Sócrates

Morreu hoje de madrugada, no dia em que o Corínthians pode se sagrar campeão brasileiro, o Doutor, Magrão, Sócrates, ou Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira. Tantos nomes mostram que ele não foi qq um, não foi + 1, não foi só 1.

O jogador-médico foi um personagem ímpar na história do nosso futebol, tanto dentro quanto fora do campo. Ídolo do Corínthians, foi capitão daquela seleção brasileira maravilhosa de 1982 comandada por Telê Santana, tendo inclusive feito um dos gols na derrota talvez mais triste da minha vida, aqueles 3×2 para a Itália de Paolo Rossi, que não tinha marcado nenhum gol na Copa até aquele jogo – nem ele, nem a Itália! Participou também da democracia corintiana, de comícios pelas Diretas Já etc.

Aqui o samba de José Miguel Wisnik cantado pela Ná Ozzetti:

Chorei em 1982 junto como aquele menino no estádio Sarriá, que saiu na capa do Jornal da Tarde no dia seguinte ao jogo, acompanhado na manchete apenas por um título simples, com a qual Reginaldo Manente ganhou o Prêmio Esso de fotografia:

BARCELONA, 5 DE JULHO DE 1982

e chorei hoje.

Fica registrada aqui minha singela homenagem ao Magrão, com alguns dos seus gols e mais coisas que vou atualizando dinamicamente.

O link do Estadão seleciona vários gols do Doutor.

Um gostinho com os melhores momentos da derrota para a Itália, com o gol do Sócrates depois de linda tabela com o Zico (mas vale a pena assistir a um vt completo do jogo):

“A vitória não nos ensina, nos emburrece; o que nos ensina é a derrota no esporte. A derrota nos faz reavaliar quem somos, o que somos, como pretendemos ser e aonde a gente pode crescer.”

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4 respostas a Sócrates

  1. T disse:

    Concordo em parte, concordo principalmente com a ultima frase! Apesar de Doutor o Sócrates e muitos outros atletas, com sucesso ou nao, encontram dificuldades em se adaptar ao cotidiano de uma pessoa comum. Ex-atletas famosos são como semi-heróis, e quando abandonam o esporte e se nao estão ligados ao que profissionalmente faziam, no caso futebol, podem sofrer com o vazio que lhes resta, só nos resta agradecer os bons momentos que eles nos legaram, momentos únicos. Um filosofo alemão escreveu um lindo livro sobre este momento e o que resta destas pessoas. Deixo o link , beijinho

    http://t-textura.blogspot.com/2010/07/uma-resenha.html

  2. T disse:

    Ah! Nunca publiquei a resenha, vc me conhece…! O prazer muitas vezes se encontra no ler e fazer a resenha, quando acabo, já tenho preguiça de enviar! Kkkkk.

  3. T disse:

    ” A gratidão do autor aos famosos esportistas é demonstrada na recordação de jogadas sensacionais, de momentos sublimes sentidos ante a beleza, a concentração e superação dos atletas em momentos cruciais, sendo também comovente o confronto de um grande atleta no momento de abdicar do caminho percorrido, ocasionando muitas vezes uma destruição da sua vida pessoal, a partir de seqüelas físicas, ou mesmo inadequação ao lugar comum, após terem sido agraciados como semi-deuses, no teatro da vida.”

  4. Prof. VALENTE disse:

    JOÃO: por favor, corrija a excelente frase ao final…
    “… como pretendemo ser …”

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