Horizon Report 2009

JOHNSON, L.; LEVINE, A.; SMITH, R. The 2009 Horizon Report. Austin, Texas: The New Media Consortium, 2009. Resenha de João Mattar.

Eu tinha analisado por aqui o Horizon Report 2008, relatório produzido em conjunto pelo NMC – New Media Consortium e pela Educause, e agora está disponível o 2009, em versões web e pdf.

Executive Summary

O Horizon Report 2009 é o sexto da série, que procura identificar e descrever tecnologias emergentes que devem causar um impacto amplo no ensino, no aprendizado, na pesquisa e na expressão criativa em organizações focadas no aprendizado. No horizonte de 1 ano, são mencionadas dispositivos móveis e computação nas nuves; de 2 a 3 anos, geo-tudo e web pessoal; de 4 a 5, aplicações com consciência semântica e smart objects.

O relatório aponta também tendências essenciais que devem afetar a aprendizagem nos próximos anos:

(a) a crescente globalização continua a afetar a maneira como trabalhamos, colaboramos e nos comunicamos, e as tecnologias desempenham um papel primordial nessa tendência;

(b) a noção de inteligência coletiva está redefinindo como pensamos sobre ambiguidade e imprecisão;

(c) experiências e afinidade com games como ferramentas de aprendizagem é uma característica universal crescente entre aqueles que entram na educação superior e na força de trabalho – é mencionada a pesquisa Teens, Video Games, and Civics, que mostra que o uso de games é praticamente universal entre os jovens (confira o questionário). Por isso, os métodos tradicionais de estudo não conseguem mais envolver os alunos.

d) ferramentas de visualização têm tornado a informação mais significativa e os insights mais intuitivos, sendo então necessária uma alfabetização visual;

e) telefones móveis têm se beneficiado de inovações sem precedentes, em função da competição global.

São também apontados desafios críticos para as organizações de aprendizagem:

a) Há uma necessidade crescente de instrução formal em novas habilidades essenciais, incluindo alfabetização em informação, alfabetização visual e alfabetização tecnológica. Os alunos precisam ser adeptos da tecnologia, colaborar com colegas, compreender design básico e códigos.

b) Os alunos são diferentes, mas muito material educacional não é. Métodos de avaliação, de ensino, ferramentas e materiais precisam se modificar para se adequar ao aluno de hoje.

c) Mudanças significativas estão ocorrendo nas maneiras como a pesquisa acadêmica tem sido conduzida, havendo a necessidade de inovação e liderança em todos os níveis da academia. O formalismo e a estrutura da pesquisa acadêmica soam estáticos e mortos para os novos alunos.

d) Espera-se, especialmente da educação pública, que meçamos e provemos, por avaliação formal, que nossos alunos estão aprendendo.

e) A educação superior está enfrentando uma grande expectativa para usar dispositivos móveis e oferecer serviços, conteúdo e mídia através deles. Essa é uma oportunidade para a educação superior atingir seus participantes de uma maneira nova e interessante.

No mês que vem (03/2009) deve sair o primeiro Horizon Report para a educação básica e o ensino médio.

Time-to-Adoption: One Year or Less

Mobiles

Um único dispositivo móvel pode hoje fazer ligações, tirar fotos, gravar áudio e vídeo, armazenar dados, música e vídeos, e interagir com a Internet, tornando questionável a necessidade de um computador pessoal. Dispositivos móveis nos mantêm em contato com informações e atividades que desejamos enquanto estamos em movimento.

São mencionados aplicativos como TinEye Music e Snap-Tell, que gravam fotos, Shazam, que grava música, mas oferecem também diversos serviços complementares.

São citados vários exemplos de uso de dispositivos móveis em educação: SpaceTime e QuickGraph, calculadoras gráficas que mostram gráficos em 2D e 3D; iStanford e iGFU, aplicativos que fornecem uma série de informações sobre o campus universitário; iPhone in Medicine faz uma revisão de recursos que podem ser utilizados em medicina; MAAP – Mapping the African American Past agora inclui uma versão para mobile; a Seton Hall University conduz Mobile Initiatives sobre o uso de mobiles no ensino, aprendizagem e redes sociais; pesquisadores do Centre for Applied Research at SIM University desenvolveram o SMSRS – Short Messaging Service Response System, que incorpora SMSs dos alunos aos sites dos cursos.

Sugestões de leituras:

The Future of the Internet III – previsões sobre tecnologia e seus papéis para o ano de 2020.

Next Generation Mobile Networks: Industry Leaders on Challenges Ahead – resumo de comentários de vários líderes da indústria em uma sessão na NGMN Industry Conference em Junho de 2008.

Time to Leave the Laptop Behind – artigo que explora a tendência, entre homens de negócios que viajam, de utilizar mais smartphones do que laptops.

Voice in Google Mobile App: A Tipping Point for the Web? – post que discute reconhecimento de voz para ser utilizado com Google Mobile App for iPhone.

Delicious: Mobile – recursos adicionais para este tópico do relatório.

Cloud Computing

Muitos aplicativos web distribuem seu poder de processamento, aplicações e sistemas por várias máquinas, tornando o armazenamento de dados e ciclos de processamento extremamente baratos. São mencionados 3 tipos distintos de serviços de computação nas nuvens.

As reflexões que o relatório traz sobre o uso da computação nas nuvens para a educação, explorei com o Valente no nosso Second Life e Web 2.0 na Educação. São mencionadas 2 ferramentas que ainda não explorei: splashup, para edição online de fotos; e SlideRocket, para compartilhamento de apresentações.

São mencionados vários exemplos de usos educacionais: Science Clouds, um projeto voltado para ciências; Earthbrowser, para meteorologia; Cloud Computing Testbed, da University of Illinois at Urbana-Champaign, em computação; Into the Cloud: Our 5 Favorite Online Storage Services, post sobre serviços de armazenameto de arquivos; Open Science Grid, voltado para ciências; Parallel Computing with Mathematica 7, computação; e Virtual Computing Lab at North Carolina State University, também computação.

Leituras complementares:

Cloud Computing Expo: Introducing the Cloud Pyramid – artigo sobre os tipos de serviços permitidos pela computação nas nuvens.

How Cloud Computing is Changing the World – artigo sobre as mudanças em nosso pensamento geradas pela computação nas nuvens.

The Cloudworker’s Creed – post muito interessante que introduz o conceito do cloudworker (trabalhador nas nuvens), o profissional da informação do futuro.

The Tower and the Cloud: An EDUCAUSEAUSE eBook, livro indispensável de que já tinha falado no post Web 2.0 na Educação.

Use of Cloud Computing Applications and Services – relatório sobre usuários de aplicações baseadas nas nuvens.

Web 2.0 and Cloud Computing – post que descreve 3 tipos de computação nas nuvens e considera o impacto de cada um nos negócios.

Delicious: Cloud Computing – recursos adicionais sobre o tópico.

Time-to-Adoption: Two to Three Years

Geo-Everything

Tudo na Terra tem uma localização que pode ser expressa por 2 coordenadas, e com as novas ferramentas de geolocalização é muito simples determinar e capturar a localização exata de objetos físicos (e de onde, p.ex., fotos são tiradas), e então trabalhar com esses dados. São mencionados aplicativos como Radar, Buzzd, Trak, Twinkle, Collage, Mobile Fotos, Photo Finder – ATP Electronics, Nikon GP-1, GPS Trackstick, Google Maps, Google Earth e Flickr Maps.

