On defining distance education (resenha)

Como citar este post segundo as regras da ABNT:
MATTAR, João. On defining distance education (resenha). De Mattar, 8 abr. 2020. Disponível em: http://joaomattar.com/blog/2020/04/08/on-defining-distance-education-resenha/. Acesso em: 8 abr. 2020 (substituir pela data do seu acesso).

KEEGAN, Desmond J. On defining distance education. Distance education, v. 1, n. 1, p. 13-36, 1980.

O periódico infelizmente não tem acesso aberto, mas se você tiver acesso ao Portal de Periódicos da Capes, consegue acessá-lo gratuitamente.

Este é um artigo clássico, com mais de 700 citações registradas no Google Acadêmico, que explora a definição de educação a distância (EaD). Apesar de datado, suas reflexões ainda servem para orientar a discussão hoje, por isso, provavelmente, é um texto tão citado.

Keegan apresenta e discute inicialmente 4 definições (da época) de educação a distância, de Holmberg, uma lei francesa, Peters e Moore.

A partir dessas definições, ele explora a natureza da educação a distância e lista suas características básicas:
a) separação entre professor e aluno;
b) influência de uma organização educacional especialmente no planejamento e na preparação dos materiais de aprendizagem;
c) uso de mídias técnicas;
d) oferta de comunicação bidirecional;
e) possibilidade de alguns encontros presenciais;
f) a forma mais industrializada de educação.

Em relação à escolha da mídia, ele cita (sempre lembrando que estamos em 1980): impresso (incluindo jornal), áudio (incluindo rádio), vídeo (incluindo televisão), satélite (combinação entre áudio e vídeo) e computadores, lembrando da possibilidade de combinação entre duas ou mais dessas mídias.

Ele então comenta vários exemplos que não são necessariamente educação a distância por não corresponderem às características básicas mencionadas: educação indireta (livros e outros materiais de orientação), estudo independente, estudo privado etc. E menciona programas com algumas similaridades com a educação a distância: aprendizagem não tradicional, estudos fora do campus, aprendizagem aberta, programas de extensão, acreditação de aprendizado prévio etc.

Keegan também apresenta diversas denominações (sempre lembrando que estamos em 1980) para a EaD: tele-ensino, tele-educação, estudo a distância, ensino a distância, estudo/educação por correspondência, estudo em casa, estudo independente, estudos externos etc.

O autor conclui que educação a distância é a expressão mais adequada, mas que não deve ser considerada sinônimo de tudo o que não é educação presencial e tampouco deve ser definida como oposto da educação presencial.

Os principais elementos da definição de educação a distância são então retomados, agora mais desenvolvidos:
a) a separação entre professor e aluno que a distingue das aulas presenciais;
b) a influência de uma organização educacional que a distingue do estudo privado;
c) o uso de mídias técnicas, geralmente impressa (lembrando que estamos em 1980), para conectar professor e aluno e transmitir o conteúdo educacional;
d) o fornecimento de comunicação bidirecional para que o aluno possa se beneficiar ou até iniciar o diálogo;
e) a possibilidade de encontros presenciais ocasionais para fins didáticos e de socialização
f) a participação em uma forma industrializada de educação que, se aceita, contém o gênero de separação radical da educação a distância de outras formas de educação.

Enfim, um texto datado mas cujas reflexões, incrivelmente, em boa parte, ainda servem para nos iluminar!

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23 respostas a On defining distance education (resenha)

  1. Lurdes Zanchetta da Rosa disse:

    As definições de Keegan (1980) para as diversas denominações de EAD , trazem as características da modalidade EAD desenvolvida hoje pelas mais diversas instituições em seus cursos. As características mais marcantes da EaD, do meu ponto de vista, são: Autonomia do aluno no tempo e no espaço para realizar o curso, sob orientação de uma equipe multidisciplinar; rapidez das informações em rede possibilitando a socialização entre os alunos, tutores e formadores, que de forma rápida, dialogam entre os conteúdos das disciplinas.

    • João Mattar disse:

      Incrível né, Lurdes, como conseguimos ainda hoje aproveitar pelo menos parte das características que ele aponta para a EaD, mas há 40 anos!

    • Daniel Ventura disse:

      Concordo contigo, Lurdes.
      Acrescentaria também a importância da curadoria dos profissionais que planejam e desenham esses cursos considerando as diferentes formas de aprendizagem e a diversidade do público aprendiz. Será que já temos considerado os estilos de aprendizagem da geração dessa década, que já nasce com um número nas mãos?

