Currículos

Eu já havia registrado há um tempo por aqui um post sobre Currículos. Aqui vão mais alguns links.

Cf. 5 modelos de currículos para TI, Exemplo de currículo de desenvolvedor e Baixe um modelo de Currículo Profissional.

Cf. tb um exemplo diferente de currículo infográfico.

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Bancas de Trabalhos Interdisciplinares – reflexões

Venho registrando ultimamente alguns posts na categoria Metodologia. Nesta semana participei de 4 bancas de Trabalhos Interdisciplinares na Anhembi Morumbi, então quero aproveitar para fazer algumas reflexões.

Como neste semestre os alunos desenvolveram artigos científicos, os comentários de metodologia a seguir estão baseados em:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6.022: informação e documentação: artigo em publicação periódica científica impressa: apresentação. Rio de Janeiro, maio 2003.

1. Um artigo científico, segundo a NBR 6.022, deve estar dividido em Introdução, Desenvolvimento e Conclusão, ou seja, ele não deve ser escrito corrido, sem nenhuma divisão. O Desenvolvimento, que corresponde à parte principal do artigo e não deve necessariamente ter esse título, por sua vez deve estar dividido em seções e subseções numeradas, em função da abordagem do tema e do método. A numeração ajuda muito a localizar o leitor em que seção o texto está.

2. Artigos podem ter glossários, anexos e apêndices, após as referências.

3. Artigos podem também conter ilustrações e tabelas.

4. Têm, no plural, continua tendo acento – ‘eles têm’. Isso não mudou com a reforma ortográfica!

5. Para a produção de trabalhos em grupo, é necessário desenvolver com os alunos uma metodologia de escrita coletiva, para evitar que os textos fiquem muito desiguais – bem escritos em uma parte, mal escritos em outra, ou com mudanças bruscas de tom. Pretendo trabalho isso, na teoria e na prática, com meus alunos no semestre que vem, e registrarei o processo e os resultados por aqui.

6. O orientador de um trabalho, TCC, dissertação ou tese acaba se envolvendo com o aluno ou grupo, e por isso sua avaliação dos resultados acaba sendo contaminada pela vivência do processo. Por isso a avaliação da banca é essencial, porque a banca enxerga o resultado descolado processo e pode lançar perspectivas sobre o trabalho que nem o(s) aluno(s) nem o orientador enxergam.

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Um relato difícil de esquecer

[photopress:adalberto.jpg,full,vazio]

Mais um texto enviado pelo grande Adalberto Tripicchio.

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Notas de Rodapé em Artigos Científicos (ABNT)

Hoje uma aluna minha me fuzilou durante uma banca quando uma das examinadoras disse: “artigo científico não tem nota de rodapé, elas devem aparecer no final do texto”. Eu acompanhei o trabalho desenvolvido neste semestre pelo grupo do qual ela faz parte e deixei passar uma nota de rodapé no artigo!

As normas da ABNT não são leis, e portanto diferentes organizações podem definir normas próprias para a produção de artigos científicos, que devem então obviamente ser seguidas. Nas normas para artigos enviadas para congressos ou revistas científicas, muitas vezes realmente há indicação de que não devem ser utilizadas notas de rodapé. Aqui, procurarei esclarecer a dúvida em função das normas da ABNT.

Ao contrário do que muita gente acredita, existe uma norma da ABNT específica para artigos científicos:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6.022: informação e documentação: artigo em publicação periódica científica impressa: apresentação. Rio de Janeiro, maio 2003.

De acordo com a NBR 6.022, as notas explicativas realmente não devem aparecer no rodapé, mas no final do texto, após a conclusão e antes das referências. A NBR 6.022 define nota explicativa como: “nota usada para comentários, esclarecimentos ou explanações, que não possam ser incluídos no texto.” (p. 2)

Entretanto, a NBR 6.022 também prescreve que as citações em artigos científicos devem ser apresentadas conforme as orientações de outra norma:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10.520: informação e documentação: citações em documentos: apresentação. Rio de Janeiro, ago. 2002.

