Área de Suprimentos como Gerador de Valor para a Organização

Acabo de receber pelo correio a Revista Temas em Administração: diversos olhares, publicada pelo Curso de Administração das Faculdades Integradas Padre Albino, de Catanduva-SP.

Nela, saiu o artigo que escrevi com meu amigo Raul, que agora está fazendo um MBA na Universidade da California em Berkeley:

CARDOSO, Raul; MATTAR, João. Área de suprimentos como geradora de valor para a organização. Temas em Administração: diversos olhares, Catanduva, SP: Faculdades Integradas Padre Albino, Curso de Administração, v. 2, n. 1, p. 30-36, jan./dez. 2009.

Reproduzo a seguir o resumo:

ÁREA DE SUPRIMENTOS COMO GERADORA DE VALOR PARA A ORGANIZAÇÃO

Resumo
O estudo tem como objetivo identificar as principais características do modelo tradicional das áreas de Compras das organizações e compará-las com as características do novo modelo de Suprimentos. A condição para esta mudança conceitual é a compreensão pela Direção das organizações do papel estratégico que pode ser desempenhado por Compras. O estudo demonstra as mudanças necessárias nas quatro dimensões que sustentam as organizações: estrutura, pessoas, processos e tecnologia. Em seguida, são detalhadas algumas das melhores práticas já adotadas pelas empresas que priorizaram estas mudanças. Ao abordar estas ações, são considerados os benefícios potenciais e descritas as possíveis dificuldades inerentes à implantação. As observações presentes neste estudo foram verificadas durante as experiências profissionais dos autores e em pesquisas junto a empresas e especialistas no setor. As conclusões do estudo demonstram a importância da adoção do novo modelo para empresas de diversos setores em função do potencial de geração de resultados já experimentados por diversas organizações.

Palavras-chave: Suprimentos. Geração de valor. Modelo de Compras.

PROCUREMENT AS A VALUE GENERATOR FOR THE ORGANIZATION

Abstract
The objective of this paper is to identify the most relevant characteristics of the traditional model of Procurement and to compare these characteristics to the new model. The condition to this conceptual change is the board’s understanding of the strategic role that can be developed by the Purchasing area. This article demonstrates the necessary changes in the four dimensions that sustain the organizations: structure, people, processes and technology. In the sequence of the article, some of the best practices are presented. The potential benefits are listed, and also the potential issues that can cause some difficulties while implementing the model. The observations from this paper were experienced during the professional experiences from the authors and from researches with specialists from this segment. The conclusions from this article show that organizations from various segments should consider adopting this model due to the potential value generation already experienced by many organizations.

Keywords: Procurement. Value generation. Purchasing model.

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Recursos Educacionais Abertos

Há algum tempo eu escrevi o post Para além do Google… com uma lista comentada de sites alternativos ao Google para buscas científicas. Há várias dicas por lá para acesso a artigos científicos, dissertações e teses.

Aqui, uma lista de sites onde você pode encontrar livros e materiais educacionais abertos e gratuitos:

Academic Earth

BIOE – Banco Internacional de Objetos Educacionais – repositório mantido pelo Ministério da Educação em parceria com outros órgãos, que inclui imagem, mapa, hipertexto, áudio, vídeo, animação, simulação, software educacional etc.

Brasiliana USP – coleção de livros e documentos de e sobre o Brasil.

CK-12

Community College Open Textbook Collaborative

Connexions

Cultura Acadêmica – selo da editora Unesp, que oferece download de livros, artigos e textos.

DiscoverEd – portal para busca de recursos educacionais na web.

Domínio Público – biblioteca digital desenvolvida em software livre – não é uma maravilha de acervo, mas você encontra diferentes formatos de documentos.

Flat World Knowledge

flickrCC

Folksemantic

Free Digital Textbook Initiative

Internet Archive – biblioteca digital de textos, áudio, vídeos etc.

Intute – site britânico que ajuda a encontrar recursos na web para estudo e pesquisa.