  2. CARLA AZAMBUJA CENTENO BOCCHESE disse:

    Senti falta das qualificações necessárias aos alunos que fazem o ensino à distância, que são fundamentais ao êxito desta modalidade. E até mesmo das qualificações dos professores para evitarem a evasão desta modalidade.
    Estamos vivenciando no ensino a partir do 2 grau altos níveis de evasão. Na graduação segue isto tb. Qual seria a perspectiva da evasão na educação à distância?
    Há muita acomodação entre os alunos como entre professores.
    A pandemia propiciou maiores iniciativas para o ead, o que o favorece. O que pode garantir sua evolução depois que este isolamento acabar, e houver outras possibilidades para o aprendizado?

  3. Marcos Kan Moori disse:

    Comentando a resenha e as respostas:
    Concordo que a EAD tenha como características, em maior ou menor grau, os itens de a até e. Agora, o item f, já penso (se entendi bem) que não é uma característica da EAD em si. Depende o uso que se faz dela. Está presente em situações que se deseja massificar o ensino, transmitir conhecimento e a comunicação é basicamente para tirar dúvidas.
    Discordo da parte do comentário da Lurdes Zanchetta quando ela coloca como característica a orientação de uma equipe multidisciplinar. Concordo que isso é necessário quando a EAD vai ser usada em um curso, com um número considerável de pessoas ou por bastante tempo. Mas eu costumo usar EAD (via internet) nas minhas disciplinas presenciais (há, portanto, um limite de tempo) e o único orientador (até mesmo em relação às questões da internet) sou eu.
    Quanto ao comentário da colega Carla Bocchese, nas disciplinas de primeiro semestre prefiro usar a internet (ao moodle disponível na Universidade) pois quase todos têm acesso e estão acostumados ao uso. Mas, em alguns casos, tenho de fazer alguns ajustes porque um que outro não tem disponibilidade de internet em casa ou no trabalho.
    Já a questão da evasão, por ter várias causas, é mais complicada. Mas entendo que a EAD pode ser usada para reduzir a evasão nos casos em que os alunos têm dificuldades de locomoção (até o local das atividades) ou em certos horários.

  4. Ana carolina disse:

    Olá. De acordo com grande parte do que é relatado na resenha, porém, não posso concordar com “separação de professor e aluno”. Na minha época de faculdade, até o mestrado, nunca tive o número do telefone de meus professores. Além do que manifestavam em sala de aula, não tinha ideia de suas posições pessoais, ou nunca tive um olhar pessoal, quero dizer no plano do contato como professor, com eles. Atualmente, em função do uso das ferramentas da EAD e da internet, meus alunos tem meu número de celular, tem acesso aos meus e-mails, podendo entrar em contato comigo a qualquer dúvida (e entram). Temos grupos de Whatsapp por disciplina, o que também faz-nos mais próximos e – pelo meu blog- eles têm acesso aos meus pensamentos sobre as mais variadas coisas. Assim, penso que as tecnogias que viabilizaram a EAD mais unem do que separam – como diria Fernando Pessoa -sobre o mar. Obviamente que as questões de inclusão digital pesam, dentre outras, mas – no geral – penso que “professor e aluno separado” seria uma expressão muito radical – separados fisicamente – e por enquanto – a julgar as tecnologias sensoriais, mas isso já é outro papo… Abraços aos colegas e ao prof. Mattar. Grata pela resenha.

  5. Jose Antonio Consentino disse:

    Como já comentado pelos colegas, as características da EaD, segundo Keegan (1980), ainda são atuais e fazem parte do texto de ementas de muitos cursos oferecidos.
    Aproveito para destacar que tais características reafirmam a EaD como coadjuvante da Educação Inclusiva, mesmo que naquela época este tema não fosse tão expressivo.
    Pessoas com dificuldades de mobilidade, por exemplo, encontram na EaD uma oportunidade de formação integral sem a preocupação com deslocamentos ou horários pré-fixados de cursos presenciais. Mas é necessário que os cursos estejam dispostos a oferecer programas específicos e adequados a cada aluno, respeitando suas necessidades e não apenas “adaptando” o que já é oferecido aos demais.