A NBR 10.520 define, além de notas explicativas (com as mesmas palavras da definição da NBR 6.022), dois outros tipos de notas:

Notas de referência: notas que indicam fontes consultadas ou remetem a outras partes da obra onde o assunto foi abordado.

Notas de rodapé: indicações, observações ou aditamentos ao texto feitos pelo autor, tradutor ou editor, podendo também aparecer na margem esquerda ou direita da mancha gráfica.

Nos exemplos da NBR 10.520, as notas explicativas aparecem em rodapé, mas como já vimos, no caso de artigos científicos devem aparecer no final do texto, após a conclusão e antes das referências, seguindo as orientações da NBR 6.022.

Entretanto, a NBR 10.520 possibilita ainda que outros tipos de notas, que não explicativas, apareçam em rodapé.

No caso de dados obtidos por informação verbal (palestras, debates, comunicações etc.) e na citação de trabalhos em fase de elaboração, após a citação deve-se indicar (informação verbal) ou (em fase de elaboração), e utilizar o rodapé para mencionar os dados disponíveis. Portanto, ligando-se as duas normas, é possível observar aqui uma indicação para o uso de notas de rodapé (que não seriam, nesses exemplos, explicativas) em artigos científicos.

Mas além disso, a NBR 10.520 indica também a possibilidade de utilizar notas de referência no rodapé, com vários exemplos.

Depois de tanta essa bagunça, é portanto possível concluir o seguinte, em função das orientações da ABNT:

1. Se você não utilizar notas explicativas no seu artigo científico, a ABNT possibilita a utilização de notas de referência no rodapé, assim orienta que apareçam no rodapé observações em relação a informação verbal e trabalhos em fase de elaboração. Essas informações, aliás, quando utilizadas no rodapé, facilitam a vida do leitor, que não precisa ficar virando páginas para encontrar as informações que deseja.

2. O problema surge se você utilizar notas explicativas no seu artigo científico.

2a. Uma opção seria colocar as notas de referência (se houver), incluindo as complementações dos exemplos de informação verbal e trabalhos em fase de elaboração (também se houver), juntas com as notas explicativas no final do artigo, após a conclusão e antes das referências, usando para isso um único sistema númerico de chamada. Ou seja, no final do texto, aparecerão juntas notas explicativas, notas de referências e outras notas cabíveis.

2b. Outra opção seria adotar 2 sistemas de chamada (com letras e números, ou algarismos romanos). Isso não está previsto na ABNT, mas não há nenhum impedimento nas normas para que você utilize um sistema de chamadas para as notas explicativas no final do artigo, e outro sistema de chamada para as notas de rodapé (já vi isso em inúmeros artigos).

Portanto, não me parece que seja correto afirmar que em artigos científicos não podemos utilizar notas de rodapé, pelo menos de acordo com a ABNT. Se não houver nenhuma orientação do evento, da instituição ou da revista para a qual você estiver produzindo seu artigo, sinta-se à vontade para usar notas de referência, ou não-explicativas, no rodapé.

Ufa, será que valeu para alguma coisa!?

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#eadsunday 2

O que começou como uma brincadeira no domingo passado, hoje já tomou um vulto de dar medo! As discussões sobre EaD no Twitter rolaram soltas neste domingo, marcadas pela tag #eadsunday, com alguns reflexos interessantes no meu Facebook.

Hoje um tema dominou as discussões, o tutor R$ 600,00, mas outras questões interessantes surgiram, como avaliação online.

Todo mundo que utilizou a tag hoje (não incluindo é claro os vicários):

@pgsimoes
@erionline
@mtonus
@fernandapagani
@camilasantana
@renatobf
@denise_faria
@mariocamarao
@filhadarosa
@etutoria
@gandhiferrari
@NexPeople
@DaisyGrisolia
@rdgmoraes
@NeliMaria
@educmary
@aulavox
@valmirfundos
@sinprovales
@nuriapons
@educacaoonline
@soniabertocchi
@pgentil

E o Fernando Pimentel publicou um post sobre o que estamos fazendo.