Knowledge Hub – catálogo de Recursos Educacionais Abertos.

Librivox

MERLOT – comunidade internacional que compartilha recursos para a educação superior.

MIT OpenCourseWare – projeto pioneiro na oferta de conteúdo aberto para o ensino superior, disponibiliza materiais de diversos cursos ministrados no MIT.

Morgue Files

OER Commons

OER useful resources/Repositories – inúmeros links para recursos e repositórios que ainda preciso explorar com mais calma e explodir por aqui, assim como outra página da Unesco OER, Searching for and finding OER.

Open Clip Art Library

Open Courseware Consortium

OpenDOAR – The Directory of Open Access Repositories

Open Learning Initiative (OLI) – iniciativa do Carnegie Mellon com inúmeros cursos interativos livres, materiais para professores e cursos que valem créditos para alunos em universidades.

Open Yale Courses – acesso gratuito a uma seleção de cursos introdutórios ministrados por professores e pesquisadores da Yale University.

Orange Grove

Orange Grove Text Plus

Project Gutenberg – livros em domínio público.

Qedoc

ROAR – Registry of Open Access Repositories

SOFIA

UniversitySurf – cursos e materiais em francês

USG Share

Wikibooks

WiZiQ

Sugestões para ampliar a lista?

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Danton – O Processo da Revolução

Assisti novamente ontem em DVD Danton – O Processo da Revolução, dirigido por Andrzej Wajda.

Atenção: escrevo posts para refletir sobre filmes sem me preocupar em esconder o final. Portanto, se você não assistiu a este filme mas algum dia pretende assisti-lo, sugiro que pare de ler e só volte aqui depois, senão este post poderá acabar funcionando como um spoiler!

Atores: Gérard Depardieu (Danton), Wojciech Pszoniak (Robespierre), Patrice Chéreau (Camille Desmoulins), Angela Winkler (Lucille Desmoulins, esposa de Camille), Boguslaw Linda (Saint Just), Roland Blanche (Lacroix), Anne Alvaro (Eleonore Duplay), Roger Planchon (Fourquier Tinville), Serge Merlin (Philippeaux), Lucien Melki (Fabre d’Églantine)
Direção: Andrzej Wajda
Idioma: Francês
Ano de produção: 1983
País de produção: França, Polônia
Duração: 131 min.
Colorido
Produção: Margaret Menegoz, Emmanuel Schlumberger
Roteiro: Andrzej Wajda, Jean-Claude Carrière, Jacek Gasiorowski, Agnieszka Holland, Boleslaw Michalek
Fotografia: Igor Luther
Trilha Sonora: Jean Prodromides (na verdade, o filme praticamente não tem música)
Edição: Halina Prugal-Ketling
Cenografia: Allan Starski
Direção de Arte: Allan Starski, Gilles Vaster
Figurino (um dos destaques do filme): Yvonne Sassinot de Nesle
Som: Dominique Hennequin, Jean-Pierre Ruh, Piotr Zawadzki
Maquiagem: Jackie Raynal

O filme começa em 1794, alguns anos após o início da Revolução Francesa (1789). A França passa por uma crise econômica e o filme mostra inúmeras pessoas morando na rua e passando fome.

É a fase do Terror, que se instaurou após a Revolução, liderada pelos próprios revolucionários que a tinham proclamado.

O filme foca basicamente no enfrentamento entre o jacobino Maximilien Robespierre, que está no poder, e o dissidente Georges Danton, brilhantemente interpretado por Gérard Depardieu, que tem o apoio do povo.

Na verdade, os dois são retratados como moderados no início do filme, mas sempre pressionados por seus assessores. No final, tanto Robespierre quanto Danton radicalizarão suas posições.

Na cena inicial, um menino aparece apanhando durante o banho, para decorar a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.

O filme mostra por exemplo a invasão e destruição de um jornal dirigido por Camille Desmoulins, amigo de Danton.

