Esta é a opinião de Dominique Strauss-Kahn, diretor do FMI.
O Zabriskie Point é o nome de uma região do indescritível Death Valley, que tive a oportunidade de conhecer com o meu pai, apaixonado por viagens:
É também o nome de um filme do Antonioni, de 1970, sobre o movimento da contracultura. Esta é a cena final do filme, antológica, com trilha do Pink Floyd, que 38 anos depois serve para ilustrar a metáfora pessimista e escatológica do Strauss – procure assistir em tela ampliada:
Enquanto tem gente que ainda fica esbravejando por aí que não existe Web 2.0, no mês passado ocorreu a Web 2.0 Expo New York, que no ano que vem ocorrerá em San Francisco. E a Web 3.0 Conference & Expo ocorre na próxima semana, em Santa Clara (California), centrada em negócios, marketing e tecnologia.
Em 5 Best Practices, Matt Villano dá dicas para a construção de portais de instituições de ensino.
Em Bringing Composers into Classrooms Through Skype, Linda L Briggs explora o uso do Skype como plataforma para videoconferência praticamente sem custo, para aproximar especialistas das salas de aula.
Mark Marino, professor da USC – University of Southern California, utiliza widgets modulares em sua página no Pageflakes, que podem ser facilmente adicionados a outras páginas por seus alunos. Uma das principais vantagens desses widgets é a sua portabilidade. É possível utilizar serviços como Netvibes e Clearspring para os mesmos objetivos. Leiam o seu post Widget-Based Education.
Já cobri, no Second Life e Web 2.0 na Educação, a idéia de LMS 2.0, ainda muito pouco conhecida mesmo por formadores de opinião no uso de tecnologias em educação.
As características principais desses sistemas são: disponíveis na Web (ou seja, sem necessidade de baixar o software para o computador); backup feito diretamente no provedor do serviço; gratuitos; interfaces simples; simples de usar; flexíveis; etc. Eu enxergo um futuro (bem próximo) em que os LMSs se tornarão commodities, como os browsers; ou seja, as empresas não ganharão dinheiro com eles, mas com produtos e serviços agregados – ou alguma outra maneira. Ou simplesmente não ganharão dinheiro. Leiam o post A Cultura Digital do Custo Zero.
Dois exemplos interessantes, independente de serem ou não adequadamente classificados como LMSs 2.0, são o Ninehub e o LectureShare.
O Ninehub é um serviço dedicado à hospedagem do Moodle, a sensação do momento entre os LMSs (ainda estou devendo a página sobre o MoodleMoot 2008, mas já disponibilizei um vídeo com alguns takes e entrevistas). Crie uma conta e imediatamente você terá o Moodle funcionando da maneira que desejar – e não há limite para hospedagem de conteúdo! Já criei inclusive uma turma por lá, que vai servir para explorarmos o ambiente no curso ABC da EaD no SL 3.0. Amanhã passo as orientações para os inscritos no curso.
O LectureShare é um LMS gratuito e também baseado na web, que já tem 1 ano de existência e está em fase beta. Na página about, há essa informação: “There’s no frustrating software to learn and no course web page to maintain.” Há também um blog, onde são postadas (de vez em quando) as novidades do sistema.
Espero, durante o nosso curso, explorar esses e outros exemplos de LMSs 2.0, para quem sabe montarmos um wiki comparativo.
Na sexta passada, tive uma experiência mágica em sala de aula, na Universidade Anhembi Morumbi.
Em várias classes propus uma atividade baseada numa passagem de um artigo do filósofo francês Pierre Livet, uma comparação complexa entre o processo de revisão de nossos hábitos e uma paisagem com montanhas. Como interpretação do texto, os alunos tinham que produzir desenhos.
A proposta funcionou muito bem em todas as turmas, mas particularmente em uma, na sexta-feira de manhã, com a qual tenho uma identificação muito forte.
Tudo saiu perfeito naquele dia – os grupos se envolveram intensamente com a atividade, e um, particularmente, de maneira ainda mais intensa. As alunas me perguntaram onde conseguiam lápis de cor na universidade, mas eu não sabia. Então, elas simplesmente desceram e compraram lápis de cor na livraria, por iniciativa própria! Aí produziram um trabalho que ficou um show, com página 1 e 2, desenhos que demonstravam profunda compreensão do texto, letras especiais para as frases etc. O horário do final da aula chegou, mas elas ficaram mais uns 20 minutos na sala, até terminarem, e ainda fizeram um capa. E não era prova, era uma atividade normal, de sala de aula – uma aula de 1 hora e pouco.
Para completar a magia, por pura coincidência eu tinha uma câmera na sala, e acabei filmando o final da atividade (pena que não tive a idéia de começar antes, pegando todos os grupos). Este é um exemplo muito claro de que os alunos de hoje não são passivos, como nós, professores, gostamos de proclamar por aí.