Junte-se a nós no próximo domingo para tornar o papo ainda mais agradável!

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III Simpósio Virtual de EaD

Depois de ter participado um pouco no Second Life, na sexta, das interessantes atividades muito bem coordenadas por Daniele Navarro Dias Andrade, Daniel Ventura Damaceno e Paula Carolei, e da minha tumultuada viagem para Campo Grande, no sábado participei o dia todo do III Simpósio Virtual de EaD, promovido pelo Portal Educação.

Os números são impressionantes: mais de 8.000 inscritos, de diversos Estados mas não só do Brasil, beirando os 1.000 acessos simultâneos. Eu já tinha ficado satisfeito com os aproximadamente 2.000 participantes do 7º Senaed e quase 3.700 do Virtual Worlds Best Practices in Education, dos quais participei intensamente da organização, mas os números desse evento foram absolutamente fantásticos. Alguém sabe de algum evento de EaD no Brasil que tenha mobilizado mais de 8.000 participantes? Parabéns, Portal e toda sua maravilhosa equipe, e parabéns a todos que colaboraram para o sucesso do evento, e sinto-me também orgulhoso de ter auxiliado um pouco na estruturação geral dessa comemoração do Dia Nacional da EaD.

Inicialmente, Jurandir Rafael (Portal Educação) falou com muita propriedade sobre Planejamento e desenvolvimento de cursos on-line. Logo que os vídeos das apresentações, incluindo slides e chat, estiverem disponíveis eu coloco os links por aqui.

Em seguida, André Akagi (também do Portal) falou sobre Google Wave na Educação, um tema que despertou muito interesse pelo fato de a ferramenta ser bastante nova – e promissora.

Logo depois, uma rápida mesa para debater algumas perguntas feitas no chat sobre as 2 apresentações, da qual inclusive participei, e em que discutimos, dentre outros assuntos, o uso do Second Life em educação. A Folha Dirigida publicou uma matéria sobre a mesa: Second Life na EAD é tema de debate no III Simpósio Virtual.

Helio Chaves Filho (Seed), que tem sido presença marcante nos eventos de EaD, fez uma belíssima apresentação sobre Políticas Públicas para Educação a Distância. Ele é sempre muito seguro e coerente na defesa das políticas do MEC, apesar se mostrar sempre aberto ao debate, como aliás a Seed tem se caracterizado.

Ocorreu então uma mesa redonda muito interessante, Perspectivas do Mec para a EaD, que contou também com Blanca Martin Salvago (UCDB Virtual) e Robson Santos da Silva (EAD Amazon e Diretor ABED), mediada por Ricardo Nantes (Diretor-Presidente do Portal Educação). O debate foi de altíssimo nível, com a discussão de várias questões feitas pelo chat, num exemplo típico de interação online.

Depois da mesa, a palestra WEB 2.0: o poder do compartilhamento nas redes sociais do Robson Santos da Silva. Foi um prazer muito grande conhecê-lo e fiquei muito honrado quando ele disse que o livro Second Life e Web 2.0 na Educação: o potencial revolucionário das novas tecnologias foi essencial para alterar e moldar sua visão sobre a EaD. Robson foi o organizador de todas as atividades realizadas no Moodle durante o 7º Senaed, um belíssimo trabalho, além do que ele desenvolve na Amazônia. Um parceiro que já era virtual, e agora real, com o qual espero desenvolver vários outros projetos.

A seguir, Ricardo Nantes falou sobre Gestão da Qualidade em Empresas de EaD, entregando todo o ouro do sucesso do Portal – não percam o vídeo!

Chegou então a minha vez, com Games em Educação: como os nativos digitais aprendem, em que fiz uma apresentação de alguns pontos do meu novo livro. Fiz uma brincadeira com um dos câmeras e respondi a perguntas durante a própria apresentação, quebrando um pouco o protocolo.