Uma cena interessante é o encontro em que Robespierre tenta convencer Danton a apoiá-lo:

Como Danton não aceita a proposta, acaba sendo preso com alguns de seus colegas.

Na Convenção Nacional, amigos de Danton o traem. Aqui a fala de Robespierre na Convenção:

Várias cenas abordam o julgamento de Danton e seus colegas, que tem como juiz Fourquier Tinville.

As cenas finais da guilhotina são fortes. Danton grita: “Robespierre, você me seguirá em 3 meses!”, o que efetivamente ocorrerá, apesar de o filme não mostrar. Em julho de 1794, os jacobinos Robespierre e Saint-Just são presos, julgados e guilhotinados, o que marcará o retorno dos girondinos e da alta burguesia ao poder.

A Revolução Francesa e o Reino do Terror não se resumiram, obviamente, apenas ao confronto entre Robespierre e Danton. Muitas outras forças sociais que não aparecem no filme entraram em jogo, como por exemplo a guerra em que a França encontrava-se envolvida. Pode-se dizer que o filme é, muito mais, um confronto psicológico entre 2 personagens. Mas para nos levar de volta ao período e nos fazer refletir como ideais revolucionários podem se perverter em ditadura, o filme é uma obra-prima.

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Clube da Luta (Fight Club)

Neste sábado assisti em DVD Clube da Luta (Fight Club).

Atenção: escrevo posts para refletir sobre filmes sem me preocupar em esconder o final. Portanto, se você não assistiu a este filme mas algum dia pretende assisti-lo, sugiro que pare de ler e só volte aqui depois, senão este post poderá acabar funcionando como um spoiler!

Atores: Edward Norton, Helena Bonham Carter, Meat Loaf, Brad Pitt, Jared Leto, Meat Loaf, Zach Grenier
Direção: David Fincher
Ano de produção: 1998
País de produção: Estados Unidos
Duração: 139 min.
Colorido

Um homem começa a frequentar grupos de apoio (p.ex. para pacientes com câncer) e conhece uma mulher.

Depois que conhece um homem numa viagem de avião, abandona os centros e funda com o novo amigo o Clube da Luta, que se espalha por várias cidades. Seu amigo começa a se relacionar com a mulher que ele tinha conhecido nos centros de apoio.

O Clube da Luta se transforma numa associação terrorista.

No final, descobrimos que os 2 amigos são na verdade duas personalidades da mesma pessoa.

Cf. o trailer:

Volto ao post nos próximos dias para refletir sobre o filme e a violência.

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Kill Bill – Vol. 1 & 2

Ontem assisti em DVD Kill Bill vol. 1 e vol. 2, dirigidos por Quentin Tarantino.

Atenção: escrevo posts para refletir sobre filmes sem me preocupar em esconder o final. Portanto, se você não assistiu a este filme mas algum dia pretende assisti-lo, sugiro que pare de ler e só volte aqui depois, senão este post poderá acabar funcionando como um spoiler!

Durante a próxima semana retorno a este post para falar sobre violência e mais sobre os filmes.

Kill Bill vol. 1

EUA, 2003, Cor (com partes em preto-e-branco), 110′
Atores: Uma Thurman (Beatrix Kiddo), Lucy Liu (O-Ren Ishii), Vivica A. Fox (Vernita Green), Daryl Hannah, David Carradine, Michael Madsen, Julie Dreyfus, Chiaki Kuriyama, Sonny Chiba, Chia Hui Liu
Direção / Roteiro: Quentin Tarantino
Produção: Quentin Tarantino e Lawrence Bender
Produtores associados: Koko Maeda, Dede Nickerson
Produtores executivos: Erica Steinberg, E. Bennett Walsh, Bob Weinstein, Harvey Weinstein
Fotografia: Robert Richardson
Trilha sonora: RZA, Lars Ulrich
Montagem: Sally Menke
Desenho de produção: Yohei Taneda, David Wasco
Direção de arte: Dan Bradford
Cenário: Peter Davidson, Mary Finn, Sandy Reynolds-Wasco
Figurino: Kumiko Ogawa
Som: Catherine Marie Thomas, Mark Ulano
Primeiro assistente de diretor: William Paul Clark, Zhang Jinzhen
Animação: Production I.G.
Coreografia das lutas: Sonny Chiba, Yuen Woo Ping

