Tendências para a Educação em 2012

Entrevista do Instituto Claro comigo, com o Secretário Municipal de Educação de São Paulo, Alexandre Schneider, e com a pesquisadora de tecnologia educacional Betina von Staa, sobre as apostas para a educação em 2012.

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Twitter em Educação

Clive Thompson foi um profeta. Em um post em 06/2007, defendia que o Twitter cria um sexto sentido social, um senso tátil de comunidade, uma consciência quase telepática de nossos amigos e propriocepção social, metáforas que até hoje nos ajudam a compreender não apenas o Twitter, mas as redes sociais em geral.

Em 12/2007 escrevi um post tentando entender as diferenças entre blogs, redes sociais e microblogs, em que já mencionava o Twitter e apresentava a interessante imagem que Fred Wilson rascunhou para tentar representar o espaço do microblogging:

Blogs, Redes e MicroBlogs

Em um post no mês seguinte, comecei a especular mais especificamente sobre o uso do Twitter em educação. Aí veio uma sequência: Twitter de novo, Easter Twitter, Twitter Bombando etc… Muita gente andou fazendo comentários nesses posts, ou em links a eles, dizendo lá atrás que o Twitter não era uma ferramenta adequada para debates nem para a educação. Mas parece que vingou: na votação realizada anualmente pelo Centre for Learning & Performance Technologies, por 3 anos consecutivos (2009 a 2011) foi eleita a melhor ferramenta para aprendizagem.

Um dos motivos para a desconfiança era o limite de 140 caracteres. É necessário usar o anti-acadêmico internetês e encurtar links (cf bitly, TinyURL e Ow.ly). Se 140 incomoda, você pode escrever no anti-twitter – Woofertime – o mínimo são 1.400 caracteres – e depois colocar o link no Twitter!

David Parry foi um dos pioneiros no uso educacional: o Twitter “mudou a dinâmica da sala de aula mais do que qualquer outra coisa que eu fiz enquanto professor”. A imediatez com que as mensagens são trocadas e a mistura com coisas mundanas ajudaram os alunos a se sentirem mais claramente como uma comunidade, quebrando as paredes entre a sala de aula e o mundo exterior. O vídeo é de 2008:


Mark Sample discute diferentes usos educacionais do twitter em um post muito interessante (2009), que mesmo depois de alguns anos ainda pode nos servir como referência. A matriz que ele apresenta é muito rica:

Segundo Sample, professores podem tuitar avisos, lembretes e informações sobre o programa e calendário do curso. Podem também solicitar feedback sobre o curso e oferecer atendimento aos alunos. Discussões podem ocorrer durante as aulas (em tempo real) ou depois, estendendo-se para além das paredes da sala, possibilitando assim o registro de diferentes pontos de vista. Podem ser discutidos textos e o professor pode propor questões. Os alunos podem postar relatórios avaliando sua aprendizagem, articulando suas dificuldades ou recapitulando a lição mais importante do dia. Como em outras redes sociais, o twitter possibilita a exposição dos alunos a uma audiência mais ampla, promovendo assim o senso crítico. Seu uso pode envolver os alunos mais tímidos e permite a construção de comunidades e a continuidade entre as aulas.

Desde 2009, inicialmente aos domingos (mas há bastante tempo todos os dias), uma comunidade de brasileiros, portugueses e falantes de outras línguas se reúne livremente no Twitter para discutir e postar links sobre EaD. Basta você fazer uma busca pela tag #eadsunday e se lançar na conversa!


A experiência já gerou até uma monografia de pós-graduação, de Antonia Alves Pereira:


A #eadsunday aparece, por exemplo, na lista de hashtags educacionais compilada por Cybrary Man.

Usamos também intensa e criativamente o Twitter no 7 Senaed, na Jovaed 2011 e na EaD: o futuro da arte.

O Twitter tornou-se também tema de dissertações de mestrado e teses de doutorado, como por exemplo:

McCOOL, Lynn Beth. The pedagogical use of Twitter in the university classroom. Dissertação (Mestrado), Iowa State University, 2011.

