrelas, aproximadamente 100 milhões de anos depois.

500 milhões de anos depois começam a se formar as galáxias. Depois os quasares, exoplanetas.

A Via Láctea começa a se formar 1 bilhão de anos depois do Big Bang.

8 bilhões de anos depois a expansão cósmica começa a acelerar.

Só depois de 9 bilhões de anos se forma o sistema solar, ou seja, há quase 5 bilhões de anos.

Há 4,53 bilhões de anos a Lua se forma. Há 4,4 bilhões de anos asteroides trazem água à Terra. Entre 4,2 e 3,9 bilhões de anos presume-se que a vida começa na Terra. Há 3 bilhões de anos a vida começa a produzir oxigênio. Há 2,1 bilhões de anos os primeiros fósseis eucariontes. E toda a história da vida na Terra. Há 420 milhões de anos: primeiros animais que respiravam. 320 milhões: primeiros répteis. 231 milhões: primeiros dinossauros. 225 milhões: primeiros mamíferos. 155 milhões: primeiros pássaros. 60 milhões: primeiros primatas. 18 milhões: macacos. 6 milhões: ancestrais dos seres humanos. 4 milhões: Australopithecus. 2,2 milhões: homo. 250 mil: Homem de Neandertal. 195 mil: humanos na África. Humanos ‘modernos’ tiveram filhos com os neandertais há 100.000 anos: “Temos uma visão extremamente simplista da evolução humana. É preciso imaginá-la como um jorro de interconexões entre espécies, não como uma linha com ramificações”, afirma Carles Lalueza-Fox.

6 mil anos atrás: civilização. The Case against Civilization (New Yorker).

Entre 15 e 20 bilhões de anos depois do Big Bang, a Via Láctea e nossa galáxia vizinha Andrômeda deverão se chocar.

Entre 100 bilhões e 100 trilhões de anos depois do Big Bang ocorrerão as últimas explosões de estrelas massivas.

10^100 de anos depois do Big Bang: buracos negros da escala de galáxias evaporarão.

Confira a linha do tempo do Universo por Martin Vargic no site Halcyon Maps:

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Softwares para criar linhas do tempo


Flying Timeline

Faz tempo que quero avaliar softwares para criar linhas do tempo (timelines) online.

Vou mergulhar em alguns; se você usa algum (ou algum outro), por favor comente nos comentários. Vou atualizando as avaliações assim que for testando mais.

Free-timeline
Parece ser muito textual e com poucos recursos. Confira este exemplo de II Guerra Mundial.

myHistro
Combina as timelines com mapas dinâmicos e tem uso pessoal, para empresas e educação.
Confira esta sobre a Revolução Neolítica.

SmartDraw
Na verdade é voltado para a produção de fluxogramas. Este vídeo mostra os recursos:

Sutori
Cria simultaneamente testes, fóruns etc. Confira este exemplo da Guerra Espanhola.

Timeglider
A timeline é visualizada por um recurso de zoom. Confira este exemplo da origem das palavras.

TimelineJS
Parece combinar bem a linha do tempo com textos e imagens. Confira este exemplo da história do vinho.

Timetoast
Você pode mudar a forma de visualização. Veja este exemplo da história do computador.

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Livros de Metodologia da Pesquisa Científica

Uma lista de livros selecionados (e/ou muito citados, e ainda disponíveis para compra e/ou sendo atualizados pelas editoras) de Metodologia da Pesquisa Científica, alguns específicos para a área de educação, na ordem dos mais citados no Google Acadêmico. As citações tendem a aumentar e a lista será atualizada dinamicamente, mesmo porque novas edições dos livros tendem a ser publicadas. Há algumas traduções em língua portuguesa que não estão atualizadas com as novas edições em outras línguas. Sugestões e comentários são bem-vindos. Em alguns casos, faço alguns comentários.

YIN, Robert K. Estudo de caso: planejamento e métodos. Trad. Daniel Grassi. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2015.
YIN, Robert K. Case study research: design and methods. 6th ed. Thousand Oaks, CA: Sage, 2017.
152.012 citações no Google Scholar.

CRESWELL, John W. Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. Trad. Magda Lopes. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010.
CRESWELL, John W.; CRESWELL, J. David. Research design: qualitative, quantitative, and mixed methods approaches. 5th ed. Thousand Oaks: CA, Sage, 2018.
85.991 + 4.565 citações no Google Scholar.