No dia de seu casamento, seu noivo e os demais presentes são assassinados numa capela em El Paso, mas Beatrix Kiddo, ex-assassina de elite, sobrevive e fica em coma. Ela acorda depois de cinco anos, sem a filha que carregava na barriga, e sua obsessão a partir de então passa a ser se vingar de seus 5 ex-comparsas do Esquadrão Assassino de Víboras Mortais, que cometeram o crime, comandados por Bill. Neste volume, ela consegue matar duas delas, Vernita Green e O-Ren Ishii.

Kill Bill é uma faz várias referências a filmes de bang-bang, kung-fu, samurai e outros gêneros: Bruce Lee (roupa amarela, cenário do duelo final e máscara dos membros da gangue de O-Ren), diretor Sergio Leone (extremes close-up e tensão nas cenas de duelos) e estúdio Shaw Bros (imagem do logotipo da Shaw Brothers). Chang Cheh, da Shaw Bros, desenvolveu a técnica do sangue jorrando dos personagens.

O filme utiliza vários temas musicais de faroestes: Os Longos Dias de Vingança (1966), O Grande Duelo (1972), A Morte Anda a Cavalo (1968) e Dias de Ira (1967), além de referências à série O Besouro Verde, canções de Isaac Hayes dos anos 70 e música do rapper RZA.

No meio do filme há uma longa e interessante seqüência em anime:

O astro japonês Sonny Chiba, mestre Hattori Hanzo, que interpreta o criador da espada usada pela Noiva, foi também coordenador das lutas Kenjutsu de espadas samurais.

A luta final é uma longa cena, parte da qual é representada aqui:

No final dos créditos lemos um R.I.P. para Charles Bronson (1921-2003), Kinji Fukasaku (1930-2003), Chang Cheh (1923-2002), Lo Lieh (1939-2002), Shintaro Katsu e William Witney (1915 – 2002).

Cf. o trailer:

Kill Bill vol. 2

EUA, 2004, Cor, 137′
Atores: Uma Thurman, David Carradine (Bill), Lucy Liu, Vivica A. Fox, Chia Hui Liu, Michael Madsen (Budd), Michael Parks, Daryl Hannah (Elle Driver), Bo Svenson, Jeannie Epper
Roteiro: Quentin Tarantino
Produção: Quentin Tarantino e Lawrence Bender
Fotografia: Robert Richardson
Supervisão Musical: Mary Ramos
Trilha Sonora: Robert Rodriguez, RZA, Lars Ulrich
Edição: Sally Menke
Desenho de Produção: Cao Jiuping, Cao Jui Ping, Yohei Taneda, David Wasco
Direção de Arte: Dan Bradford, Liu Luyi
Produção Associada: Koko Maeda, Dede Nickerson
Produção Executiva: Erica Steinberg, E. Bennett Walsh, Bob Weinstein, Harvey Weinstein
Cenografia: Ma Yingli
Figurino: Kumiko Ogawa e Catherine Marie Thomas
Decoração: Sandy Reynolds-Wasco
Som: Mark Ulano
Assist. Direção: William Paul Clark
Elenco: Johanna Ray
Coordenação de dublês: Keith Adams
Efeitos Visuais: Centro Digital Pictures
Coreografia de Lutas: Sonny Chiba

Kill Bill 2 completa a saga de vingança iniciada por Beatrix Kiddo em Kill Bill 1. Há alguns flashbacks do vol. 1, recontando inclusive partes da história que não tinham ficado claras. Com dois nomes riscados de sua lista, os próximos a vingar são Budd, Elle Driver e Bill, seu antigo mestre, amante e mandante da execução.

