Ilustrações em Trabalhos Acadêmicos

A NBR 14724, a norma da ABNT para apresentação de Trabalhos Acadêmicos, define inicialmente ilustração como: designação genérica de imagem, que ilustra ou elucida um texto.

Mais à frente, afirma que:

“Qualquer que seja o tipo de ilustração, sua identificação aparece na parte superior, precedida da palavra designativa (desenho, esquema, fl uxograma, fotografi a, gráfi co, mapa, organograma, planta, quadro, retrato, figura, imagem, entre outros), seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto, em algarismos arábicos, travessão e do respectivo título. Após a ilustração, na parte inferior, indicar a fonte consultada (elemento obrigatório, mesmo que seja produção do próprio autor), legenda, notas e outras informações necessárias à sua compreensão (se houver). A ilustração deve ser citada no texto e inserida o mais próximo possível do trecho a que se refere.” (p. 11).

Não há, nas normas da ABNT, mais orientações sobre a apresentação de ilustrações, apenas sobre tabelas, de que já falei no post anterior.

Então, a partir de agora temos que abandonar a ABNT e explorar outras fontes, como o belo The Visual Display of Quantitative Information, de Edward R. Tufte.

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Apresentação de Tabelas em Trabalhos Acadêmicos

Na NBR 14724, a norma da ABNT para apresentação de Trabalhos Acadêmicos, tabela é definida como “forma não discursiva de apresentar informações das quais o dado numérico se destaca como informação
central.” (p. 4). Em outro momento, a norma afirma que tabelas “Devem ser citadas no texto, inseridas o mais próximo possível do trecho a que se referem [...].” (p. 11).

As normas da ABNT indicam que a elaboração de tabelas em trabalhos acadêmicos deve seguir as orientações da seguinte publicação:

IBGE. Normas de apresentação tabular. 3. ed. Rio de Janeiro, 1993.

Segundo o IBGE, a informação central de uma tabela deve ser o dado numérico, e todos os outros elementos que a compõem devem ter a função de complementá-lo e explicá-lo. Caso isso não ocorra, então você não elaborou uma tabela, mas um quadro ou outra coisa qualquer.

Tabelas devem ser precedidas ou seguidas de uma análise, ou seja, não devem aparecer soltas em um trabalho científico (nesses casos, podem ser inseridas em anexos ou apêndices).

Toda tabela deve ter moldura, sem traços verticais que a delimitem à esquerda e à direita, e com no mínimo 3 espaços horizontais para estruturar os dados numéricos, separando o topo, o cabeçalho e o rodapé.

Toda tabela deve ter título, inscrito no topo, para indicar a natureza e as abrangências geográfica e temporal dos dados numéricos, sem abreviações, por extenso e de forma clara e concisa. A natureza dos dados numéricos compõe-se do tipo do dado numérico (absoluto ou relativo) e do fato específico observado. A abrangência geográfica compõe-se do nome próprio do espaço geográfico de referência dos dados numéricos, complementado, quando necessário, pelos nomes das unidades políticas e administrativas de maior nível. A abrangência temporal compõe-se do ponto no tempo ou da série temporal de referência dos dados numéricos.

O título deve ser precedido da palavra Tabela, seguido de número de identificação (em algarismo arábico, de modo crescente), subordinado ou não a capítulos ou seções de um documento.

Toda tabela deve ter cabeçalho, para indicar o conteúdo das colunas, assim como indicadores de linhas, com palavras claras e concisas, e sem abreviações.

Toda tabela deve ter fonte, inscrita a partir da primeira linha do seu rodapé, para identificar o responsável (pessoa física ou jurídica) ou responsáveis pelos dados numéricos, precedida da palavra Fonte ou Fontes. Quando a tabela contiver dados numéricos extraídas de um documento, a identificação da fonte deve indicar a referência bibliográfica do documento. Quando uma tabela contiver dados numéricos resultantes de uma transformação dos dados numéricos obtidos na fonte, o responsável pela operação deve ser identificado em nota geral ou nota específica.

Uma tabela deve ter nota geral, inscrita no seu rodapé, logo após a fonte, sempre que houver necessidade de se esclarecer o seu conteúdo geral, precedido da palavra Nota ou Notas.

Uma tabela deve ter nota específica, inscrita no seu rodapé, logo após a nota geral (quando existir), sempre que houver a necessidade de se esclarecer algum elemento específico, precedido da respectiva chamada.

Toda série temporal consecutiva deve ser apresentada, em uma tabela, por pontos, inicial e final, ligador por hífen (-), e toda série temporal não consecutiva deve ser apresentada por seus pontos inicial e final ligados por barra (/), ou com todos os seus pontos não consecutivos separados por vírgula.