Geolocalização automática e a posterior manipulação dos dados obtidos abre oportunidades para pesquisas de campo em ciências, ciências sociais, estudos de observação social, medicina e saúde, estudos culturais e outras áreas. Bancos de dados abertos como os listados na Academic Info podem agora ter seus dados visualizados em uma variedade de formatos. É também mencionado Drop.io Location, recurso para dispositivos móveis. São ainda mencionados usos educacionais em literatura, medicina e aprendizado baseado em games (cf. Local Games Lab).

Várias aplicações e referências para geo-tudo são mencionadas: CommunityWalk, Geocoding with Google Spreadsheets (and Gadgets), Geonames, The Mapas Project, Mediascape, Next Exit History e Paintmap.

Leituras adicionais: 7 Things You Should Know about Geolocation, Geotagging Photos to Share Fieldtrips with the World, How Your Location-Aware iPhone Will Change Your Life, Location Technologies Primer, Notes from the Classroom: Exploring Literary Spaces via Google Earth e Delicious: Geo-Everything.

The Personal Web

O volume de informações disponível na web é hoje imenso, e para lidar com isso há ferramentas e serviços para organizar e configurar esse conteúdo dinamicamente como widgets, tags, feeds, agregadores etc., permitindo que o usuário customize a web de acordo com seus próprios interesses, criando ambientes pessoais de aprendizagem.

São mencionados serviços de produção colaborativa com foco em educação, como Flat World Knowledge (de que já falei por aqui) e WeBook (em que você produz um texto colaborativamente primeiro na web, que depois pode ser publicado caso seja bem avaliado). Apesar dos problemas relacionados a direitos autorais, propriedade e revisão, essas ferramentas de produção de conteúdo colaborativas têm sido cada vez mais utilizadas. Professores podem editar textos, e alunos e professores podem desenvolver produções em grupo. São também mencionados os “catálogos de links online”, como Delicious e Diigo, que utilizam tags para salvar os links, e Zotero, para organizar referências bibliográficas em browsers. Swurl e FriendFeed organizam o material publicado por uma pessoa em um stream de atividade, permitindo que os alunos, p.ex., organizem seus porfólios online. Um usuário pode ser também compartilhado por todos em um curso. Um ferramenta em desenvolvimento para esses objetivos, voltada para a educação, é FRESCA, da California State University.

O site do curso Advanced Library Research, no Buffalo State College, fornece informações básicas sobre como utilizar ferramentas para bookmarks acadêmicos e aplicativos portáteis. O Open Publishing Lab, no Rochester Institute of Technology, desenvolve uma série de projetos interessantes em novas mídias e publicações. Uma pesquisa na Montclair State University está investigando o potencial do uso de PageFlakes para ensino de italiano.

São ainda mencionados vários exemplos de aplicações educacionais da web pessoal:

First-Year Composition at UWF é o site da University of West Florida para ensino de composição.

Omeka é uma plataforma muito interessante de publicação, gratuita e de código aberto, para pesquisadores, bibliotecários, arquivistas, profissionais de museus, educadores e entusiastas culturais.

OpenSophie é um software de código aberto para produção e leitura de documentos midiáticos em rede.

São ainda mencionados algumas comunidades de blogs acadêmicos em universidades, como: UMWBlogs, da University of Mary Washington; UcalgaryBlogs, da University of Calgary; Blogs@Baruch, do Baruch College, City University of New York; The Blogs at Penn State, da Pennsylvania State University; e UBC Blogs, da University of British Columbia.

SmARThistory, um site bem interessante de história da arte, que se propõe a ser um substituto de livros-texto para a disciplina.

Stories that Fly, histórias digitais sobre aviação geral.

Leituras adicionais sugeridas:

Datagogies, Writing Spaces, and the Age of Peer Production, artigo que descreve o uso de tecnologias p2p por professores para criar e discutir pedagogia e recursos, sugerindo que um tipo diferente de aprendizado ocorre nessas comunidades. Há no artigo uma lista de diversos wikis utilizados para educação.

The Evolution of Personal Publishing, de que eu já tinha falado por aqui em Blogs, Redes Sociais e MicroBlogs.

Free Digital Texts Begin to Challenge Costly College Textbooks in California, artigo que discute a posição dos fornecedores de textos digitais de código aberto e gratuitos no mercado geral de livros-texto.

Personal Learning Environment Diagrams é uma coleção muito interessante de representações visuais de diferentes descrições de ambientes pessoais de aprendizagem, apresentadas em uma página wiki.

A Widget Onto the Future descreve widgets e apresenta exemplos de alguns desenvolvidos especificamente para a educação.

Delicious: The Personal Web expande dinâmica e colaborativamente os recursos apresentados neste tópico.

Time-to-Adoption: Four to Five Years

Semantic-Aware Applications

Aplicações com consciência semântica são ferramentas desenvolvidas para utilizar o significado da informação na Internet para fazer conexões e fornecer respostas que exigiriam muito mais tempo e esforço. Há abordagens com e sem tags para o desenvolvimento dessas ferramentas.

São mencionadas ferramentas de busca: TrueKnowledge, Hakia, Powerset, SemantiFind e SearchMonkey; ferramentas para gerar conexões entre pessoas ou conceitos: Calais, Zemanta, TripIt; e para propaganda: Dapper MashupAds e BooRah.

Aplicações em educação são ainda raras, mas são mencionadas: Twine – uma rede social organizada ao redor de tópicos de interesse, WorldMapper – que produz mapas que se modificam visualmente em função dos dados que eles representam, as pesquisas desenvolvidas no Multimodal Information Access and Synthesis (MIAS) Center na University of Illinois at Urbana-Champaign, os projetos da Fundación Marcelino Botín em Santander – Espanha, o Powerhouse Museum of Science and Design em Sydney – Austrália que tem utilizado tags em seu catálogo de obras, o projeto protótipo de direito da Autonomous University de Barcelona, Cleveland Clinic que utiliza conceitos semânticos da web para buscar dados de pacientes, Semantic Mediawiki que é uma extensão do Mediawiki, Semantic UMW da University of Mary Washington, SemantiFind – um plugin de browser que funciona com a barra de buscas do Google, e SIOC.Me – ferramenta de visualização semântica.

Leituras complementares sugeridas:

An Introduction to the Semantic Web, um vídeo do YouTube:

On the Cusp: A Global Review of the Semantic Web Industry, post.

The Semantic Web in Education, artigo.

Semantic Web: What is the Killer App?, post.

Yahoo Embraces the Semantic Web — Expect the Internet to Organize Itself in a Hurry, post.

Delicious: Semantic-Aware Applications, recursos adicionais sobre este tópico.

Smart Objects

Um objeto que funciona como um link entre o mundo real e o mundo da informação, que tem consciência de si mesmo e de seu ambiente. Um objeto físico que inclui um identificador único que pode rastrear informações sobre o objeto. Pode-se visualizar um futuro em que as linhas entre um objeto físico e a informação digital tornar-se-ão pouco claras. Pode-se falar da “internet das coisas”, já que a busca por objetos no mundo real poderá ser realizada da mesma forma que na Internet.