Gordon Liu interpreta Pai Mei, o clássico vilão de sobrancelhas e longos cabelos brancos dos antigos filmes de artes marciais, que dá um longo treinamento para Beatrixx:

O filme nos deixa curiosos para saber o que acontecerá no final, que subverte todas as expectativas, quando a Noiva re-eencontra Bill com sua filha que está viva, mas no final consegue matá-lo. É um final longo, tenso e magistral.

Cf. o trailer:

Volto aqui durante a semana para atualizar o post.

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Cool Teacher Podcast

Cool Teacher Podcast é uma série semanal que traz dicas e insights sobre o uso de tecnologia na sala de aula.

É apresentado por Chris Haskell e Barbara Schroeder, dois professores do Department of Educational Technology da Boise State University.

As apresentações ao vivo ocorrem todas as sextas, 2 pm Mountain Time, no ustream.

Aqui você pode acessar todos os podcasts apresentados até agora.

No final do mais recente podcast, Episode #38: Shut your Shoutbox, Chris!, são apresentadas as 10 melhores conferências de tecnologia educacional. Em primeiro lugar foi indicada a Virtual Worlds Best Practices in Education, da qual sou co-chair do Program Committee e na qual teremos, como no ano passado, uma sequência especial de apresentações em língua portuguesa sobre o uso do Second Life em Educação – logo coloco informações sobre o programa aqui no blog.

No final do podcast, ao comentar os tweets enviados como resposta ao #TechTossUp, um concurso relâmpago promovido para ajudar a eleger as melhores conferência de tecnologia educacional no Twitter, Chris Haskell leu o meu tweet:

Virtual Worlds Best Practices in Education http://www.vwbpe.org/ is the best education conference #TechTossUp @edtechbsu

que gerou um comentário de Barbara Schroeder no podcast:

“Wow, that comes from a good expert!”

com a concordância em retorno de Chris.

Por acaso acessei o podcast e por acaso ouvi o comentário, pelo qual fiquei muito honrado, principalmente por vir de dois especialistas internacionais de destaque (e vanguarda) no uso de tecnologias em educação. Valeu, Chris e Barbara!

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Meninos Não Choram (Boys Don’t Cry)

Assisti nesta semana em DVD Meninos Não Choram (Boys Don’t Cry).

Atenção: escrevo posts para refletir sobre filmes sem me preocupar em esconder o final. Portanto, se você não assistiu a este filme mas algum dia pretende assisti-lo, sugiro que pare de ler e só volte aqui depois, senão este post poderá acabar funcionando como um spoiler!

Atores: Hilary Swank (Brandon), Chloë Sevigny (Lana), Peter Sarsgaard (John Lotter), Brendan Sexton III (Tom Nissen), Alicia Goranson (Candace), Jeannetta Arnette (Mrs. Tisdel), Matt McGrath (Lonny), Alison Folland (Kate), Rob Campbell (Brian)
Direção: Kimberly Peirce
Roteiro: Kimberly Peirce e Andy Bienen
Ano de produção: 1999
País de produção: Estados Unidos
Duração: 118 min.
Colorido
Produção: John Hart, Eva Kolodner, Jeff Sharp, Christine Vachon
Fotografia: Jim Denault
Trilha Sonora: Nathan Larson
Edição: Tracy S. Granger, Lee Percy
Desenho de Produção: Michael Shaw
Co-produção: Morton Swinsky
Produção Associada: Bradford Simpson
Produção Executiva: Caroline Kaplan, Pamela Koffler, Jonathan Sehring, John Sloss
Figurino: Victoria Farrell
Som: Mack Melson

Um filme pesado que explora principalmente o preconceito em relação à sexualidade, baseado na história real de Teena Renae Brandon (o filme usa os nomes reais).

Teena viaja de Lincoln para Falls City (ambas em Nebraska), dizendo para todos que é Brandon, um garoto.