Já há publicações sobre os mais diversos usos do Twitter em educação. Alguns exemplos:

Formação em Enfermagem e Saúde

BRISTOL, Tim J. Twitter: Consider the Possibilities for Continuing Nursing Education. Journal of Continuing Education in Nursing, May 2010, v. 41, n. 5, p. 199-200.

Língua

MORK, Cathrine-Mette Trine. Using Twitter in EFL Education. The JALT CALL Journal 5, no. 3, 2009, p. 41-56.

BARCELLOS, Ana Carolina Kastein; PEREIRA, Fernando da Silva. Twitter na sala de aula: considerações sobre a ação pedagógica e o professor reflexivo. Anais do 17º Congresso Internacional ABED de Educação a Distância, Manaus, 30 ago. a 02 set. 2011.

NAKASHIMA, Kohji. Text-based Pedagogy Using Twitter in Japanese English Education: A Pilot Study. Monograph on Foreign Language Education 2011. Japan: The University of Tokushima, 2011. p.56-58.

Orientação vocacional e treinamento

GROZDANIC, Rose. Using Twitter in vocational education and training. RTO Management, n. 5, Spring 2011: 12-14.

Um uso interessante do Twitter é feito pela atual Secretária Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME-RJ), Claudia Costin (@ClaudiaCostin). Ela utiliza intensamente a ferramenta para passar informações e interagir com gestores e professores da maior rede pública de ensino da América Latina. Ao redor dela gravitam várias outras contas, de membros da equipe ou parceiros, e mesmo dos vários programas coordenados por Costin: Rafael Parente – SubSecretário de Novas Tecnologias Educacionais (@Rafael_Parente), Educopédia (@Educopedia), RioEduca (@Rioeduca), Escolas do Amanhã (@EscolasdoAmanha) e Bairro Educador (@BairroEducador), dentre outros.

Paulo Simões (@pgsimoes) é um português referência no uso do Twitter para postar links de tecnologia educacional e web em geral.

Há várias ferramentas acessórias para o uso do Twitter. É possível p.ex. acompanhar e administrar a profusão de tweets com o Tweetdeck ou o Hootsuite, e compartilhar fotos e vídeos com o twitpic.

Outros ex de microblogs: Jaiku e Identica, + orientados a multimídia: Coveritlive, Plurk e Tumblr (https://www.tumblr.com/), e privados: Yammer.

Enfim, 140 caracteres deram pano para manga!

Cf. How Twitter can be used as a powerful educational tool

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O Twitter cria um 6 Sentido Social

Passei alguns dias revisando intensamente diversas fontes (posts, artigos, dissertações, livros, guias, slides, vídeos etc.) sobre o uso do Twitter, especialmente em educação (logo em seguida sai um post completo sobre o assunto), e por incrível que pareça onde eu encontro mais sabedoria é em um pequeno artigo do Clive Thompson na Wired de 26/06/2007: Clive Thompson on How Twitter Creates a Social Sixth Sense. Detalhe: o Twitter foi criado em 03/2006, ou seja, o texto foi escrito bem lá no comecinho! Eu já tinha feito uma breve menção ao post em Twitter na Educação (31/01/2008), mas acho que de lá para cá, na preparação de publicações como Tutoria e Interação em Educação a Distância, em que abordo o uso do Twitter em educação, não cheguei a relê-lo com a merecida atenção.

Falei agora pouco com o Clive (pelo Twitter: @pomeranian99) e me animei a seguir um pouco o fluxo do post por aqui, porque há muitas passagens, metáforas e ideias interessantes. Ainda hoje, temos muito o que aprender com suas reflexões, que podem ser estendidas a outras ferramentas e plataformas da web 2.0 e redes sociais.

O título já dá uma prévia da conversa: o Twitter cria um sexto sentido social. Mas o que isso quer dizer?

Naquele momento, muita gente odiava o Twitter, que poderia parecer o blog levado ao extremo supremamente banal. Mas como Clive afirma:

Individualmente, a maioria das mensagens do Twitter são estupidificadamente triviais. Mas o verdadeiro valor do Twitter [...] é cumulativo. O poder está nos efeitos surpreendentes que vêm de recebermos milhares de pings de nosso pelotão. E isto, por sua vez, sugere para onde a Web está caminhando.