Na publicação do IBGE, há também orientações para a apresentação de classe de frequência e arredondamento de dado numérico.

Toda tabela que ultrapassar as dimensões de uma página deve ser apresentada em duas ou mais partes, e há orientações específicas sobre como fazer isso (p. 29-30), com a repetição dos cabeçalhos, colunas e indicadores de linha, mas a recomendação é que uma tabela seja elaborada de forma a ser apresentada em uma única página.

Recomenda-se também que as tabelas de uma publicação apresentem uniformidade gráfica, como, por exemplo, nos corpos e tipos de letras, no uso de maiúsculas e minúsculas e nos sinais gráficos utilizados. Uma opção seria a configuração gráfica do título e da fonte com espaço simples e letra tamanho 11, quando o trabalho utiliza letras com tamanho 12.

Da p. 41 a 60, há inúmeros exemplos de tabelas.

Vou continuar esta “série” com exemplos dos itens mencionados neste post e exemplos de tabelas, a resenha do livro The Visual Display of Quantitative Information, de Edward R. Tufte, além de outros posts que explorem a apresentação de figuras, quadros, gráficos, ilustrações etc. em trabalhos científicos.

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Fine and Mellow – Billie Holiday

Nas minhas andanças pela História do Jazz, que estou registrando no meu Twitter e na minha Blip.fm (já estamos chegando nas 300 músicas), encontrei esta pérola, com a Billie Holiday cantando e solando corporalmente, muito sutil, com Lester Young. O resto da banda: Coleman Hawkins, Gerry Mulligan, Roy Eldridge…, simplesmente magnífico.

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My first memory of an educational technology

If we consider that blackboard, chalk, pencil and paper are technologies, my first memory of an educational technology was at pre-school, when I was 5, or even before, at home.

Taking into consideration a different concept of technology, I remember when in the 80s I started using word processors and spreadsheets to produce my university papers – at that time, papers were produced by hand writing.

My first paper using a word processor was (from what I am able to remember) a creative reading of the German philosopher Friedrich Nietzsche, which I still have in a printed version. My first use of a spreadsheet (this I am sure about) was in a structuralist reading of Portuguese poet Luís Vaz de Camões. I produced some statistics and graphics on his major work, the epic poem Os Lusíadas (1572), composed of 10 cantos and several stanzas.

My Portuguese Literature professor reacted astonished, and, more than 20 years after, I still clearly remember her face when I told her I had used a computer, and a spreadsheet, in my statistical reading of the poem. Something seemed to be out of place, and I myself was not sure of the validity of the procedure – sometimes I thought I was pushing frontiers too much, on the technology side, forgetting about literature and education.

I also remember my father’s reaction, at the same time, when I told him I wanted to be a writer, a professional writer, but using a word processor to write. Although my father, a medical doctor, was a technology fan and, because of him, I was able to live the history of computers at home, as he purchased all the successive versions of hardware and even videogames, he did not understand how the 2 things could fit together. To become a writer, for him, at that time, had to do with hand writing. Writing using computers seemed too technical, too technological, incompatible with the magic and humanity behind creative writing. A very nice reading on this topic is:

HEIM, Michael (1999). Electric language: a philosophical study of word processing. 2nd. ed. New Haven: Yale University Press.

My father died some years ago, but he not only had the opportunity to read some books I published using word processors, and many other technological tools, as well as to follow my first experiences with distance education (now using another Blackboard), but he was also able to naturally write many scientific papers using Word, prepare presentations using Powerpoint, analyze data and generate graphics using Excel etc., and even edit a book on Intensive Care.

About 20 years after his suspicious reaction about my professional future, those tools did not seem to threaten anymore our humanity. They had become accepted educational technologies, as chalk, pencil and paper.

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EDTECH 501: Introduction to Educational Technology

Começo hoje mais um curso na Boise State University: Introduction to Educational Technology, desta vez com a professora Barbara Schroeder, que tem Mike Fuller como Teaching Assistant. Como sempre, registrarei todo o percurso por aqui. Já criei inclusive uma categoria no blog, Edtech501, para facilitar o acesso a tudo o que eu escrever sobre o curso.

O curso utilizará o Moodle e, dentre outras ferramentas, utilizaremos o Zotero e o Google Docs.

Bibliografia Básica:

Publication Manual of the American Psychological Association, 6th edition.

Cf. alguns guias e tutoriais para o estilo da APA:

Basics of APA Style Tutorial, baseado no livro

APA Formatting and Style Guide – The OWL at Purdue

APA Citation Style – Cornell University Library

APA Tutorial – University of Southern Mississippi

APA Exposed – Harvard Graduate School

Citing Informatino: APA – UNC

Bibliografia Opcional:

Strunk, Jr., W. & White, E. B. (2000). The elements of style, 4th edition. Needham Heights, MA: Allyn & Bacon.