CRESWELL, John W. Investigação qualitativa e projeto de pesquisa: escolhendo entre cinco abordagens. Trad. Sandra Mallmann da Rosa. 3. ed. Porto Alegre: Penso, 2014.
CRESWELL, John W.; POTH, Cheryl N. Qualitative inquiry and research design: choosing among five approaches. 4th ed. Thousand Oaks, CA: Sage, 2018.
Existe também uma International Student Edition.
69.683 citações no Google Scholar.

PATTON, Michael Quinn. Qualitative research & evaluation methods: integrating theory and practice. 4th ed. Thousand Oaks, CA: Sage, 2015.
56.625 citações no Google Scholar.

COHEN, Louis; MANION, Lawrence; MORRISON, Keith. Research methods in education. 7th ed. New York: Routledge, 2011.
33.021 + 322 citações no Google Scholar.

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2017.
32.402 citações no Google Scholar.

CRESWELL, John W. Educational research: planning, conducting and evaluating quantitative and qualitative research. 6th ed. Boston: Pearson, 2018.
26.103 + 2.016 citações no Google Scholar.

GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
26.055 citações no Google Scholar.

LUNE, Howard; BERG, Bruce L. Qualitative research methods for the social sciences. 9th ed. Boston: Pearson, 2017.
20.675 citações no Google Scholar.

CRESWELL, John W.; CLARK, Vicki L. P. Pesquisa de métodos mistos. Trad. Magda França Lopes. 2. ed. Porto Alegre: Penso, 2013.
CRESWELL, John W.; CLARK, Vicki L. Plano. Designing and conducting mixed methods research. 3rd ed. Thousand Oaks, CA: Sage, 2018.
19.450 citações no Google Scholar.

RUBIN, Herbert J.; RUBIN, Irene S. Qualitative interviewing: the art of hearing data. 3rd ed. Thousand Oaks, CA: Sage, 2012.
16.464 citações no Google Scholar.

MERRIAM, Sharan B.; TISDELL, Elizabeth J. Qualitative research: a guide to design and implementation. 4th ed. San Francisco, CA: Jossey Bass, 2016.
15.265 citações no Google Scholar.

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia científica. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2017.
15.223 citações no Google Scholar.

LÜDKE, Menga; ANDRÉ, Marli E. D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. 2. ed. São Paulo: E.P.U, 2013.
Direcionado a profissionais da Educação Básica, e apesar de ser um texto bem simples, é curiosamente usado como fundamentação teórica de muitas dissertações e teses, até mesmo como referência para estudos de caso (mas há o texto do Yin, o primeiro da lista, muito mais denso e completo, referência mundial sobre o tema).
14.240 citações no Google Scholar.

SALDAÑA, Johnny. The coding manual for qualitative researchers. 3rd ed. Thousand Oaks, CA: Sage, 2016.
13.599 citações no Google Scholar.

TUFTE, Edward R. The visual display of quantitative information. 2nd ed. Cheshire, CT: Graphics Press, 2001.
10.881 citações no Google Scholar.

CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino; SILVA, Roberto da. Metodologia científica. 6. ed. São Paulo: Pearson, 2007.
Texto claro e conciso, voltado principalmente para a pesquisa científica e a produção do trabalho monográfico.
9.187 citações no Google Scholar.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 24. ed. rev. e atual. São Paulo: Cortez, 2016.
8.182 citações no Google Scholar.

TUFTE, Edward R. Envisioning information. Cheshire, CT: Graphics Press, 1990.
5.556 citações no Google Scholar.

BARDIN, Laurence. L’analyse de contenu. 2e ed. Paris: Presses Universitaires de France, 2013.
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Trad. Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. Lisboa: Edições 70, 2015. Reimpressão da edição revista e atualizada de 2009.
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Trad. Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. Lisboa: Edições 70, 2011.
É muitíssimo utilizado no Brasil como fundamentação para a análise de discurso.
4.572 citações no Google Scholar.

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia do trabalho científico. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2017.
4.050 citações no Google Scholar.