A magia envolveu diversas variáveis: a identificação entre o professor e a turma; uma classe balanceada e interessada; grupos coesos; um grupo que particularmente se envolveu de uma maneira especial com a atividade; um texto maravilhoso e instigante; uma atividade interessante e bem planejada; e alguns pontos mais espirituais, como o fato de eu ter uma câmera naquele momento, em sala.
Já passei o trabalho escaneado, e o vídeo, para o Pierre Livet comentar, lá de Paris! Ainda espero ter tempo para editá-lo melhor, inclusive com os depoimentos das alunas, meu, de uma professora que passou pela sala e percebeu o clima de envolvimento dos alunos com a atividade, e quem sabe do próprio Livet.
Se vocês notaram, no início as alunas perceberam que estavam sendo filmadas, mas estavam tão envolvidas com a atividade, em um estado de puro fluxo, que continuaram praticamente sem se sentirem muito incomodadas com a filmagem – que não foi programada, ignorando a câmera.
Se gostaram, usem o vídeo como um exemplo de uma constatação simples e direta: não são os alunos que são passivos – nós é que precisamos modificar nossa maneira de ensinar!
Criação de brand equity. Cap. 9 do livro: KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Administração de Marketing 12. ed. Pearson. p. 267-302. Resenha de João Mattar.
Associar uma marca a um produto ou serviço é denominado branding. Brand equity é o valor agregado de produtos e serviços, em função de suas marcas.
O capítulo apresenta quatro modelos de para avaliar o brand equity: Brand Asset Valuator, modelo de Aaker, Brandz e Ressonância de Marca. Esse modelos procuram medir diversas variáveis, como diferenciação (como uma marca é vista como diferente das outras), estima (como a marca é conceituada e respeitada), conhecimento (quanto os conumidores se sentem familizrizados e íntimos com a marca), desempenho (a marca é capaz de cumprir o prometido?) etc.
São apresentadas também estratégias para a escolha de uma marca.
Uma marca pode estar associada a lugares, pessoas, coisas, outras marcas etc.
Extensões de marca são processos pelos quais uma empresa utiliza uma marca para lançar um novo produto. Se mal utilizada, a extensão pode levar a uma diluição da marca, quando ela acaba perdendo o foco para o consumidor.
A saúde de uma marca pode ser avaliada por auditorias de marca. Com o tempo, são normalmente necessárias ações de revitalização da marca.
COBRA, Marcos. Estratégias de marcas no mundo da moda. Capítulo do livro: COBRA, Marcos. Marketing e moda. São Paulo: Editora Senac São Paulo; Cobra Editora & Marketing, 2007. p. 37-55. Resenha de João Mattar.
O capítulo é amplo, mas destaco a seguir apenas os pontos que me pareceram mais interessantes.
Uma marca inclui elementos tangíveis, como nome, sinal, símbolo ou design visual, e intangíveis, a imagem que a marca projeta na mente dos consumidores.
Para Marcos Cobra, algumas das características desejáveis de uma marca seriam: sugerir os benefícios intangíveis do produto; ser fácil de pronunciar; ser prontamente reconhecida e lembrada; e ser inconfundível.
A marca deve ser administrada pelas empresas como um ativo, e precisa de um check-up periódico de sua saúde.
Para as empresas que vendem luxo, a marca é um dos ativos mais importantes: “A marca é a chave estratégica da roupa e dos demais produtos de moda.” (p. 43)
Mader mantém o blog Grow your Wiki, sobre o uso de wikis em organizações.
Em Educação Superior, para ele há 3 diferentes maneiras de se utilizar wikis: (a) ensino, (b) pesquisa e (c) gerenciamento. No ensino, professores podem trabalhar em conjunto para desenvolver programas, atividades, materiais de estudo etc. Os alunos, por sua vez, podem utilizá-los como uma ferramenta colaborativa para atividades em grupo, que podem ser corrigidas em um local centralizado pelo professor, que assim pode acompanhar e contribuir com os projetos enquanto eles estão sendo produzidos, dando retorno mais adequado aos alunos.
Utilizar um wiki no contexto organizacional, para Mader, é radicalmente diferente de utilizar a Wikipedia, pois você pode controlar autores e leitores, já que todos devem se logar e, portanto, não há anonimato, e assim você pode avaliar as contribuições individualmente. O wiki, portanto, pode funcionar como uma extensão da comunidade que é uma sala de aula presencial.
O freeware mais conhecido é o MediaWiki, que sustenta a Wikipedia. Há também o Twiki, de código aberto e com recursos necessários para o uso no contexto organizacional. Outras ferramentas mencionadas por Mader são Clearspace, Wet Paint, Deki-Wiki, Confluence e Socialtext.
A entrevista discute também as formas de integração de wikis em ambientes de aprendizagem, e estratégias para as instituições de ensino introduzirem wikis em suas atividades, através de grupos-piloto.