Tikitag e Violet’s Mir:ror oferecem leitores de tags USB baratos, e as informações dos objetos (como livros) podem então ser manipuladas por computadores.

Bibiliotecas são um alvo óbvio para esses aplicativos. O projeto ThinkeringSpace, do Illinois Institute of Technology’s Institute of Design, tem experimentado além de smart tags, adicionando informações aos livros.

Semapedia é um projeto que pretende conectar objetos físicos à informação disponível na wikipedia utilizando códigos QR (quick response). O Attendee Meta-Data Project foi desenvolvido durante a 2008 HOPE – Hackers on Planet Earth conference para conectar as pessoas.

Pesquisadores e alunos na University of Arkansas criaram um ambiente de hospital simulado no Second Life para testar as implicações práticas e sociais de utilizar taggs e rastrear pacientes, funcionários, produtos etc. Na Purdue University, pesquisadores desenvolveram um pequeno smart object para injetar em um tumor.

Vários outros exemplos são mencionados: Arduino, uma plataforma; Home-Based Health Platform, para acompanhar pacientes; iPhone in Education: Using QR Codes in the Classroom, que explica e demonstra o uso de código QR para passar lições de casa para os alunos; UW Team Researches a Future Filled with RFID Chips, que está explorando os aspectos positivos e negativos de rastrear os movimentos de pessoas em um ambiente social.

Leituras adicionais sugeridas:

Internetting Every Thing, Everywhere, All the Time

The Net Shapes Up to Get Physical

Thinkering Spaces in Libraries

When Blobjects Rule the Earth

Delicious: Smart Objects

Enfim, um senhor relatório, que exige algumas horas de leitura, e várias para explorar todos os recursos mencionados.

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Publicado em Computação, EaD, Educação, Resenhas | 4 comentários

Fluxo e Senso Crítico

Esta é uma questão que me angustia desde que li sobre o estado de fluxo em games.

É comum considerar que um dos objetivos da educação é desenvolver o senso crítico.

A experiência de fluxo (reli e resenhei nestes dias Flow: the psychology of optimal experience) seria compatível com o senso crítico? O senso crítico não pressupõe a capacidade de estar dentro e fora da experiência ao mesmo tempo? De múltiplas perspectivas? De ficar em dúvida? E o fluxo não pressupõe justamente o contrário?

Na semana passada lancei esta questão no nosso encontro no Second Life, no curso Educational Games and Simulations. O professor é o David Gibson, um dos editores de Games and Simulations in Online Learning, e autor do recém publicado Digital Simulations for Improving Education Learning Through Artificial Teaching Environments. Ele reconheceu a complexidade da pergunta porque também ficou em dúvida. Primeiro ensaiou uma resposta – não poderíamos super racionalizar o conceito de senso crítico, mas depois repensou que, sempre que falamos de senso crítico, pressupomos a capacidade de falarmos de nós mesmos, de nos enxergarmos. Ora, mas o conceito de flow, desenvolvido por Mihaly Csikszentmihalyi, pressupõe justamente a falta de consciência sobre o self.

Eu ainda pensei, durante a interessante conversa – mas falta de consciência sobre o self não significa impossibilidade de múltiplas perspectivas, de estar dentro e fora da experiência – apenas significa não enxergar o self. Mas parece que nem o Gibson gostou da reflexão. Consciência sobre o self, durante a experiência, parece fazer parte da noção de senso crítico.

Mas depois eu ainda pensei – ok, pode ser que durante a experiência de fluxo você não seja capaz de estar no estado de senso crítico, mas a experiência de fluxo pode ajudá-lo a desenvolver o senso crítico. Depois do fluxo, o self sai mais forte, mais complexo. E senso crítico não é um estado, mas uma capacidade. Então, passar pelo fluxo, mesmo que sem senso crítico, elevaria o nosso senso crítico.

Parece uma solução, mas e a idéia de que devemos atingir o fluxo em nossa vida, como um todo, um contínuo? Any guess?

Publicado em Edtech532, Educação, Filosofia, Games, Reflexões | 4 comentários

My Theory of Learning

Introduction

This is a summary of my personal theory of learning, but speaking about “learning” in a general sense might be misleading. Learning is a relationship involving at least 3 elements: (1) the student, (2) a subject, and (c) the teacher. Each of these variables has the power to radically modify how we define learning.

As Marc Prensky (2007) stresses, contemporary learners have dramatically changed in many ways. Because of that, the data we have collected and the theories we have formulated in the past, about how people learn, might not be useful anymore. Today’s learners have developed new cognitive styles, so we also need to develop new theories of education.

My main experience as a teacher is with adult students in higher education, so this is the learner I will be talking about here. However, usually you will find general observations about “the student” or “the learner”, and hopefully you can link this theory to situations involving different types of learners.

Depending on what you want to teach or learn, you might think about learning in several different ways. A theory about an optimal way to learn facts might be very different from, for example, a theory about how to best develop critical thinking. There is not “the learning”, in a general sense, disconnected from a subject. I have usually been working in humanities as a teacher, so this theory might not work in the same way for biological or mathematical courses – you will have to find out.

Learning also happens without instructors, but the learning I will be talking about here is instructor-based learning. I will somehow be exploring how learning happens in Vygostky’s ZDP (zone of proximal development), that space between what the learner can do by himself, and what he can achieve through interactions with others. Because of that, or because of a fault I might have to correct in the future, I have a hard time separating a theory of learning from a theory of teaching. In some moments, you will read about learning, in others, about teaching, but in many moments learning and teaching might be mixed.

A summarized vision of my theory of learning is that education has to be: (1) student-centered, (2) constructed, (3) authentic, and (d) distributed.

[photopress:My_Theory_of_Learning.png,full,centralizado]

Besides addressing each of these elements, I will also explore the use of games in education and the complex issue of assessment.

Student-Centered

Teaching should be centered on real students, not on an ideal and abstract student. So, teachers need to know their real students, their knowledge and beliefs, and from there design learning experiences:

“[…]the teacher must actively inquire into students’ thinking, creating classroom tasks and conditions under which student thinking can be revealed. Students’ initial conceptions then provide the foundation on which the more formal understanding of the subject matter is built.” (Bransford, 2000, p. 19)

Teaching might use multiple instructional strategies to support different learning styles, like visua/verbal, visual/nonverbal, auditory/verbal, tactile/kinesthetic etc., as well as multiple intelligences. Whenever possible, teaching must be individualized.

Teachers should stimulate customization of learning and the development of personal learning environments by students. Students should participate on the decisions related to their process of construction of knowledge and the criteria by which they will be evaluated.

Constructed

Learning is an active process: students should explore, search and discover, shaping and reshaping knowledge during the process, and critically monitoring their progress.

Neither the learning outcomes, nor the design, nor the tools, nor the process, nor the path should be pre-defined.

A teacher must be a leader in this construction process, guiding and showing paths. In an ideal community of learning, the differences between teachers and learners should disappear.

I see contemporary education as a process of construction by the student. Building has the sense of construction (like constructing a building), of assembling something with pieces with a pre-defined format, like lego. In this case, there is a limit for the construction, and creativity is blocked. To construct, on the other side, gives the idea of more freedom, of starting from zero and using any kind of material, what looks closer to the philosophy of constructivism.