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia científica. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2017.
Apresentam uma sequência de propostas de divisões das ciências (Comte, Carnap, Bunte, Wundt e a das próprias autoras), além de uma interessante discussão sobre as diferenças entre ciências formais e fatuais.
2.916 citações no Google Scholar.

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de pesquisa. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2017.
2.715 citações no Google Scholar.

SANTOS, João Almeida; PARRA FILHO, Domingos. Metodologia científica. 2. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2012.
É um texto claro e acessível de metodologia científica, abordando uma variedade de assuntos e técnicas (métodos específicos de diversas ciências, técnicas estatísticas, considerações filosóficas, estrutura e desenvolvimento de monografias etc.) até certo ponto difíceis de se imaginar estarem organizadas em apenas um volume.
1.761 citações no Google Scholar.

SALOMON, Délcio Vieira. Como fazer uma monografia. 13. ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2014.
Tem uma organização menos clara do que outros textos similares, mas é um texto crítico e reflexivo, com várias referências bibliográficas, e aborda assuntos em geral não cobertos por outros textos de metodologia (por exemplo, a eficiência nos estudos e na leitura).
985 citações no Google Scholar.

SANTAELLA, Lúcia. Comunicação & pesquisa: projetos para mestrado e doutorado. São Paulo: Hacker, 2001. (Bluecom, 2010).
826 citações no Google Scholar.

MACHI, Lawrence A.; MCEVOY, Brenda T. The literature review: six steps to success. 3rd ed. Thousand Oaks, CA: Corwin Press, 2016.
461 citações no Google Scholar.

MATTAR, João. Metodologia científica na era digital. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2017.
Até a 3. ed., o título era: Metodologia científica na era da informática.
407 citações no Google Scholar.

HINE, Christine. Ethnography for the Internet: embedded, embodied and everyday. London: Bloomsbury Academic, 2015.
250 citações no Google Scholar.

VIEIRA, Sonia. Como elaborar questionários. São Paulo: Atlas, 2009.
220 citações no Google Scholar.

KOZINETS, Robert. Netnography: redefined. 2nd ed. Los Angeles: Sage, 2015.
182 citações no Google Scholar.

BESSON, Jean-Louis (Org.). A ilusão das estatísticas. Trad. Emir Sader. São Paulo: EdUNESP, 1995.
Texto que analisa a estatística de um ponto de vista amplo: a estruturação conceitual que subjaz à estatística, a importância da observação e coleta dos dados, a análise dos números e a transformação dos números em significado. Introdução teórica do organizador, seguida de uma série de artigos de diversos autores, em geral abordando um exemplo prático.
134 citações no Google Scholar.

HINE, Christine. The Internet: understanding qualitative research. Oxford: Oxford University Press, 2012.
54 citações no Google Scholar.

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Periódicos de EaD

Uma lista de periódicos nacionais focados em Educação a Distância, que têm a expressão no título ou que são editadas por grupos ou programas de EaD:

REVISTA EDUCAONLINE

REVISTA EDAPECI: EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E PRÁTICAS EDUCATIVAS COMUNICACIONAIS E INTERCULTURAIS

PAIDÉI@: REVISTA CIENTÍFICA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

REVISTA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

REVISTA EMREDE – REVISTA DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA

EAD & TECNOLOGIAS DIGITAIS NA EDUCAÇÃO

INOVAÇÃO E FORMAÇÃO, REVISTA DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA – NEAD/UNESP

REVISTA BRASILEIRA DE APRENDIZAGEM ABERTA E A DISTÂNCIA

EaD em FOCO

TICS & EAD EM FOCO

REVISTA APRENDIZAGEM EM EAD

Se você souber de mais algumas, por favor indique nos comentários.

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Au Printemps

No dia do seu aniversário de 87 anos, minha querida tia interpretando Au Printemps, de Edvard Grieg, sem ler uma nota! A pessoa mais abençoada que conheci em um daqueles momentos sublimes da vida! Vale cada segundo…

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Next Generation Digital Learning Environment (NGDLE)

Vem sendo utilizada a expressão Next Generation Digital Learning Environment (NGDLE) para se referir a uma visão do Ambiente de Aprendizagem Digital de Nova Geração. Algo está no ar!