Em Falls City, torna-se amiga de John Lotter, Tom Nissen e Candace, e começa a namorar mulheres, apaixonando-se por Lana Tisdel, que se envolve com ela sem saber que era mulher.

Este clip mostra algumas das cenas em que Teena e Lana aparecem juntos:

Quando seu segredo é descoberto pelos amigos, após Teena ser forçada a retirar as calças, ela é estuprada e assassinada em 31 de dezembro de 1993 pelos dois amigos, quando tinha 20 anos. As cenas do estupro e do assassinato de Teena são impressionantes.

Aliás, as interpretações de todos os atores são excelentes.

Há uma música do The Cure com o mesmo nome do filme, que toca de fundo em uma passagem:

Cf. o trailer do filme:

Ainda volto a este filme, para discutir um pouco mais preconceito e sexualidade.

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Virtual Worlds Best Practices in Education – Chamada para Envio de Propostas e Sessões de Cartazes

Virtual Worlds Best Practices in Education

Chamada para Envio de Propostas e Sessões de Cartazes


Tradução para o português de Portugal: Leonel Morgado (cf. texto em inglês)

A conferência Virtual Worlds Best Practices in Education (VW-BPE) é organizada comunitariamente e proporciona aos participantes, de mundos virtuais, oportunidades para partilhar as práticas actuais de ensino, aprendizagem e investigação em ambientes virtuais 3D. As comunicações da conferência centrar-se-ão em ensino/aprendizagem, trabalhos académicos, projectos, eventos, actividades e ferramentas novas e inovadoras para o ensino virtual. Os oradores da conferência centrar-se-ão na identificação das ‘boas práticas em educação’ concebidas para a tecnologia dos mundos virtuais 3D.

Todas as submissões devem ser enviadas até às 07:59 (hora de Lisboa) de terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010

Todas as submissões serão avaliadas. As propostas enviadas após o momento acima indicado não serão consideradas.

Apelo ao envio de propostas

Formatos possíveis

A tecnologia dos mundos virtuais proporciona oportunidades únicas de participação. Eis os tipos de formatos possíveis:

* A) Apresentação de investigação formal e teórica
* B) Apresentação informal de práticas (numa área disciplinar específica)
* C) Projecto prático e apresentação de evento
* D) Exploração de mundos virtuais
* E) Exploração baseada em projectos
* F) Painel com apresentações e debate
* G) Mesa-redonda
* H) Formação/“Tutorial”
* I) Ferramentas e produtos

Os tipos de formatos são descritos nos seguintes documentos:

* Part II: Proposal Stream Descriptions PDF (inglês)
* 建议案题目组介绍 (mandarim).

Submissão de propostas

Envie uma mensagem de correio electrónico para proposals@vwbpe.org com uma sinopse da proposta.

Certifique-se de incluir na sinopse os seguintes aspectos:

* Indicar claramente o tipo de formato em que deseja efectuar a sua apresentação.
* Indicar em que medida é que o seu trabalho exemplifica uma ‘boa prática’.
* Indicar os resultados expectáveis para os participantes da sua sessão.
* Descrever as estratégia que irá utilizar para envolver os participantes no debate, análise, síntese e/ou aplicação das informações que partilhar.
* Descrever como é possível aplicar o trabalho a um ou vários sectores do ensino, por ex., básico, secundário, universidades, politécnicos, ensino de adultos, formação em Second Life, etc.
* Incluir ligações a sítios Web relevantes ou a cópias dos elementos que irá partilhar (é possível indicar que serão partilhadas posteriormente cópias digitais dos elementos).

Notificação

Ser-lhe-á enviada uma mensagem acusando a recepção da proposta, após a submeter.

Aceitação

Ser-lhe-á enviado um aviso com o estado de avaliação da proposta, até segunda-feira, 1 de Março de 2010. Caso o aviso confirme a aceitação da proposta, conterá a hora, data e local onde será efectuada a apresentação.