Learning outcomes are previewed results of learning in a course project design. If the result is already previewed, the process looks more like building a pre-programmed object. I see education much more as an exercise of constructing, in which neither the final results nor the tools to be used are totally defined in advance. Design is also constructed during the process itself: the path and the process should not be defined in advance.

To teach and to learn is though that: to start a construction trip, without a rigid pre-defined direction, in which everything must be constructed – even the ways by which the students will be assessed. So everything becomes more complex.

Learning has a passive connotation. To be in harmony with the new digital natives, it should be replaced by a more active term, like construction.

Authentic

Learning should be anchored and situated in interesting and realistic contexts and situations. Multiple contexts should be used to develop adaptive expertise, supporting transfer of knowledge to reality.

Courses and subjects should interact with each other during the learning process, to develop the capacity of holistically reading reality.

Learning should have a purpose for the student’s life and profession, allowing growth.

The learning process should be stimulating and dynamic, including practical activities, in order to generate engagement, involvement and attention.

Distributed

Learning should be distributed across space, time, different medias and activities etc. Different points of stimulation should be available for the student.

Extra readings should be constantly suggested to students, and extra-classes activities should be stimulated, like research, extension, study groups, technical visits etc.

Game-Based Learning

Videogames are a natural platform for the digital natives, so game-based learning should be deeply explored for this type of education, as a way to better communicate with today’s students.

Games might involve some instructional knowledge, as they retain attention and generate learning. Games also respect different learning styles, working both for the novices, the more experienced, the professionals etc.

Traditional instructional design models were born before games and simulations, so they might not be useful anymore.

“Game designers have a better take on the nature of learning than curriculum designers.” (Prensky, 2007, p. 97)

Learning/enjoyment & work/play frontiers should be challenged to engage students as when they are playing videogames, while developing critical thinking.

Branching stories, interactive spreadsheets, game-based models, virtual labs/virtual products and other types of simulations should be incorporated by teaching and learning, and supported by pedagogic elements.

Assessment

In this model of education, assessment becomes more problematic. If you do not have a pre-defined object, at the beginning of the course, you cannot assess the “result” with a test. You must assess the construction (process) and the constructo (product), but without using as a parameter where you would have liked the student to get, the object you would have liked the student to build. That is to say, the criteria for assessment themselves should be negotiated during the process of constructing.

Different types of assessment activities should be used during the learning process.

Teachers should ask the student to perform activities only when these activities are purposeful, practical and useful for his process of construction of knowledge, that is to say, teachers should not request unnecessary activities simply to occupy students.

The student himself should choose which activities he wants to perform.

Activities should be challenging but able to be completed by students.

All activities, as the process of knowledge construction, should have a quick feedback from the teacher, so that students might be able to use it and reshape their constructions, that is to say, activities to which the student does not receive a feedback, and quick, should not be proposed.

Students should construct something that survives the course and the school and is added to the world wide web conversation, so it can be used by other teachers and students.

Conclusion

I have been working for years with the idea that the digital teacher should build an electronic toolbox to succeed in teaching with technology. In a broader sense, we can talk about a pedagogic toolbox for the teacher to succeed in this new educational environment.

[photopress:My_Theory_of_Learning_2.png,full,vazio]

References

BRANSFORD, John D. et al (Editors). How People Learn: brain, mind, experience, and school. Expanded ed. Washington, D.C.: National Academy Press, 2000.

CLARK, Aldrich. Learning by doing: a comprehensive guide to simulations, computer games, and pedagogy in e-learning and other educational experiences. San Francisco, CA: Pfeiffer, 2005.

CSIKSZENTMIHALYI, Mihaly. Flow: the psychology of optimal experience. New York: Harper Perennial, 2008.

GIBSON, David; ALDRICH, Clark; PRENSKY, Marc. Games and simulations in online learning: research and development frameworks. Hershey, PA: Information Science Publishing, 2007.

GREEN, Timothy D.; BROWN, Abbie; ROBINSON, LeAnne. Making the most of the web in your classroom: a teacher’s guide to blogs, podcasts, wikis, pages, and sites. Thousand Oaks, Ca: Corwin Press, 2008.

HENDRON, John G. RSS for educators: blogs, newsfeeds, podcasts, and wikis in the classroom. Washington, DC: ISTE, 2008.

PRENSKY, Marc. Digital game-based learning: practical ideas for the application of digital game-based learning. St. Paul, MN: Paragon House, 2007.

RICHARDSON, Will. Blogs, Wikis, Podcasts, and other Powerful Web Tools for Classrooms. Thousand Oaks, CA: Corwin Press, 2006.

SOLOMON, Gwen; SCHRUM, Lynne. Web 2.0: new tools, new schools. Washington, DC: ISTE, 2007.

WILLIAMS, Bard. Educator’s podcast guide. Washington, DC: ISTE, 2007.

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How People Learn: Brain, Mind, Experience, and School

BRANSFORD, John D. et al (Editors). How People Learn: brain, mind, experience, and school. Expanded ed. Washington, D.C.: National Academy Press, 2000. Resenha de João Mattar.

Esta é uma das leituras sugeridas para o curso Educational Games and Simulations.

O livro, produzido por muita gente (Committee on Developments in the Science of Learning e Committee on Learning Research and Educational Practice, da Commission on Behavioral and Social Sciences and Education, do National Research Council), e financiado em conjunto pela National Academy of Sciences e pelo U.S. Department of Education, pode ser lido por completo online.

Preface explica que o trabalho inicial do primeiro comitê, publicado em 1999, foi seguido por um trabalho adicional do segundo comitê, publicado em How People Learn: Bridging Research and Practice também em 1999. Esta publicação é uma amplicação dos trabalhos anteriores.

Part I – Introduction

1. Learning: From Speculation to Science defende que as pesquisas das últimas décadas em diversas ciências devem ser incorporadas pela pedagogia. É traçada uma breve história da ciência da aprendizagem, passando por behaviorismo, ciências cognitivas e construtivismo. Uma afirmação feita de passagem me interessa bastante – não podemos confundir uma teoria da pedagogia (ensino) com uma teoria do aprendizado, ou seja, mesmo uma aula tradicional, p.ex., pode envolver construção de conhecimento por parte do aluno. O aprendizado é mais efetivo quando os professores prestam atenção ao conhecimento e às crenças que os alunos trazem consigo, e utilizam esse conhecimento como ponto de partida para o desenho do curso, monitorando as mudanças nas concepções dos alunos durante o processo de aprendizagem. O texto aponta 3 conclusões essenciais das pesquisas sobre aprendizado e suas implicações para o ensino:

1. Os alunos carregam consigo concepções sobre o mundo, e os professores precisam compreender e trabalhar com essas concepções: “[...]the teacher must actively inquire into students’ thinking, creating classroom tasks and conditions under which student thinking can be revealed. Students’ initial conceptions then provide the foundation on which the more formal understanding of the subject matter is built.” (p. 19)

2. Para desenvolver competência em certa área, os alunos precisam ter conhecimento fatual profundo, compreender fatos e idéias em uma estrutura conceitual, e organizar o conhecimento para facilitar sua recuperação e aplicação. Os professores, portanto, precisam ensinar alguns assuntos em profundidade, fornecendo uma fundação firme de conhecimento fatual, além de vários exemplos em que um mesmo conceito possa funcionar. A cobertura superficial de vários tópicos em uma área deve ser substituída, portanto, por uma cobertura profunda de menos tópicos, permitindo que conceitos-chave na disciplina sejam compreendidos.