  6. Cristiane Pereira disse:

    Gostei muito de ter acesso à resenha que está muito clara. O texto escrito em 1980 mostra que a educação a distância era executada mesmo na ausência de todas as facilidades tecnológicas que temos atualmente. No entanto, penso que muito ainda poderia ser usado hoje se considerarmos que, nem todos tem acesso a tais facilidades.

  7. Ana Paula Bazo disse:

    Inicialmente agradeço por poder compartilhar conhecimentos e informações tanto com o Professor João Mattar como com os colegas. Quero dizer que compartilho do pensamento da CARLA AZAMBUJA CENTENO BOCCHESE , pois também sinto falta de um entendimento acerca das qualificações necessárias tanto para os alunos como para os docentes do EAD. Acredito que ao termos claro quais devem ser essas qualificações, teremos ferramentas para trabalhar no sentido de reduzir a evasão.

    • Maria Veralucia da Silva Barbosa Silva Brbosa disse:

      Boa tarde a todos (as)!
      Faço minhas as palavras de Ana Paula Bazo e esperemos que futuramente tenhamos ferramentas para a redução d evasão, pois somos conhecedoras das dificuldades enfrentadas pelos alunos da EaD.

  8. Riciele Reis disse:

    Um dos pontos mais interessantes e que me chamou a atenção neste artigo foi a definição e contextualização histórica das diferentes denominações de EAD, tal como “tele-ensino, tele-educação, estudo a distância, ensino a distância, estudo/educação por correspondência, estudo em casa, estudo independente, estudos externos etc.”
    Tais denominações me levaram a pensar na importância de refletir, tanto com professores quanto com alunos (grande maioria de “nativos digitais”) sobre o que é tecnologia e quais são os elementos tecnológicos que realmente são utilizados na EAD na atualidade, reconhecendo elementos além de computadores e dispositivos móveis, assim como de ambientes virtuais de aprendizagem.

  9. Ana Maria Bezerra Bandeira disse:

    Penso na EaD como uma modalidade que se reinventa ao longo do tempo. Desde a época em que era feita por correspondência até os dias atuais com o advento da internet. Vislumbro inovações maiores e incríveis em um futuro próximo, onde a realidade aumentada, por exemplo, será mais comum na estrutura do ensino e aprendizagem. Por esse motivo, a definição de EAD é dinâmica, muito embora seu conceito principal seja a educação realizada sem a presença física de um professor e centrada no aluno. Diria que hoje, temos uma definição mais ligada a uma educação eletrônica que pode encurtar as distâncias e promover a incorporação do conhecimento de forma diversificada, de modo que possa particularizar o ensino. Ela exige que nosso pensamento seja um pouco fora da caixinha para tentar atingir ao máximo nossos alunos.

  10. Ana Paula Bruno disse:

    As definições da EAD apresentadas na resenha destacam aspectos relevantes, que devem ser considerados, tendo como foco os objetivos a que se propõem. Dentre as definições destacadas por Keegan (1980), os itens: b) influência de uma organização educacional especialmente no planejamento e na preparação dos materiais de aprendizagem; e o e) a possibilidade de encontros presenciais ocasionais para fins didáticos e de socialização, considero fundamentais para as ofertas de curso, nos diversos níveis de educação, especialmente nesse momento de pandemia.

  11. Adriana Andrade disse:

    Quando penso em ensino a distância, o termo “democracia” vem à minha mente.

    Por exemplo, muitos estudantes estão escolhendo programas de graduação on-line locais, sugerindo que preferem por causa da flexibilidade e custos reduzidos, e porque também podem chegar ao campus facilmente se quiserem ou precisarem.

    Os benefícios da educação on-line para estudantes e universidades são:
    1- acessibilidade: os estudantes são menos limitados por hora e local
    2- flexibilidade: os alunos não são limitados por um horário fixo e podem continuar mantendo suas circunstâncias pessoais e / ou obrigações de trabalho
    3- acessibilidade: a educação a distância costuma ser menos cara que a educação tradicional, abrindo assim oportunidades de aprendizado para as pessoas que, de outra forma, não podem arcar com os custos de um curso de graduação.
    Permitir que qualquer instituição em todo o mundo tenha como alvo qualquer pessoa interessada em seu programa/currículo e reduzir obstáculos adicionais a estudos internacionais, como requisitos de visto, custos de viagem e tempo de viagem, torna a educação on-line e a distância o próximo passo para um mundo verdadeiramente globalizado da educação.