Submissão de artigos para publicação

Se, em paralelo com a proposta virtual, desejar efectuar a submissão de um artigo para avaliação pelo Journal of Virtual Studies para publicação, faça constar tal intenção na submissão.

Os artigos finais para publicação, em formato de artigo longo ou curto, têm de ser recebidos integralmente no endereço papers@vwbpe.org até às 07:59 (hora de Lisboa) de quarta-feira, 11 de Março de 2010.

Os resumos finais dos debates e das mesas-redondas têm de ser recepcionados na íntegra em papers@vwbpe.org até às 07:59 (hora de Lisboa) de domingo, 11 de Abril de 2010.

As submissões de artigos só para publicação, não apresentados durante a conferência, não serão aceites. É possível obter mais informações acerca dos artigos longos e resumos em:

* Part II: Proposal Stream Descriptions PDF (inglês)
* 建议案题目组介绍 (mandarim)

Apelo a propostas de sessões de cartazes

Convidamo-lo a enviar uma proposta de participação nas sessões de cartazes da conferência Virtual Worlds Best Practices in Education ’10 (VWBPE ‘10). Serão apresentados exemplos de programas de ensino em mundos virtuais, incluindo o Second Life, durante este evento internacional de 48 horas. A edição anterior, VWBPE’09, foi visitada por mais de 5.000 pessoas de todo o mundo, havendo para o presente ano expectativas de participação semelhante.

As sessões de cartazes proporcionarão aos educadores, investigadores e produtores/programadores um fórum onde poderão apresentar e debater os seus trabalhos, e estabelecer contactos com outras pessoas activas em projectos semelhantes.

Será reservado espaço para os expositores virtuais apresentarem os serviços ou projectos mais importantes. O espço de cada expositor está limitado a 256m2 e 100 prims. Há meios audiovisuais, mas solicita-se contenção na utilização de som.

A data-limite para submissão de um cartaz ou proposta de expositor é 15 de Fevereiro de 2010. O horário das sessões será indicado em data mais próxima do evento, recomendando-se que os expositores tenham pessoas presentes a essas horas.

Datas importantes

* Limite para envio de propostas – 15 de Fevereiro de 2010
* Notificação de aceitação – 22 de Fevereiro de 2010
* Sim aberto para montagem – 5 de Março de 2010
* Conferência – 12 e 13 de Março de 2010

Para enviar a sua candidatura, copie e cole os seguintes itens numa mensagem de correio electrónico e envie-a para posters@vwbpe.org

* Nome da vida real
* Organização da vida real
* Endereço de correio electrónico
* Nome do avatar
* Instituição educativa, organização ou biblioteca no SL
* SLURL do edifício no SL
* Descrição do conteúdo do stand de expositor (1 a 3 frases)

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Bibliografia Filosofia Medieval

Despretensiosa e incompleta bibliografia sobre Filosofia Medieval que andei consultando nestes dias, incluindo alguns clássicos, alguns textos que espero um dia ler e algumas coisas que tenho (*):

A SIEPM – International Society for the Study of Medieval Philosophy, a principal sociedade internacional de filosofia medieval, foi fundada em 1958 e possui hoje ao redor de 700 membros em 45 países diferentes. Ela organiza congressos internacionais e oferece o Bulletin de Philosophie Médiévale and e a série Rencontres de Philosophie Médiévale.

ARMSTRONG, A. H. (Org.). The Cambridge History of Later Greek and Early Medieval Philosophy. Cambridge: Cambridge University Press.

BOEHNER, Ph; GILSON, E. História da filosofia cristã: das origens a Nicolau de Cusa. Petrópolis: Vozes, 1970. (edição alemã 1952).

BOSLEY, Richard N.; TWEEDALE, Martin M. (Org.). Basic Issues in Medieval Philosophy: Selected Readings Presenting Interactive Discourse Among the Major Figures. 2nd edition. Peterborough: Broadview Press, 2006. (textos organizados por temas)

DE BONI, Luis Alberto. Filosofia medieval: textos. Porto Alegre: EDIPURS, 2000. (Coleção Filosofia, n. 110).* Além de uma introdução, apresenta uma rápida bibliografia de diversos autores, seguida de passagens de seus textos traduzidas.