Um outro ponto interessante – a necessidade de novas ferramentas de avaliação, alinhadas com as novas abordagens para o ensino. Isso foi um ponto que me intrigou muito durante as reuniões de início de ano na Anhembi Morumbi. A instituição tenta inovar adotando uma pedagogia baseada em habilidades e competências, o que por si só já é bastante discutível, porque a “onda” das habilidades e competências parece que já passou – prometo um post sobre isso para logo. Mas supondo que estejamos sendo inovadores, instituindo na universidade uma pedagogia inovadora, que sentido faz introduzir questões de múltipla escolha nas provas, visando a preparar nossos alunos para o Enade? Alguma coisa está errada na combinação de uma pedagogia inovadora com/versus um método de avaliação ultrapassado.

3. Uma abordagem metacognitiva para o ensino pode ajudar os alunos assumirem controle do seu processo de aprendizado, ao definirem objetivos de aprendizagem e passarem a medir seu progresso para atingi-los. O ensino de habilidades metacognitivas deve, portanto, ser integrado no currículo em diversas áreas.

Outra reflexão do texto: não há a melhor prática de ensino universal, mas muitas: aulas expositivas, ensino baseado em textos, ensino baseado em investigações, ensino suportado pela tecnologia, ensino individual ou em grupo etc. Nesta altura, o livro traz uma interessante imagem – FIGURE 1.1 With knowledge of how people learn, teachers can choose more purposefully among techniques to accomplish specific goals (p. 22):

Um conjunto de princípios de aprendizado, como ponto de partida, deve então ser adequadamente combinado com uma seleção de estratégias de ensino mediadas pelo assunto, pelo nível do estudante e pelos objetivos desejados.

Pensando no ambiente de aprendizagem, em seu sentido mais amplo, 4 princípios serão ressaltados no cap. 6: (1) escolas e classes devem ser centradas nos alunos, e os professores precisam prestar atenção ao desenvolvimento dos seus alunos reais, definindo as atividades em função desse público; (2) é preciso prestar atenção ao que é ensinado, por que é ensinado e como parece ser a sua competência ou maestria, ou seja, simplesmente o envolvimento do aluno não é suficiente, e é preciso buscar o aprendizado com compreensão; (3) a avaliação contínua, que torne visível o pensamento do aluno para os professores e colegas, é essencial pois permite que o aluno analise seu progresso, enquanto o professor pode desenhar melhor o ensino; (4) o contexto em que o aprendizado ocorre é essencial, como as normas definidas para a classe e o senso de comunidade desenvolvido, além dos links com o ambiente externo.

Part II – Learners and Learning

2. How Experts Differ from Novices faz uma revisão da literatura que estuda as pessoas que se tornaram experts em determinada área, para analisar como o aprendizado de sucesso ocorre. O especialista: percebe características e padrões significativos de informação; organiza seu conhecimento ao redor de grandes idéias ou princípios; possui um conhecimento ‘condicionalizado’, ou seja, associado a contextos de aplicabilidade; é capaz de recuperar com fluência, pouco esforço, de maneira quase automática e seletivamente, aspectos importantes do seu conhecimento; não é necessariamente capaz de ensinar sua especialidade para os outros (pode, ao contrário, confundir o que é fácil e difícil para um novato, e por isso alguns grupos misturam especialistas e novatos no design de material educacional – cf. Cognition and Technology Group at Vanderbilt 1997. The Jasper Project: Lessons in Curriculum, Instruction, Assessment, and Professional Development. Mahwah, NJ: Erlbaum.); e demonstra flexibilidade nas abordagens de situações novas (o que pode ser denominado adaptive expertise) sendo capaz de monitorar suas abordagens para resolver problemas através da metacognição. Currículos desenhados para ensinar, portanto, deveriam ser organizados em função dessas características.

3. Learning and Transfer estuda o processo de transferência do aprendizado para novos contextos. A educação, no sentido mais amplo, tende a gerar mais capacidade de transferência do que o treinamento para habilidades específicas. O ensino realizado em múltiplos contextos tende também a gerar mais capacidade de transferência do que o ensino realizado em apenas um contexto. A metacognição, que implica a monitoração, por parte do aluno, das suas estratégias e recursos de aprendizado, também afeta a capacidade de transferência. Para provocá-la, o feedback constante é essencial. O conhecimento que o aluno já carrega consigo, assim como suas referências culturais, podem também afetar o aprendizado e a taxa de transferência, e o professor deve identificar esse conhecimento prévio para construir a partir dele.

4. How Children Learn discute como as crianças aprendem. Hoje não se considera mais que a mente das crianças seja uma tabula rasa. São lembrados Piaget e Vygostky, dentre outros pesquisadores, e analisados os aspectos visuais, numéricos e linguísticos no aprendizado da criança, assim como o poder da memória e a capacidade de metacognição, dentre outros fatores.

5. Mind and Brain avalia como as pesquisas sobre mente e cérebro, como na neurociência, podem ser úteis para a educação. Sabe-se hoje que o aprendizado, como p.ex. da linguagem, modifica a estrutura física do cérebro e altera a sua organização. O capítulo estuda ainda o efeito da experiência na nossa memória.

Part III – Teachers and Teaching

6. The Design of Learning Environments discute as implicações dos novos conhecimentos sobre o aprendizado para o design de ambientes de aprendizagem, especialmente escolas. A teoria da aprendizagem nos ajuda a repensar o que ensinar, como ensinar e como avaliar o aprendizado, e a alinhar esses diferentes aspectos, inclusive com as políticas mais amplas de um departamento e mesmo da instituição.

O capítulo faz uma interessante recapitulação de como a teoria da administração influenciou a educação no início do século 1900. As escolas eram pensadas como fábricas para educar a massa, os alunos como matéria-prima de uma linha de produção, os professores entendidos como trabalhadores cujo trabalho era seguir as orientações de seus superiores (os especialistas em eficiência das escolas – administradores e pesquisadores), teste padronizados eram utilizados para medir o ‘produto’, o trabalho dos professores para contabilizar custos e progresso (quase sempre prejudicando o ensino) e a “administração” do ensino realizada por autoridades que tinham pouco conhecimento da prática ou filosofia educacional [Bennett, K.P.; M.D.LeCompte. The Way Schools Work: A Sociological Analysis of Education; Callahan, R. E. Education and the Cult of Efficiency; Kliebard, H. M. Metaphorical roots of curriculum design. In: Curriculum Theorizing: The Reconceptualists, W. Pinar (ed.)]. Uma reflexão que lembra muito a leitura de Otto Peters sobre a história da EaD, em Didática do Ensino a Distância.

O capítulo fala ainda de ambientes centrados no aluno, no conhecimento, em avaliação e na comunidade (a escola como comunidade e a comunidade externa), e de como todas essas perspectivas devem ser contempladas em um ambiente de aprendizagem contemporâneo.