    No meu caso, experimento a democratização da educação através das duas empresas em que trabalho. Sou professora credenciada de ciências do ensino médio publico dos EUA. Depois de trabalhar vários anos em salas de aula, decidi ingressar em uma empresa que atende estudantes nos EUA que por diferentes razões, não podem frequentar aulas presenciais. Meus alunos estão em casa porque não podem frequentar a escola. Alguns estão doentes, outros estão em transição para outra escola, alguns foram suspensos por disciplina e outros são muito talentosos (gifted) e não se encaixam em uma escola regular. Graças à educação on-line, todos os meus alunos estão recebendo educação regular de escolas públicas.

    Na minha outra empresa, lidero uma equipe de redatores de currículo que fornecem educação on-line a comunidades pobres de países em desenvolvimento. Este é outro exemplo de democratização da educação por ensino a distância.

  12. Fioravante Cardoso Silva disse:

    Muito interessante os elementos elencados por Keegan em 1980 para a definição da EAD.
    Como a EAD é dinâmica e tende a acompanhar a nossa era de mudanças e inovações, como bem disse a colega Ana Maria Bezerra Bandeira, novas tecnologias serão incorporadas ao nosso cotidiano (coisas inimagináveis e surpreendentes até) e, consequentemente, à EAD.
    O item d) que aborda a questão do fornecimento de comunicação bidirecional, embora básico, hoje, pela avanço tecnológico, já se tornou multidirecional, pois cada aluno não se comunica apenas com o(s) professor(es), mas com todos os outros alunos, princípio da aprendizagem sociointeracional.

  13. Luciana Robaina disse:

    Excelente resenha! E faz-nos refletir que apesar do texto ter sido escrito por Keegan (1980), verificamos que nos Brasil, principalmente afetando os alunos das escolas públicas, muitos ainda não possuem o acesso necessário para se conectar com as mídias educacionais ditas do século XXI (como o acesso a internet, ter um computador básico em casa, acesso a ambientes online de educação, etc), e que o texto de Keegan nos retoma para o ensino a distância que pode ser posto em prática agora, como era feito no passado, levando as apostilas a estes alunos via correio, acesso as aulas via TV (que geralmente, mesmo os mais pobres possuem), aluguel de horários de TV para educação dos alunos do ensino público. Neste momento de pandemia, vemos como é frágil ainda no Brasil, o acesso universal a educação. Os governantes devem investir, seja de formas de quais formas forem, em meios de fazer a educação chegar às casas deste alunos que não possuem acesso!

    • Ohana Rabelo Tomaz disse:

      Concordo, e acho de fundamental importância nos preocuparmos com o acesso a informação para todos pois dessa forma também se pode compartilhar dos conhecimentos dessa população digitalmente afastada.

  14. Jefferson Siade disse:

    Parabéns pela resenha e pelo resgate desse pensador pioneiro desse tema. Essa identificação dos processos que Keegan (1980), segundo a resenha, classifica como Educação à Distância, juntamente com os novos processos que temos hoje, nos permite compreender a insuficiência da Expressão EaD para compreensão desses processos educacionais. Educação à Distância, embora eu entenda que já havia subsídios teóricos para superação dessa nomenclatura, foi um construto que teve seu valor naquela década.

    Se antes não tínhamos, hoje, temos muito menos necessidade de manutenção dessa expressão para designar determinados processos educacionais (reforço: de ensino-aprendizagem), senão caímos no autodidatismo, que é uma questão/tópico que precisa ser tratada/o quando se fala de EaD, mas que, a priori, não podemos confundir com “EaD”, como se vê em algumas abordagens. Ou, para ir além, precisamos incluí-lo como uma forma de APRENDIZAGEM à distância.

    O Autodidatismo (como o nome diz) prescinde de um ato deliberado de construção do conhecimento por parte de um terceiro a partir da oferta técnica de conteúdos e práticas com objetivos específicos previamente determinados – por um sistema ou por esse terceiro.

    Fundamentalmente, o trato do processo (se ensino, se aprendizagem, se ensino-aprendizagem) não é o único nem o mais problemático dos elementos da nomenclatura. Falar em DISTÂNCIA, isso sim é o grande complicador. Não existe métrica ou parâmetro pra isso. Por isso, ressaltei em minha apresentação que distância pode ser uma questão de quebra de vínculos emocionais e afetivos; um “e se”.