Em 2014, a Educause publicou um estudo com perspectivas de professores e alunos sobre Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs). Participaram da pesquisa quase 800 instituições, mais de 17.000 professores e mais de 75.000 alunos. Entre as conclusões: poucos professores e alunos usam os recursos avançados dos AVAS; professores e alunos acreditam que poderiam render mais se fossem mais hábeis no uso dos AVAs; o letramento digital dos alunos não é transferido para tecnologias e aplicações como AVAs; e o acesso por dispositivos móveis tem sido cada vez maior. Os AVAs do futuro deveriam ser mais amigáveis, personalizados, customizáveis, adaptativos, intuitivos, integrados e projetados para contribuir para a aprendizagem dos alunos. Os professores desejam ser mais capacitados a como usar AVAs, e professores e alunos esperam mais recursos de colaboração e envolvimento. Esta é a figura representando a participação de mercado dos LMSs apresentada no estudo.

Em 2015, a Educause publicou um relatório de pesquisa com mais de 70 formadores de opinião que explorou as lacunas entre os AVAs atuais e um ambiente digital de aprendizagem que pudesse responder às crescentes necessidades da educação superior. Suas características principais seriam: interoperabilidade; personalização; analytics, orientação e avaliação de aprendizagem; colaboração; e acessibilidade e design universal. O relatório apresenta vários exemplos de experiências que estariam caminhando nessa direção.

Como, entretanto, provavelmente uma aplicação individual não possa oferecer todas essas características, o relatório recomenda uma abordagem “Lego” para o NGDLE, em que seus componentes sejam combinados para que indivíduos e instituições possam construir ambientes virtuais adequados a suas necessidades e a seus objetivos.

A Educause Review publicou recentemente diversos artigos sobre o tema. The Academic Library and the Promise of NGDLE explora as relações das bibliotecas com LMSs; LearningOS: The Now Generation Digital Learning Environment apresenta o sistema LearningOS http://learningos.org/; Tearing Down Walls to Deliver on the Promise of Edtech explora o campo da tecnologia educacional; International Perspectives on Next Generation Digital Learning Environments discute a necessidade de os NGDLEs serem adequados a novas metodologias e à aprendizagem ao longo da vida, além do progresso da tecnologia; e What Is the Next Generation? procura olhar para o futuro.

E o Horizon Report > 2017 Higher Education Edition aponta os LMSs de nova geração como um dos desenvolvimentos importantes em tecnologia educacional para a educação superior, em um tempo de horizonte de adoção de dois a três anos. Referem-se ao desenvolvimento de espaços mais flexíveis que suportem personalização, atendam a padrões de design universal e desempenhem um papel mais amplo em avaliação de aprendizagem formativa. Tendem também ser uma combinação de sistemas e aplicações. As marcas atuais seriam Canvas, Blackboard, Moodle, Edmodo, Desire2Learn e Sakai, mas o desenvolvimento dos MOOCs, a partir de 2011, deu origem a alternativas, e mais professores e alunos têm utilizado ferramentas como Google Apps, WordPress, Slack e iTunes U. Alguns desenvolvimentos que passam a ser adotados são: gamificação, aprendizagem adaptativa e REAs. A tendência é que os LMSs deixem de ser ferramentas administrativas para se tornarem apoiadores da aprendizagem. Como sempre, o Horizon Report apresenta vários exemplos.

Enfim, essa conversa continua por aqui!

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Sala de Aula Invertida


Fonte: Center for Teaching and Learning, University of Whashington

Uma coleção de recursos comentados sobre Sala de Aula Invertida (ou Flipped Classroom).

VALENTE, José Armando. Blended learning e as mudanças no ensino superior: a proposta da sala de aula invertida. Educar em Revista, n. 4, p. 79–97, 2014.
Artigo importante do professor Valente, com informações teóricas e práticas sobre a sala de aula invertida.

MARGULIEUX, L.; MAJERICH, D.; MCCRACKEN, M. C21U’s Guide to Flipping Your Classroom. 8 nov. 2013.
Longo guia em pdf com várias dicas do Center for 21st Century Universities da Georgia Tech.

Brame, C. Flipping the classroom. 2013. Vanderbilt University Center for Teaching.
Breve guia online da Vanderbilt University.

Flipped Learning Network.
Comunidade que compartilha diversos recursos sobre sala de aula invertida. Confira este pdf.

The Teacher’s Guide To Flipped Classrooms. Edudemic.
Guia online com várias imagens e infográficos.