Diferencia ainda avaliação formativa, que oferece feedback contínuo ao aluno durante o curso, de avaliação final, que serve para avaliar o resultado final do aprendizado. O feedback é mais valioso quando os alunos têm a oportunidade de utilizá-lo e revisar seu pensamento enquanto estão trabalhando em um projeto. Avaliações para medir a compreensão dos conceitos devem também ser utilizadas, assim como portfólios, que servem tanto para avaliar o trabalho em progresso do aluno quanto para discuti-lo com o professor, os colegas e a comunidade.

7. Effective Teaching: Examples in History, Mathematics, and Science avalia algumas experiências de sucesso no ensino nessas disciplinas, que combinam uma compreensão profunda da estrutura e epistemologia das disciplinas com o conhecimento dos tipos de atividades que podem ajudar os alunos a entender a disciplina por si próprios, ou seja, do conteúdo da disciplina e de pedagogia. Inicialmente, é citado o exemplo de Barb Johnson, que começa seus cursos com 2 perguntas para os seus alunos: “Que dúvidas vocês têm em relação a vocês?” e “Que dúvidas vocês têm em relação ao mundo?”. Em grupo, as perguntas são depuradas e organizadas, e a discussão é então aberta até se chegar a um consenso sobre a lista de perguntas da classe. Essas perguntas tornam-se então as guias para a elaboração do currículo, o que acaba criando um senso de comunidade de aprendizagem. Vários dos exemplos estudados durante o capítulo no ensino de história, matemática e ciências envolvem aprendizado ativo, construção de modelos por parte dos alunos e atividades em grupo.

8. Teacher Learning investiga as oportunidades para aprendizagem por parte dos professores nos Estados Unidos, que, segundo o texto, não são muitas nem produzem professores criativos. A análise está dividida nos 4 tipos de ambientes de aprendizagem desenvolvidos no capítulo 6, assim como em pesquisas práticas, estudo e treinamento antes da prática pedagógica (que são bastante criticados) e outras questões. O capítulo fala ainda da importância do conceito da aprendizagem por toda a vida, no caso dos professores.

9. Technology to Support Learning explora como as novas tecnologias podem ser utilizadas para aperfeiçoar os currículos com problemas baseados no mundo real; oferecer suporte e ferramentas para melhorar o aprendizado; oferecer aos alunos e professores mais oportunidades para feedback, reflexão e revisão; construir comunidades locais e globais que incluam professores, administradores, alunos, pais, cientistas e outros interessados; e expandir as oportunidades para o aprendizado de professores. Pela data de publicação do livro, percebe-se imediatamente que neste ponto o texto é datado, especialmente nos exemplos mencionados.

Part IV – Future Directions for the Science of Learning

10. Conclusions resume as 6 áreas relevantes para uma compreensão mais profunda dos processo de aprendizagem: o papel do conhecimento prévio no aprendizado; plasticidade e experiências da criança no desenvolvimento do cérebro; aprendizado como um processo ativo; aprender para compreender; expertise adptativa; e aprendizagem como um empreendimento que consome tempo. Além disso, revisa também pesquisas em 5 áreas adicionais que são relevantes para o ensino e ambientes que suportam o aprendizado efetivo: a importância de contextos sociais e culturais, transferência e as condições para uma aplicação mais ampla do aprendizado, a especificidade dos temas tratados nas disciplinas, avaliação para suportar o aprendizado, e as novas tecnologias educacionais. É um apanhado e resumo de tudo o que foi apresentado nos capítulos anteriores.

11. Next Steps for Research apresenta uma longa lista de sugestões para a utilização das conclusões do texto e para pesquisas futuras.

Uma incrível lista de References por capítulos, Biographical Sketches of Committees’ Members and Staff, Acknowledgments e Index (com hiperlinks) encerram o texto.

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O que é isso?

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Johns Hopkins University Press

A Johns Hopkins University Press, estabelecida em 1878 (a mais antiga editora universitária dos Estados Unidos), publica uma quantidade incrível de livros (mais de 5.000 títulos publicados, com a média de mais de 200 títulos por ano!), mais de 50 journals, referências online e Project MUSE (que oferece acesso a conteúdo de revistas de humanas e ciências sociais), tudo da mais alta qualidade e em inúmeras áreas: American Studies, Asian Studies, Literatura, Estudos Clássicos, Cultural Studies, Educação, Cinema, Teatro, Artes Performáticas, História, Estudos Judaicos, Biblioteconomia, Matemática, Medicina e Saúde, Estudos Medievais, Estudos Mediterrâneos, Filosofia, Ciências, Políticas, Psicologia e Psiquiatria, Religião, Tecnologia e Sociedade, e Women’s Studies.

Dentre as revistas, apenas uma pequena seleção:

Journal of the History of Philosophy

Technology and Culture

The Review of Higher Education

Comparative Literature Studies


New Literary History
, uma referência mundial em teoria literária e literatura comparada. O Volume 33, Number 2, Spring 2002, p.ex., tem diversos artigos sobre o anonimato em literatura.


Philosophy and Literature
, uma revista sensacional, que aborda esse espaço interdisciplinar riquíssimo entre filosofia e literatura.

Philosophy, Psychiatry & Psychology

Como é que podemos ter, no Brasil, universidades (sim, universidades) que não publicam uma revista sequer?

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Tecnologias Aplicadas à Educação – Colégio Progresso

De Outubro a Dezembro de 2008, ministrei o Módulo I – Tecnologias Aplicadas à Educação, no curso de Pós-Graduação Educação: Concepção e Conhecimento. O objetivo do curso é promover a formação continuada dos professores que atuam no Colégio Progresso, em Campinas. O curso é oferecido pela Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic, também de Campinas, classificada em 2008 como a segunda melhor instituição de ensino superior do país pelo Índice Geral de Cursos (IGC) do MEC.

Por tudo o que tem sido feito no colégio, pode-se perceber a mesma seriedade da faculdade, ambos controlados pelo mesmo grupo. Primeiro passo: todos os professores do colégio receberam um notebook, metade paga pela instituição e a outra metade financiada, também pela instituição. Durante as aulas, quase sempre ministradas num amplo auditório da faculdade, os professores utilizavam seus notebooks conectados à Internet por rede wireless. Pena que eu não pensei em tirar uma foto! Além disso, o curso é totalmente gratuito.

O meu módulo procurou, dentre outros objetivos, introduzir os professores (ao redor de 100, incluindo assistentes, coordenadores e convidados) a vários recursos da informática, que podem ser utilizados com seus alunos e mesmo em suas atividades profissionais, de pesquisa e pessoais. Muitos professores, como se pode imaginar, tinham uma relação bastante tímida com o computador. O módulo teve 6 encontros presenciais (sexta à noite e sábado o dia todo, em 3 semanas distintas), seguidos de uma série de atividades à distância, além de outras atividades em 3 quintas-feiras.

No primeiro encontro, sexta, 24/10, apresentei o curso, discuti rapidamente as características dos nativos digitais, fiz uma introdução à educação a distância e ao uso de tecnologias em educação, falei um pouco sobre o projeto de pesquisa que eles deveriam realizar para o módulo e abordei normas técnicas para fontes online.