Outras leituras:

Keengwe, J., Onchwari, G. & Wachira, P. (2008). The Use of Computer Tools to Support Meaningful Learning. AACE Journal. 16 (1), pp. 77-92. Chesapeake, VA: AACE.

Jenkins, H. (2006). Confronting the challenges of participatory culture. MacArthur Foundation.

Schroeder, B., & Thorsen, C. (2002). A study of technology use plans in Idaho schools: Best practices. Boise, ID: Boise State University.

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EDUCAUSE 2009 Annual Conference

Já ando namorando faz tempo essa conferência, mas não estava pensando em ir neste ano. Só que houve uma novidade e acho que vou!

A EDUCAUSE 2009 Annual Conference ocorrerá em Denver, Colorado, de 3 a 6 de Novembro.

Ouça um mp3 sobre as novidades deste ano, com a presidente da Educause, Diana Oblinger, e a Chair do Program Committe em 2009, Joanne Kossuth.

As inscrições não são nada baratas, mas vale a pena.

seminários no dia 03. Cf. p.ex.:

Seminar 05A – Creating and Enabling Web Mashups – 8:30 a.m. – 12:00 p.m.

Seminar 02P – Can You Digg It? Incorporating Google, Wikipedia, and YouTube into Multimedia Research Assignments – 1:00 p.m. – 4:30 p.m.

Cf. o programa organizado por dias.

Se tudo der certo, cobrirei tudo aqui no blog, é claro!

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Capas

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Oedipus Rex

Oedipus the King – Sophocles – Translated by F. Storr.

Oedipus the King, 1984 TV production, with Michael Pennington, Claire Bloom and John Shrapnel. Translated and directed by Don Taylor – playlist w/ 12 videos

Oedipus the King, 1967 U.K. production directed by Philip Saville, based on the translation by Paul Roche. Oedipus (Christopher Plummer) Jocasta (Lilli Palmer) Creon (Richard Johnson) Tiresias (Orson Welles) – 14 videos

Part 1

Part 2

Part 3

Part 4

Part 5

Part 6

Part 7

Part 8

Part 9

Part 10

Part 11

Part 12

Part 13

Part 14

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Uso de Ferramentas da Web 2.0 em EaD

Já falei por aqui do minicurso que ministrarei durante o 15° CIAED – Congresso Internacional ABED de Educação a Distância, no dia 27/09:

MC 03 – Uso de Ferramentas da Web 2.0 em EaD

São oferecidas 20 vagas e hoje a ABED me confirmou que já há 13 inscritos. Então, lá vamos nós Fortaleza!

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Vivências, Benefícios e Limitações

Em 29/06/2009, o Rodrigo Gecelka fez a sua apresentação de TCC de especialização em EaD no Second Life.

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Cheguei um pouco atrasado mas tive o prazer de acompanhar parte da apresentação. Foi uma experiência muito interessante porque, a distância, pessoas de todo o Brasil (e do mundo) puderam “estar presentes no local” da apresentação, ouvindo o Rodrigo, vendo os slides, ouvindo os comentários da banca e inclusive interagindo no final da apresentação com todos.

Assistir a uma banca no Second Life é diferente de assistir a uma banca por videoconferência. Por videoconferência, tudo funciona como se você estivesse enxergando por um buraco na fechadura, e enxergando pessoas que estão distribuídas em lugares diferentes, uma por uma, ou seja, não há o compartilhamento de um espaço virtual. Durante a apresentação do Rodrigo, ao contrário, houve uma sensação de presença, de compartilhamento do espaço virtual onde ocorreu a apresentação.

[photopress:tcc_rodrigo_007low.jpg,full,vazio]

Sobre o trabalho do Rodrigo não é preciso falar, é uma das pessoas que se destaca no uso do Second Life em educação no Brasil, coordenando as interessantíssimas atividades da ilha do Sebrae no SL.

Foi um prazer estar presente e foi a primeira defesa de TCC a que assisti em um mundo virtual. Parabéns para o Rodrigo, parabéns para o Sebrae, parabéns para a banca e parabéns para todos que estavam presentes por lá, aliás muitos.

Foi também interessante que a apresentação do Rodrigo ocorreu dias após o Second Life ser declarado “morto” por alguns Velhos do Restelo de plantão, pelo encerramento da parceria com a Kaizen no Brasil. Na verdade, o SL continua vivo, e mais vivo do que nunca em educação, e a apresentação do Rodrigo foi uma prova disso.

A seguir, a apresentação com áudio e slides:

Apresentação TCC from gecelka on Vimeo.

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