The Flipped Classroom. Boise State University.
Um site com várias páginas sobre sala de aula invertida.

TALBERT, Robert. Flipped Learning: A Guide for Higher Education Faculty. Stylus Publishing, 2017.
Livro. Você vai achar muitos outros na Amazon sobre o tema.


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AVAs do futuro

O Horizon Report Higher Education 2017 detectou como um importante desenvolvimento em tecnologia educacional no ensino superior uma nova geração de AVAs (Ambientes Virtuais de Aprendizagem) ou LMS (Learning Management Systems), que tendem a impactar a educação em um horizonte de dois a três anos. Importante notar que essa tendência não tinha sido identificada nos Horizon Reports anteriores, ou seja, os novos LMS pularam direto para um horizonte de dois a três anos (sem passar pelo horizonte de quatro a cinco anos), o que identifica que é uma tendência rápida e dinâmica, como foram os MOOCs.

A Educause Review publicou também recentemente alguns artigos sobre a nova geração de AVAs ou LMS.

International Perspectives on Next Generation Digital Learning Environments

LearningOS: The Now Generation Digital Learning Environment

Updating the Next Generation Digital Learning Environment for Better Student Learning Outcomes

Neste post, pretendo explorar compilar mais referências sobre o tema e discutir um pouco essas tendências.

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Games e Gamificação em Metodologia Científica

Esse foi o tema de um projeto de iniciação científica que desenvolvi na Universidade Anhembi Morumbi com alunos do curso de Bacharelado em Design de Games. O projeto durou de 2016 a 2017 e gerou várias publicações (e ainda deve gerar mais). Vou atualizando por aqui. A lista inclui algumas publicações não vinculadas ao grupo de pesquisa, mas sobre o mesmo tema.

Estratégias do Design de Games que podem ser incorporadas à Educação a Distância
artigo publicado na RIED: Revista Iberoamericana de Educación a Distancia, v. 19, n. 2, 2016

Gaming Against Plagiarism: análise de três games para a conscientização sobre plágio
artigo publicado na Revista Tecnologia Educacional, Edição Especial, Docente, 2016

Gamificação como um novo componente da indústria cultural
artigo publicado na Revista Intersaberes, v. 12, n. 25, 2017

Games para o ensino de metodologia científica: revisão de literatura e boas práticas
artigo publicado na Revista Educação, Formação & Tecnologias, v. 10, n. 1, 2017

O jogo do método: jogos de tabuleiro como suporte ao ensino da disciplina Metodologia Científica
artigo publicado na Revista Research, Society and Development, v. 6, n. 2, p. 148-170, out. 2017

O Jogo da Pesquisa: proposta de um game para o suporte ao ensino de metodologia científica
artigo aprovado para publicação na Revista Fafire

Gamificação no Ensino de Metodologia Científica
artigo aprovado para publicação na Revista Sapere, da FATEC – Tatuí

Gamificação do ensino da metodologia da pesquisa científica: revisão de literatura e boas práticas
capítulo publicado no livro: Novas Tecnologias Digitais: reflexões sobre mediação, aprendizagem e desenvolvimento

Gamificação: Conceito, Críticas e Aplicação a Áreas de Conhecimento
capítulo publicado no livro: RAMOS, Daniela Karine; CRUZ, Dulce Márcia (Org.). Jogos digitais em contextos educacionais. São Paulo: CRV, 2018.

Gamificação em educação: revisão de literatura
Capítulo aprovado para publicação no livro Gamificação em Debate, organizado pela professora Lúcia Santaella.

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Competência pedagógica do professor universitário

MASETTO, Marcos Tarciso. Competência pedagógica do professor universitário. 3. ed. São Paulo: Summus, 2015. Resenha de João Mattar.

Marcos Tarcísio Masetto tem graduação em Filosofia pela Faculdade Anchieta de São Paulo, mestrado e doutorado em Psicologia Educacional pela PUC–SP e livre docente em Didática pela USP.

Introdução

O autor informa que atualizou a primeira edição.

1 Necessidade e atualidade do debate sobre competência pedagógica e docência universitária

Explora a necessidade da formação pedagógica porque: um profissional que domina um conhecimento ou prática não é necessariamente um professor, as novas tecnologias implicam novas exigências dos professores e as mudanças sociais implicam novas exigências profissionais.