Depois de mim, a fascinante Susane Martins Lopes Garrido (UNISINOS) teve que resumir sua palestra Gestão da Educação a Distância de 1 para 1/2 hora, por causa do caos da viagem de São Paulo, mas mesmo assim conseguiu ser brilhante – como sempre. Susane é maravilhosa em todos os sentidos: tem uma presença incrível no palco, elabora com muita propriedade seus pensamentos, é sempre extremamente crítica, faz uma ligação muito bonita entre teoria e prática, apresenta diversos cases etc. Enfim, uma pessoa que todos que gostam de EaD devem acompanhar, porque sempre aprendemos com ela.

Para encerrar, tive o prazer de participar da mesa Perspectivas Tecnológicas para EaD com Robson Santos, Ricardo Nantes e Hélio Chaves Filho, tendo como mediador e provocador André Akagi. Apesar do título da mesa, conseguimos discutir um pouco o problema do tutor R$ 600,00 – segundo o Hélio, os R$ 600,00 deveriam ser uma bolsa para o professor presencial trabalhar no online, e ele deveria ter as 20 horas liberadas do trabalho presencial para exercer sua função de tutor – é isso o que está acontecendo? Tema que, aliás tomou conta das discussões da #eadsunday no Twitter, neste domingo. Se você ainda não sabe do que se trata, cf. #eadsunday & #followsundae e apareça no próximo domingo! Mas outros temas interessantes também surgiram, ligados a tecnologia, não percam o vídeo!

Tive a honra de conhecer as instalações do Portal Educação e os colaboradores que desenvolvem um maravilhoso trabalho. Depois desse furacão, com alto nível de interação online, tanto nas videoconferências quanto no Second Life, precisamos parar para repensar se é possível um evento ainda mais impactante para a EaD. Parabéns a todos!

Algumas mensagens sobre o Simpósio no Twitter:

@deborawachholz O III Simpósio Virtual de EaD foi maravilhoso! Parabéns ao @portaleducacao pela organização! Ouvir o @joaomattar é sempre muito bom!

@rvalongo III Simpósio Virtual de EaD foi mesmo muito bom. Parabéns @joaomattar pela palestra, e ao @portaleducacao pela organização e d+ temas.

@juliethur Assisti ao III Simpósio Virtual de EAD no portal e-educação. Muito Bom! Como os nativos digitais aprendem? Games educativos

@FatimaTrombini Depois de participar do III Simpósio Virtual de EaD… Muito legal!

@amchagas Participei do III Simpósio Virtual de EaD, muito bom. A unisinos fez 30.000 OA em 8 meses, coisa de louco, ou melhor de profissional.

@carol_franco III Simpósio Virtual de EAD… perfect… e Viva a EAD..27/11 Dia Nacional da EAD

@MaraMontes Participando do III Simpósio Virtual de EaD. Muito bom!

@sergiodamy Participando do III Simpósio Virtual de EaD no Portal Educação. Bom nível das palestras, portando novas informações em e-learn.

@NeadSENAIES excelente a Palestra sobre Planejamento e desenvolvimento de cursos on-line. #3simposioead

@fernandocassola GR8 Tool – Hoje a decorrer no Brasil mas que pode ser seguido online, III Simpósio Virtual de EaD http://ow.ly/FYaK, fantástico!

@lysfigueredo Muito boa a palestra do João Mattar – sempre trazendo novidades na tentativa de transformar o aprendizado em algo divertido. #portaleducacao

carol_franco

@carol_franco João parabéns pelo Simpósio de EAD adorei a dica sobre games, ah quero um autografo no meu livro hem

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Gol contra

O “daqui a pouco embarco para Campo Grande”, do post anterior, acabou sendo bem mais longo do que o planejado, surreal.

Como eu dava uma aula das 17:40 às 19:20, decidi ir de táxi para a universidade e de lá direto de táxi para o aeroporto. Meu voo só saía às 22:30, mas assim eu não tinha que pegar trânsito para voltar para casa (e teria que esperar até as 20:00 por causa do rodízio), e depois teria que pegar de qualquer maneira um táxi para o aeroporto.