No dia seguinte, 25/10, apresentei inicialmente Algumas ferramentas essenciais, e então, no laboratório do colégio, praticamos o uso do Word para a elaboração de trabalhos científicos, seguindo a ABNT. O mesmo poderia ser feito com o Excel e o Powerpoint, mas infelizmente não tivemos tempo. Apresentei e demonstrei também algumas ferramentas de autoria e de tutoria, e terminamos falando de Ambientes Virtuais de Aprendizagem. Para o nosso curso, já estava aberta uma turma no Moodle. No final do dia, recebemos a visita da Kariene Santos, do SENAI-BA, para apresentar um trabalho maravilhoso que eles desenvolveram há alguns anos, o Projeto CAI.

Nas semanas seguintes, exploramos o Moodle com exercícios, chat, fóruns (discutindo, p.ex., a palestra da Kariene) e um wiki (em que procuramos construir, em conjunto, o perfil do aluno do colégio em relação ao uso de tecnologias). Além disso, disponibilizei vários links no Moodle para os alunos-professores explorarem.

Em 07/11 voltamos a nos encontrar e pudemos discutir as atividades desenvolvidas à distância no Moodle. Falei depois rapidamente de objetos de aprendizagem e bibliotecas virtuais, e então partimos para a web 2.0.

No dia seguinte, 08/11, a professora Laura Coutinho veio gentilmente do Rio de Janeiro compartilhar conosco, durante uma manhã, suas experiências com uso de tecnologia em educação. Após o almoço, apresentei diversas ferramentas da web 2.0, como o Google Docs, blogs, wikis, redes sociais, RSSs e vídeos. Avaliamos também algumas experiências realizadas com tecnologia em colégios no Brasil que têm sido apresentadas em congressos.

Nas semanas seguintes, realizamos várias atividades à distância online, só que agora não mais no Moodle, mas utilizando as ferramentas que estudamos, incluindo leituras e acessos a vários links.

Em primeiro lugar, discutimos a palestra da nossa convidada em um post no meu blog: Continuando a conversa com Laura Coutinho…. Não estávamos mais fechados no nosso Moodle, mas agora expostos ao mundo e inclusive com a palestrante nos acompanhando e interagindo conosco, e o resultado foi bastante diferente da discussão da palestra do Senai, tanto pela menor participação (a atividade, de qualquer maneira, não era obrigatória) quanto pelo tom um pouco mais emotivo, menos técnico e menos polêmico da discussão (o que, de qualquer maneira, também deve ter sido motivado pela identificação dos professores com a palestrante).

Criamos também um wiki, com materiais para as diversas disciplinas ministradas no colégio. Espero que ele continue a ser alimentado e editado, e possa servir de referência para outros professores que trabalhem com educação infantil, ensino fundamental e médio.

Além disso, todos os professores tiveram que realizar uma atividade individual no YouTube, que envolvia a criação de um canal, pesquisa e seleção de vídeos favoritos (relacionados à sua disciplina), pesquisa e criação de uma Lista de Reprodução, desenvolvimento de um vídeo e upload para o seu canal. Eu já tinha colocado por aqui um post sobre essa atividade, mas em seguida vocês podem checar uma lista com todos eles (alguns podem ter sido retirados, então passe para o seguinte – esta aliás é uma questão interessante, pois atividades propostas para continuarem a existir na web, após o final de um curso, podem ser retiradas pelos próprios alunos depois da avaliação):

O resultado foi muito interessante. Não tínhamos tido tempo de treinar edição de vídeos, então criei um fórum no Moodle e uma página neste blog, para servir de orientação (à distância) para a produção dos vídeos. Muitos alunos-professores mostraram-se inicialmente bastante inseguros, com toda razão, achando que não conseguiriam realizar a atividade, mas como se pode perceber os vídeos saíram – não são obviamente vídeos profissionais e podem ter problemas, alguns ficaram muito bons, mas todos têm uma mensagem a passar. Uma câmera na mão e uma aula na cabeça! Ou: antes pato que gato-sapato. A sensação compartilhada por muitos foi de terem superado um desafio, como se tivessem passado por uma experiência de fluxo, como descrita por Mihaly Csikszentmihalyi. Eles puderam compartilhar suas experiências e idéias pedagógicas com o mundo, e não simplesmente repetir carilhas para seus alunos, como impostutores.

Voltamos a nos encontrar em 12/12 e avaliamos tudo o que tínhamos realizado à distância, nessas várias semanas. Falei um pouco sobre direitos autorais, avaliação da aprendizagem online e o conceito de aututor, para o qual eu já havia produzido o vídeo abaixo:

No último encontro, 13/12, recebemos pela manhã a visita do Bruno Correa, da UNG, que deu um workshop sobre edição de imagens e áudio, e formatos de vídeos, dentre outros recursos. Softwares que utilizamos ou que foram mencionados: Picasa (edição de imagens), PFactory (montagem de foto panorâmica), Audacity (edição de áudio), CamStudio 2.0 (gravação de tela) e Format Factory (conversor de diversos tipos de mídias – imagem, áudio, vídeo etc.). Na UNG, o Bruno faz esse trabalho de treinar e apoiar os professores para desenvolverem seus próprios materiais.

Tivemos também a oportunidade de interagir sincronamente, pelo MSN, com o Cleber, pai do David e do Jonatas (que também conversaram com a gente), direto de Timóteo-MG. Falei do caso deles aqui no blog em Home Schooling e Unschooling. Já tínhamos tido uma longa discussão, no nosso fórum do Moodle, sobre o direito de a família de educar seus filhos em casa e o processo de abandono que os pais estão enfrentando. A discussão, como vocês podem imaginar, foi bastante polarizada, durou semanas e foi depois repassada por email para o Cleber. A conversa por MSN funcionou, então, como uma linda conclusão, além de servir como demonstração para o potencial do uso de ferrmentas síncronas de comunicação em sala de aula.

Finalizei falando (menos do que gostaria) sobre o uso de games em educação (no Projeto CAI, do SENAI-BA, já tínhamos avaliado o jogo A Turma do Claudinho), mundos virtuais (passeamos por alguns espaços educacionais no Second Life e fomos gentilmente recebidos por AJ Kelton, na ilha do CHSS – College of Humanities and Social Sciences da Montclair State University) e m-learning.

Para encerrar, assistimos a uma palestra da People Educação, que coordena a parte de informática do Colégio Progresso, com a apresentação de lindos trabalhos desenvolvidos pelos alunos.