GARDEIL, H. D. Iniciação à filosofia de S. Tomás de Aquino. São Paulo: Duas Cidades, 1967. 4 v.

GILSON, Étienne. La philosophie au Moyen Age: des origines patrietiques a la fin du XIVe siecle. 2e éd. rev. et augm. Paris: Payot, 1947. (a tradução brasileira não manteve as importantíssimas notas ao texto)

INÁCIO, I. C.; DE LUCA, T. R. O pensamento medieval. São Paulo: Ática, 1988. (Princípios, 150).

JAEGER, Werner. Early Christianity and Greek Paideia. Cambridge, MA: Belknap Press of Harvard University Press, 1961.* Análise detalhada do encontro do cristianismo com a cultura grega.

JAEGER, Werner. Humanism and theology. The Aquinas Lecture-7. Milwaukee: Marquette University Press, 1943 (third printing 1980).*

JEAUNEAU, E. A filosofia medieval. Lisboa: Edições 70, 1980. (edição francesa de 1963)

KRETZMAN, N.; KENNY, A.; PINBORG, J. (Org.). The Cambridge History of Later Medieval Philosophy: From the Rediscovery of Aristotle to the Disintegration of Scholasticism. Cambridge: Cambridge University Press.

LIBERA, A. de. A filosofia medieval. Trad. D. D. Machado e N. Campanário. São Paulo: Loyola, 1998. (organizado por temas, edição francesa de 1993 – há outra obra com o mesmo título em português, do mesmo autor)

NASCIMENTO, Carlos Arthur Ribeiro do. O que é filosofia medieval. São Paulo: Brasiliense, 1992. (Primeiros Passos, 261) *

NASCIMENTO, Carlos Arthur Ribeiro do. São Tomás de Aquino: o Boi Mudo da Sicília. São Paulo: Educ, 1992. (Coleção Contraponto).*

VIGNAUX, Paul. A filosofia na Idade Média. Trad. Maria Jorge Vilar de Figueiredo. Lisboa: Presença, 1993.* (edição francesa 1938 e 1958)

WEISHEIPL, James A. Friar Thomas d’Aquino: his life, thought, and works. Oxford: Basil Blackwell.

Há várias obras de e sobre Santo Agostinho e São Tomás de Aquino traduzidas para o português, em alguns casos apenas com extratos.

Cf. Santo Agostinho (Agostino d’Ippona) – Roberto Rossellini.

O filme O Destino (Al Massir), dirigido por Youssef Chahine e lançado em 1997, está ambientado na cidade de Córdoba no século XII e conta parte da vida de Averróis.

Qualquer sugestão para ampliação é bem-vinda!

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Gestão de Pessoas no Ensino Superior

Uma universidade reserva no horário do professor, no mês de dezembro, uma disciplina para o semestre seguinte.

Em fevereiro, a instituição decide adiar o início dessa disciplina para o mês de março, para ver se consegue começar com mais alunos.

Então, já com o mês de fevereiro em andamento, decide que não vai pagar o mês de fevereiro para o professor, que está obviamente à disposição da instituição desde o final do ano anterior, e não pôde, é claro, assumir qualquer compromisso nesse horário, nem assumir outras disciplinas em outras instituições, nem em outros campi da própria instituição.

Ou seja, o professor vai ficar 1 mês sem receber (mas só fica sabendo disso depois que o mês já começou), afinal, ele não tem contas para pagar, e pode também facilmente suspender seus pagamentos em fevereiro.

Isso está correto, do ponto de vista legal?

Mas e do ponto de vista de consideração com o profissional, da ética e da moral, da administração de pessoal, de gerar vinculação do profissional com a instituição?

Quero muito saber a sua opinião.

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