2 Docência universitária com profissionalismo

Discute várias dimensões da docência no ensino superior, como: pesquisa, conhecimentos específicos sobre os conteúdos ensinados, metodologias de ensino, currículo, planejamento, tecnologias, avaliação e política.

3 Docente de ensino superior atuando em um processo de ensino ou de aprendizagem?

Explora a dialética entre ensino e aprendizagem e o desenvolvimento nas áreas: de conhecimento, afetivo-emocional, habilidades e atitudes e valores, assim como a aprendizagem significativa e a educação continuada.

4 Interação entre os participantes do processo de aprendizagem

Aborda as interações dos professores, dos alunos e do monitor.

5 O docente do ensino superior e o projeto político pedagógico

Destaca a importância de o professor compreender o PPP (Projeto Político Pedagógico) e o PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional) das IES em que leciona.

6 O docente do ensino superior e o currículo de seu curso

Destaca a importância de o professor conhecer o currículo e as disciplinas dos cursos em que ministra aulas.

7 Aula: ambiente de aprendizagem e de trabalho profissional do docente

Explora diferentes dimensões da aula: grupo de pessoas buscando objetivos comuns de aprendizagem, (con)vivência humana e de relações pedagógicas, espaço físico, objetivos, técnicas participativas, avaliação e outros ambientes de aprendizagem (incluindo, de forma muito breve, os ambientes virtuais de aprendizagem).

8 Técnicas para o desenvolvimento da aprendizagem em aula

Talvez o capítulo mais importante do livro, descreve várias técnicas que podem ser utilizadas em aulas. Ele diferencia, por exemplo, metodologias de técnicas:

“Assim, entende-se que o termo ‘estratégia’ ou ‘metodologia’ refere-se ao conjunto de todos os meios e recursos que o professor pode utilizar em aula para facilitar a aprendizagem dos alunos. Procurando conceituar de maneira mais formal, pode-se dizer que as estratégias para a aprendizagem constituem-se em uma arte de decidir sobre um conjunto de disposições que favoreçam o alcance dos objetivos educacionais pelo aprendiz, desde a organização do espaço sala de aula com suas carteiras até a preparação do material a ser empregado, como recursos audiovisuais, visitas técnicas, internet etc., ou uso de dinâmicas de grupo ou outras atividades individuais.

Já por ‘técnica’ ou ‘método’ entende-se uma atividade que se realiza obedecendo a determinadas regras metodológicas visando alcançar algum objetivo de aprendizagem, como, por exemplo, painel integrado, Grupo de Observação e Grupo de Verbalização (GOGV), aula expositiva, grupos de oposição e outras.” (MASETTO, 2015, p. 99).

O próprio autor afirma que dificilmente serão encontrados autores que utilizem os mesmos termos. Prefiro trabalhar com os conceitos de metodologia como sendo estratégias pedagógicas mais amplas e genéricas, como por exemplo aprendizagem baseada em projetos, enquanto técnicas seriam atividades mais pontuais, como seminários, que poderiam ser utilizadas em diferentes disciplinas.

Ele ressalta ainda a importância de se utilizar múltiplas técnicas em aulas e variar as técnicas no decorrer de uma disciplina (evitar, por exemplo, as atividades em AVAs que sempre se repetem: participar do fórum com um post e dois comentários aos posts dos colegas, responder a um teste de múltipla escolha, entregar um texto e postar no seu portfólio, sempre, para todas as disciplinas, em todas as unidades).

Essas são as técnicas que ele propõe no capítulo.

Para iniciar uma disciplina, aquecer um grupo ou desbloqueá-lo: apresentação simples (dos alunos), apresentação cruzada em duplas, complementação de frases, desenhos em grupos, deslocamento físico e brainstorming.