Quando saí de casa, começava aquela chuva torrencial que caiu na quinta. Dei aula, peguei um táxi (e um pequeno engarrafamento para chegar em Congonhas), mas cheguei bem mais cedo do que o previsto, deu para cortar o cabelo e encontrei com a Susane (que vinha de Porto Alegre) e o Fernando (que embarcava de São Paulo).

Parecia que eu tinha me livrado do stress, mas os voos estavam algumas horas atrasados e como só levanta avião de Congonhas até as 23 horas, previmos que nosso voo não sairia. Mas ficamos conversando, até aí tudo bem.

De repente, chamaram os passageiros do voo (da Gol, já devia ter dito), quase ficamos para trás, entramos no avião, tudo pronto para sair… mas o comandante informa: infelizmente, morremos na praia. Faltavam alguns minutos para as 23 horas, estávamos prontos mas havia ainda alguns aviões na fila, então não daria tempo.

Aguardamos um pouco no avião e então nos informaram que o voo sairia de Cumbica à 1 da manhã. Menos mal.

Saímos então do avião e fomos seguindo o fluxo. Paramos um pouquinho para perguntar para uma pessoa da Gol como deveríamos fazer com nossas malas, e nos informaram que deveríamos retirá-las para levar a Cumbica, e lá fazer um novo check-in. Neste momento nos separamos do que tinha restado do nosso grupo, que na verdade nem sabíamos mais onde estava; subimos uma escada rolante, para procurar a entrada para o local da retirada das malas, aí encontramos com um grupo vindo de um lugar sem saída, mas que também estava indo para lá e indicou a direção. Achamos, naturalmente, que eram do nosso voo, mas agora já desconfio que não.

Pegamos as malas, a Susane foi ao banheiro, o Fernando esperou e eu fui para a saída, entender o que estava rolando. Ninguém da Gol, nesse percurso todo, para informar nada, nem mesmo na saída. Eu é que vi, do outro lado da rua, um ônibus, e então atravessei. Perguntei se eu deveria pegar aquele ônibus e me informaram que sim. O ônibus lotou antes de o Fernando e a Susane chegarem, mas me informaram que eles iriam no próximo.

Aí começamos a nos falar por celular, porque não chegou mais nenhum ônibus em Congonhas e a coisa virou um caos geral. Eu disse então para eles que chegando lá me informaria, porque eles já estavam ficando com medo de perder o voo, previsto para a 1 da matina.

Cheguei em Cumbica e entrei direto para o portão de embarque (direcionado por funcionários da Gol), sem passar pelo check-in porque não tinha malas. Parei então no balcão da Gol e perguntei sobre o meu voo, que ia para Campo Grande mas ainda não aparecia no painel. A moça me informou que ainda não tinham colocado no painel mas logo colocariam. Realmente, os voos que apareciam eram anteriores ao meu. Eu perguntei então dos meus amigos que estavam ainda em Congonhas com medo de perder o voo, mas eles disseram para não se preocupar porque o avião não sairia antes de eles chegarem, e que eles deveriam vir.

Liguei então para eles, que acabaram pegando um táxi, já que não chegou mais ônibus nenhum. Fiquei então esperando na sala de embarque.

Vários outros voos foram saindo, e num determinado momento a cena ficou surreal: eu fiquei sozinho na sala de embarque, e aí tive certeza de que não tinha ninguém lá do nosso voo. Liguei então para o Fernando, que disse que o pessoal tinha ficado para trás mesmo, que outras pessoas do nosso voo estavam embarcando com eles de táxi. Eu até brinquei: tudo está parecendo surreal, você não está armando uma realidade virtual para mim? rs

Um pouco depois (ou um pouco antes) vi a nossa tripulação chegando e se encaminhando para um portão, então fiquei mais tranquilo – eles deviam estar se preparando para o nosso voo, que deveria sair logo, mas atrasado.