    Alguém pode dizer: quando nos referimos a Distância, estamos falando de mediação (mídia). Aí vem a questão: o que é mediato e o que é imediato numa relação face a face? Em que situação em sala de aula, por exemplo, estamos em uma relação imediata entre professor e alunos? Qual a condição de plena ausência de um meio técnico ou tecnológico se interagimos graças a determinados meios? Vamos rediscutir os mecanismo de comunicação (emissor, meio mensagem, receptor etc)?

    Vamos falar de processos auráticos, resgatando uma discussão valiosíssima de Walter Benjamim. Que sentimentos constituem uma áura? A áura, numa relação de contato, depende de quem e/ou de quê? Depende de uma conexão intersubjetiva que cria uma unidade entre professor e aluno(s)? Depende de uma conexão intersubjetiva que cria uma unidade entre meio e conteúdo e aluno(s)? A corporeidade professor (síncrona) importa ou sua imagem em movimento, gestos, falas reproduzidas infinitamente tem o mesmo valor ou efeito no processo educacional? A presença de Da Vinci está em sua corporeidade e/ou em sua(s) obra(s)?

    Alguém pode concluir apressadamente: então toda educação é à distância, pois mediada. À distância em relação ao que? Se considerarmos que somos mediados pelos produtos culturais (ou do trabalho), e que “o meio é a mensagem”, como disse Marshall McLuhan, então consumimos o que produzimos, estamos falando de educação imersiva, portanto, sem “distância” alguma.

    Mas tudo isso é só um ensaio diante das questões não respondidas.

  15. Thiago Azevedo disse:

    As definições presentes no texto do Keegan, sobre a EAD, apenas demonstram os avanços desta modalidade tão cara ao ambiente educacional contemporâneo. Felizmente não tem mais como pensar educação sem tal ferramenta. E a realidade tem mostrado que não se pode mais ignorar a EAD. O presente texto também destaca a importância dos novos desafios que a EAD têm adquirido, no sentido de não perder sua essência motriz, no que diz respeito aos seus ganhos em tecnologias diversas e suas propostas originárias que visavam meramente vencer as distâncias, afastamentos e limitações impostas pelas posições geográficas mais desfavoráveis para que se pudesse levar a educação a todos. Como forma de conciliar tais avanços tecnológicos com sua proposta originária, em nosso entendimento, o presente autor elenca algumas características como, por exemplo: uso de mídias técnicas com oferta de comunicação bidirecional. Neste ínterim, os acachapante avanços tecnológicos advindos dos tempos modernos e inseridos nas metodologias educacionais dos processos de EAD, tendem a serem superados e administrados da melhor forma possível. Tendo em vista o envolvimento dos dois principais agentes de todo o processo – docente e discente.

  16. Marilisa Montoani de Oliveira disse:

    Excelente !
    Já nos anos de 2020 mesmo que comparando com os texto de há mais de 40 anos, ele faz relevância na EaD, maiores problemas no Brasil é em relação a mudança de pensamentos relacionados a professor aluno e a tecnologia, infelizmente.

  17. Ohana Rabelo Tomaz disse:

    Lincando a resenha acima com o questionamento quanto a quais cursos poderiam ser oferecidos em formato EaD, imagino que a chave para que todos eles possam ser ofertados sem prejuízos a educação dos alunos está no item e) “possibilidade de alguns encontros presenciais;”. Presenciei na pele, que as aulas práticas laboratoriais e plicadas são extremamente relevante ao desenvolvimento da aprendizagem principalmente de elementos da área da saúde.
    E um adendo variante a “encontros presenciais” imagino que seja debates enriquecedores que momentos de web transmissão podem proporcionar, a depender da quantidade de alunos, obviamente.

  18. Alzino-GO disse:

    Professor, por que os comentários a este texto são de alunos de turmas anteriores (abril/junho 2020?

    • João Mattar disse:

      Alzino, este é um post no meu blog. Sugiro alguns posts no blog como leitura em cursos, palestras etc. Então, os comentários ficam todos registrados aqui. Especialmente nos cursos no Moodle, temos atividades fechadas, apenas para as turmas que estão em andamento, mas muitas vezes sugiro leituras aqui, vídeos no youtube (não apenas meus) etc. e convido os alunos a participarem de “conversas” que estão ocorrendo nessas redes, assim saímos um pouco do AVA.

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