Para dar sustentação a uma disciplina durante um semestre ou um ano:

a) aula expositiva;
b) debate com a classe toda;
c) estudo de caso (não o estudo de caso como técnica de pesquisa, mas de ensino — ou seja, método do caso); o estudo de caso pode ser utilizado antes da apresentação do conteúdo (como motivador para a aprendizagem) ou depois da apresentação do conteúdo (como prática do que foi estudado);
d) ensino com pesquisa: uma forma de iniciação científica (no caso da graduação) em que o professor trabalha como orientador; envolve grande parte de estudos extraclasse;
e) ensino por projetos;
f) desempenho de papéis (dramatização): os alunos podem desempenhar papéis próprios de suas realidades profissionais; alguns de seus objetivos são: desenvolver a empatia, a capacidade de desempenhar papéis de outros e analisar situações de conflito segundo não só o próprio ponto de vista, mas também o de outras pessoas envolvidas, trabalhar com valores como desenvolvimento pessoal, aquisição de habilidades de relacionamento interpessoal, consciência de si, independência social e sensibilidade a situações grupais; é mais voltada para o desenvolvimento de habilidades e atitudes do que trabalhar conteúdos;
g) dinâmicas de grupo: pequenos grupos com uma só tarefa, pequenos grupos com tarefas diversas, painel integrado ou grupos com integração horizontal e vertical (em que os alunos vão trocando de grupos), grupo de verbalização e grupo de observação (GVGO) — que envolve dois círculos, diálogos sucessivos (também envolvendo dois círculos, mas com pares na parte interna, voltados uns para os outros e mudando de posição com o tempo), grupos de oposição, pequenos grupos para formular questões, seminário (que ele conceitua de forma um pouco diferente da que costumamos utilizar, pois um novo tema é proposto na aula, que não teria sido pesquisado diretamente pelos grupos, um grupo com um aluno de cada grupo é formado na aula para discutir o tema etc.);
h) leituras (com a sugestão de que as estratégias para leitura e discussão varie, de semana para semana);
i) recursos audiovisuais (em que fala de transparências e brevemente de PowerPoint!).

Explora também técnicas que podem ser usadas em ambientes de aprendizagem profissional (estágio, visitas técnicas e excursões e aulas práticas e de laboratório) e em ambientes virtuais (fala de teleconferência, chat, listas de discussão, correio eletrônico, Internet, CD-ROM e PowerPoint! – detalhe, no início do livro o autor diz que o texto foi atualizado).

9 Seleção de conteúdos significativos para uma disciplina

Com a dica importante de que a seleção deve ser feita não apenas pelo currículo ou plano de ensino da disciplina, mas em função do profissional que se espera formar.

10 Processo de avaliação e processo de aprendizagem

Defende que a avaliação deve estar integrada ao processo de aprendizagem, acompanhando o aprendiz em todo esse processo, não se resumindo a uma nota no final do processo, mas envolvendo feedback contínuo, não resumido a números. Deve-se avaliar não apenas o aluno, mas o professor e a adequação do plano de ensino aos objetivos propostos. Deve também incluir a heteroavaliação (professor, colegas, profissionais, especialistas etc.) e autoavaliação. Masetto insiste na importância dos registros dos vários momentos do processo de aprendizagem, tanto por parte do professor quanto do aluno, para fundamentar a avaliação.

Discute também algumas técnicas avaliativas:
a) aprendizagem cognitiva: prova discursiva ou dissertação, prova oral ou entrevista, prova com consulta (não apenas pontual, e um dia e horário marcados, mas como um processo, por vários dias), prova com teste de múltipla escolha, prova com questões de lacunas, estudo de caso, trabalhos e monografias;
b) aprendizagem de habilidades: observação, lista de verificação (ou check-list), prova prática, diário de curso;
c) aprendizagem de aspectos afetivos: observação e suas derivações;
d) aquisição de valores e atitudes: descritas anteriormente, como diário de curso, estudo de caso, entrevista, trabalhos ou monografias.

11 Planejamento de uma disciplina como instrumento de ação educativa

Defende a importância do planejamento de uma disciplina e propõe os componentes de um plano de disciplina (ou de ensino): identificação, objetivos, ementa (defende que quando os objetivos estão bem definidos, não haveria necessidade de ementa), conteúdo programático, técnicas, avaliação, bibliografia (básica — material que será lido e estudado; e complementar — para estudos futuros; e cronograma.

12 Formação pedagógica do docente do ensino superior

Conclui o livro refletindo brevemente sobre as possibilidades de formação do professor do ensino superior.

O livro tem ainda uma Bibliografia Básica sobre formação pedagógica de docentes para o ensino superior, com 65 títulos.

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