Mas um pouco depois me liga o Fernando – é melhor você sair daí, porque o voo foi cancelado! Fui até o balcão de embarque e então me disseram: não entendemos por que a Gol mandou vocês aqui, de Congonhas, pois não havia voo nem aeronave! E eu disse (ou nem sei se disse, pois já estava esgotado, eram mais de 2 da manhã) – mas eu perguntei aqui, quando cheguei, e vocês disseram que o voo ia sair, e para os meus amigos que estavam em Congonhas virem para cá!

Então fui encontrar com o Fernando e a Susane no check-in, e eles já estavam remarcando o voo para as 13:00, de Congonhas! Os funcionários da Gol no check-in disseram a mesma coisa – não sei por que mandaram vocês para cá de Congonhas. Bom, nós 3 estávamos de muito bom humor, apesar de esgotados, então não discutimos nem brigamos, como faziam vários outros passageiros, aliás desde Congonhas. Perguntei então para eles: quem está atendendo vocês, para remarcar o voo? e a Susane mostrou uma atenciosa funcionária, que pegou o meu bilhete.

Um pouco depois, voltou outro funcionário com os documentos da alteração do voo do Fernando e da Susane, do hotel e do táxi de volta para São Paulo, e então perguntei do meu. A simpática funcionária então disse: o senhor vai pela Ocean Air às 05:30 (da manhã!), pois está junto com ele e precisam embarcar de qualquer jeito. Um olhou para a cara do outro, sem saber o que dizer. Eu estava junto com o Fernando e a Susane, mas ao nosso lado havia um senhor que insistiu que não podia embarcar às 13 horas, então conseguiu um jeito de embarcar num voo da Ocean Air. Mas eu não estava com ele! Perguntamos então se não havia mais vagas no voo da Ocean Air, e nos disseram que não. O ideal seria então a Susane embarcar pela Ocean Air, pois ela tinha uma apresentação logo pela manhã, mas também disseram que isso não seria mais possível, porque tudo já estava resolvido, e tinham conseguido o voo às 05:30 da manhã, que eu tanto queria! Nós rimos muito (porque como disse, apesar de completamente esgotados, estávamos de muito bom humor), eu então me despedi deles e comecei a seguir a simpática funcionária e o outro passageiros em direção ao balcão da Ocean Air. E o Fernando e a Susane voltaram de táxi para São Paulo, para embarcar no voo das 13:00 – o que também parece que não foi rápido.

No caminho até a Ocean Air, descobri que a simpática funcionária da Gol, depois daquele tumulto todo, iria estudar para uma prova de Metodologia no dia seguinte, eu disse que era professor de Metodologia e então, depois de acertar a troca do bilhete, ficamos estudando para a prova dela juntos! O final pelo menos foi feliz, mas embarquei apenas às 05:30, dormi apenas 1 hora e meia e passei o dia todo seguinte no III Simpósio Virtual de EaD.

E, como deu para perceber, foi um equívoco atrás do outro da Gol. Na saída do avião, ainda em Congonhas, não houve um acompanhamento adequado dos passageiros, tanto que muitos se dispersaram do grupo, como nós. Lá mesmo, para os que continuaram juntos (nós já não estávamos mais no mesmo grupo), foi anunciado que o voo tinha sido cancelado. Depois disso, tanto no meu embarque no ônibus para Cumbica, quanto no embarque do Fernando e da Susane, nos orientaram que devíamos seguir para Cumbica. Em Cumbica, me encaminharam do ônibus para o portão de embarque. No portão de embarque, me informaram que o voo sairia de lá e logo seria anunciado, e que quem estava em Congonhas deveria vir para Cumbica. Depois, ainda me colocaram num voo da Ocean Air, sem eu pedir, e os meus amigos, que precisavam embarcar mais cedo do que eu, num voo que saía apenas às 13:00!

Que Gol contra!

Mas pelo menos o III Simpósio Virtual de EaD foi ótimo (próximo post) e a volta TAMbém!

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Voando para Campo Grande

Daqui a pouco embarco para Campo Grande, onde amanhã participo do III Simpósio Virtual de EaD no Portal Educação.