Como atividade final do módulo, foram desenvolvidos trabalhos em grupo. O tema deveria envolver a aplicação, no ensino dos alunos do Colégio Progresso, de uma ou mais ferramentas ou tecnologias que estudamos no módulo. Eis os resultados:

1. Aprendendo (site) e Unidades de medida (canal no YouTube que já tem 3 vídeos) sobre Unidades de Medida – ex.:

2. Blogresso, blog do Colégio Progresso;

3. zoom out, blog sobre a diversidade de leitura em diferentes suportes;

4. Espaço em diferentes idades, comunidade no orkut sobre a percepção do espaço em diferentes idades;

5. BioBlog, blog de biologia;

6. Aluno Nativo Professor Imigrante digital, canal no YouTube que se propõe a discutir a realidade atual das relações professor-aluno no que tange às novas tecnologias de educação e seu uso no cotidiano das salas de aula – que já tem um vídeo:

e o seu making-off:

7. Espaço Mnemosine – uma proposta para um acervo digital de dados, que sirva a alunos e professores;

8. Afetividade em Ambientes Virtuais de Aprendizagem, um blog que incluiu também a produção de um vídeo:

9. Dinos no Colégio Progresso, blog sobre atividades com dinossauros no colégio;

10. Esta.Cri.Ado, blog sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente;

11. Histórias e Recordações, blog sobre recordações das leituras de livros destinados a alunos do infantil e fundamental I;

12. Biomas, um webquest sobre os biomas da América do Norte.

Essas atividades não apodrecerão em um arquivo morto (a não ser as desenvolvidas no Moodle, e por isso defendo cada vez mais que trabalhemos fora dos LMSs), pois foram apresentadas para o mundo e adicionadas à conversação da web, e podem, agora, ser utilizadas por outros professores e alunos, como prega Will Richardson no capítulo final de Blogs, Wikis, Podcasts, and other Powerful Web Tools for Classrooms. Algumas devem ganhar vida própria e se libertar do curso, outras talvez não sejam mais alimentadas e sejam abandonadas, mas elas cumpriram a sua missão e estão disponíveis, para vocês visitarem e deixarem suas contribuições. Esperamos você por lá!

Como se pode perceber por tudo o que foi feito em tão pouco tempo, os professores-alunos traçaram seu próprio caminho, trabalharam muito, perderam o medo, construíram e aprenderam fazendo, num ambiente autêntico e com o conteúdo intensamente distribuído. Não são, agora, mais tão imigrantes! Eles continuam seu percurso nos 3 módulos seguintes do curso e estão preparados para contribuir muito mais para a educação, com tecnologia. E o colégio está, sem dúvida, mais capacitado para exercer a criatividade e a inovação com seus alunos. Cabe insistir que boa parte dos professores não tinha muita afinidade com computadores. Eis alguns comentários, ao final do módulo I:

“…tanto aprendi”

“Aprendi mais do que esperava.”

“Eu aprendi muito e sou muito grata a você por ter nos mostrado o quanto podemos crescer e aprender sempre…”

“… abriu meus horizontes e espero aplicar aquilo que aprendi para que meus alunos também passem a encarar a informática e o mundo digital de maneira mais proveitosa para eles mesmos.”

“O curso que fizemos com vc foi muito bom, além de aprendermos coisas novas, descobrimos que somos capazes de fazer muito mais.”

“É muito bom darmos continuidade ao curso levando na bagagem o aprendizado do primeiro módulo, que nos aproximou de novas ferramentas. Obrigada por nos encaminhar nesse processo.”

“Um grande abraço e também quero expressar a contribuição que foi semeada pelo senhor no meu caminhar “digital”…”

Eu pretendo repetir a experiência em outras instituições de ensino, semeando, abrindo horizontes e energizando os professores para que eles se apropriem das tecnologias e possam produzir seus próprios conteúdos, tornando-se aututores. É sempre um prazer realizar atividades desse tipo em instituições comprometidas seriamente com a educação.

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Planejamento Gráfico para Material Didático

Participei hoje, durante a II Semana Acadêmica Anhembi Morumbi, a oficina Planejamento Gráfico para Material Didático, com a sensacional Patrícia Passos G. Palácio.

Materiais didáticos devem levar em consideração dois aspectos essenciais: visual e funcional.

Os 4 princípios do design são (e os links são para o mesmo site, demonstrando esses diferentes aspectos): contraste (itens distintos devem ser diferenciados), repetição (um elemento-chave deve se repetir pelo material, gerando consistência), alinhamento (conexão visual entre os itens na página) e proximidade (itens relacionados devem ser agrupados).

Dois sites foram sugeridos como exemplos: a lista de designs do Zen Garden e o Soap, com vários exemplos de apresentações.

As fontes podem ser classificadas em com e sem serifa (as perninhas). Fontes com serifas são ideais para textos impressos, e sem serifas para textos a serem lidos em monitores de computador. Há aindas vários outros tipos de classificação para as fontes.

Não devemos misturar mais de 3 fontes em uma mesma composição. Para destaques, o ideal é usar o recurso da própria fonte. Foram indicados os seguintes sites, para obter fontes na web: 1001 fonts, dafont, netfontes e The Font Pool. Todos os sites permitem visualização das fontes em palavras e expressões, e também baixar as fontes. Após baixá-las, é necessário unzipá-las e instalar no computador, via Painel de Controle. Para origem, formas e usos de letras, foi indicado Tipografos.

Discutimos a necessidade de “carregar” a fonte para uma apresentação em outro computador, que não tenha a fonte instalada. Há várias alternativas, como p.ex. gravar as fontes instaladas como imagens, mas a versão nova do Powerpoint (e também a do Word, chequei isso agora), já gravam a fonte junto com o arquivo. Há duas opções de gravação e não entendi ainda se ele transforma a fonte em imagem, vou checar isso.

Falamos então de cores, o que evitar, e foi indicado o livro Color Harmony Workbook: A Workbook and Guide to Creative Color Combinations.

O kuler permite testar combinações de paletas de cores, para então você utilizar na sua produção. Color in Motion é um site bastante interativo e interessante sobre cores.

Foram também sugeridos os seguintes bancos de imagens: stcok.xchng, corbis e latin stock.

Como referência bibliográfica foi indicado o livro:

WILLIAMS, Robin. Design para quem não é designer. Rio de Janeiro: Ciência Moderna.

Por fim, como complemento de outra oficina, foi indicado o site pdf995 para instalar um plug-in para gerar pdfs no Word, versões anteriores do 2007 (o 2007 já faz isso). Eu fiz uma longa pesquisa e vários testes há algum tempo, e escolhi o PDFill.

No tempo extra, ficamos brincando com a nova versão do Powerpoint, como formas de imagens (clicando na imagem e Formatar), Smart Art (Inserir), Design (telas) etc.

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Livros Fundamentais não traduzidos

Na minha limpeza para começar o ano mais arejado, joguei fora uma edição antiga do Carderno Mais! da Folha de São Paulo, em que especialistas de diversas áreas listavam livros essenciais não traduzidos para o português. Fiz uma pequena seleção, mas não chequei se eles já foram traduzidos.


The Origins of Life: From the Birth of Life to the Origin of Language


The Invention of Culture


Gifts and Commodities: Exchange and Western Capitalism since 1700


The Gender of the Gift: Problems with Women and Problems with Society in Melanesia


Art and Agency: An Anthropological Theory


How Musical Is Man?


La musique et la transe


Descartes’ Dualism

E então, quais as suas sugestões para acrescentar à lista?

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Aprendizado nas Nuvens

Foi entrevistado por Luiz Guidi para a matéria “Aprendizado nas Nuvens”, publicada na Revista Ensino Superior em Dezembro de 2008 (Ano 10, número 123, p. 44-46).

Na matéria, Luiz fala rapidamente da utilização dos recursos da Web 2.0, e inclusive do Second Life, em educação. Além de se referir ao livro Second Life e Web 2.0 na Educação: o potencial revolucionário das novas tecnologias, menciona também do grupo de pesquisa em Educação Digital da Unisinos, que (como eu lhe disse) não poderia faltar em uma matéria que abordasse o uso do Second Life em educação, em nosso país. O professor Carlos Valente, co-autor do livro, e a Susane Garrido da Unisinos (também sugestão minha) “falam” também na entrevista.

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