Já são mais de 6.000 inscritos, e é tudo gratuito e online, com direito a certificado, não perca!

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ANPED 2008

Com mais de 1 ano de atraso, finalmente consegui sentar neste feriado e colocar em ordem minhas anotações sobre a Reunião Anual da Anped, realizada em Caxambu em 2008 (este ano já teve a outra!).

Criei uma página, na qual devo apenas mexer mais um pouquinho, para acertar algumas anotações que ficaram um pouco soltas e colocar alguns vídeos que ainda estou enviando para o YouTube, mas já dá para vocês se divertirem!

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#eadsunday & #followsundae

Uso o Twitter e o Facebook há bastante tempo, mas hoje aconteceu uma coisa nova e espontânea, que pelo menos para mim ainda não tinha rolado.

Por sugestão de um Tweet do @mariocamarao
preciso ser mais atento e saber quem me segue. Hj descobri a professora @mtonus ty por me seguir. #follownow!

comecei a seguir a @mtonus, que logo lançou um tweet
@mariocamarao Obrigada pela indicação… novos followers interessantes pintando por aqui :-)

Meio que simultaneamente (e esse é um dos pontos altos dos microblogs), o @rafael_parente lançou o tweet
Acho ótimo! Época _Projeto de lei quer limitar número de alunos por sala http://bit.ly/4QF4nj

ao qual eu respondi
Que tal limitar alunos por tutor em EaD?

Como os meus tweets vão para o meu Facebook, por lá automaticamente a Eliana Guedes e o Gentil Gonçales Filho começaram a discutir o tema, transformando magistralmente o recurso de comentários do Facebook em um fórum. E paralelamente no Twitter começou também a rolar uma interessante discussão, que inclusive gerou alguns tweets meus como:

Aliás, por que não um Projeto de Lei para obrigar que tutores sejam professores, e não mão-de-obra explorada como são? @rafael_parente

e o conciso:

Tutor é professor, tutor é professor, tutor é professor, tutor é professor, tutor é professor, tutor é professor, tutor é professor!

Rapidamente @camilasantana @NeliMaria @erionline @sinprovales @miforcal @pgsimoes & @grazielles se juntaram à conversa, a Camila sugeriu uma tag e ela brotou:
#eadsunday

O Tweet da @mtonus
@mariocamarao Continue com o #followsunday Está muito bom

gerou minha resposta
poderia ser um follow Sundae, todo mundo correndo atrás de sorvetes hj!

e em seguida
Follow Sundae – todo mundo correndo atrás de um sorvete hoje!

Isso para não lembrar que tinha um camarão no meio de tudo!

Então, a partir de agora, já temos uma tag para as conversas sobre EaD no Twitter aos domingos, entre brasileiros, portugueses e quem aparecer:
#eadsunday

e a sugestão para seguir os participantes:
#followsundae

Será um prazer encontrá-lo no Twitter aos domingos!

Agora vou almoçar e de sobremesa…

Em 29/11 rolou a segunda rodada, de peso, confira. Em dezembro os debates continuaram aos domingos e já tivemos uma primeira rodade em 04/01, estreando 2010!

Cf. como foi em 31/01/2010, 14/02/2010 e 21/02/2010, cada resumo feito por pessoas diferentes e espontaneamente! Em 28/02/2010, o Paulo Simões propôs o tema PLE – Personal Learning Environment e inclusive uma atividade durante a semana, e registrou as propostas em um post no seu blog.. Em 28/03 a festa começou cedo e agitada, e antes da metade do dia o Renato já tentou capturar algumas das falas em Enquanto rolava o #eadsunday, e um pouco depois o Breno completou com Mais uma domigueira – tuitando sobre o twitter.

De lá para cá (10/2010), muita gente andou registrando os #eadsundays, inclusive o Breno várias vezes. Não indiquei ainda os links aqui no post, mas coloquem nos comentários, depois então passo para cá.

Na lista de hashtags educacionais do Cybraryman, o #eadsunday aparece!

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