Quando eu leio que um amigo está fazendo isso ou aquilo, não é muita informação. Mas quando recebo atualizações granulares diárias por um período de tempo, sei muito mais sobre ele. E quando meus melhores amigos me enviam dezenas de atualizações por semana, durante meses, “começo a desenvolver uma consciência quase telepática das pessoas mais importantes para mim.”

Aí vem uma passagem genial do texto:

É como propriocepção, a habilidade do nosso corpo para saber onde nossos membros estão. Esse sentido subliminar de orientação é crucial para a coordenação: evita que você esbarre acidentalmente em objetos e possibilita façanhas incríveis de equilíbrio e destreza.

Para Clive, o Twitter e outras mídias que permitem contato constante criam propriocepção social. Elas fornecem a um grupo de pessoas um senso de si mesmas (e dos próprios grupos), possibilitando misteriosas e fascinantes proezas de coordenação.

Quando eu me encontro com um amigo depois de não tê-lo visto por um mês, por exemplo, mas o sigo no Twitter, já sei em linhas gerais o que ocorreu na sua vida: como ele estava se sentindo há algumas semanas, o que aconteceu há alguns dias, onde ele esteve, o que comeu etc. Assim, o Twitter acaba funcionando não apenas como um espaço para conversar com amigos, mas também para sentir sua presença, consciência que é crucial quando estamos distantes uns dos outros.

Ora, mas levando tudo isso em consideração, por que o Twitter teria sido tão mal compreendido? E poderíamos estender a pergunta para mundos virtuais como o Second Life. A resposta: porque ambos são experienciais. Ler aleatoriamente mensagens no Twitter, assim como entrar uma ou outra vez no Second Life por alguns minutos, em uma ou outra ilha, não podem explicar o apelo. Você tem que fazer, e com amigos. Os críticos zombam do Twitter como se fosse narcisismo hipster, mas para Clive o verdadeiro apelo do Twitter seria quase o inverso do narcisismo: é praticamente colectivista – você está criando um entendimento compartilhado mais amplo do que si mesmo.

E a aposta de Clive é que, descolado da ferramenta, o gênio animado por trás do Twitter sobreviverá em futuras aplicações. Esse senso tátil da sua comunidade é muito divertido e muito útil, tornando o grupo mais do que a soma de suas partes.

Que leitura no meio de 2007! Mesmo hoje, depois de termos usado por anos o Twitter, há muitas sacadas interessantes. Quem usa hoje intensamente o Facebook, por exemplo, pode tranquilamente transpor a reflexão. E você pode também fazer uma linda ponte com a educação, uma classe, uma turma de EaD…

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Salário do Professor no Brasil, Tutor e carro usado no Peru

Segundo um post de Paulo Kautscher no apagar das luzes de 2011, o salário do professor no Brasil é o terceiro pior dentre 40 países, numa pesquisa feita pela OIT e Unesco. Só estamos na frente do Peru e da Indonésia, e isso porque o salário foi calculado incluindo as escolas particulares e antes da desvalorização do real. Hoje, e focando apenas nas escolas públicas, a situação é ainda pior.

Por isso sempre procuro problematizar quando se cobra o possível e impossível dos professores, quando se coloca a responsabilidade dos fracassos na educação no seu trabalho indecentemente remunerado, quando vivemos repetindo o refrão de que o professor não quer se atualizar, está acomodado etc. Precisamos fazer primeiro uma lição de casa como país para saber se acreditamos realmente nos frutos da educação.

Lendo o post do Paulo me lembrei imediatamente do V ESUD & 6 SENAED realizados em conjunto em Gramado (2008).

Numa plenária, o Celso Costa (então UAB) disse:

a questão do tutor é um problema menor, como se a expressão “educação a distância” deve ser craseada ou não. Essas discussões “metafísicas” seriam menos importantes que outras, colocadas [por ele] anteriormente

Parece que de lá para cá, o governo continuou tratando a questão como metafísica. Durante o 17 CIAED em Manaus (2011), a posição do MEC ficou bem clara – tutor não é professor.

Hélio Chaves Filho (hoje Diretor de Regulação e Supervisão em EaD da Seres) reconheceu que

a questão dos tutores está no limbo

e afirmou que

tutor não é corpo docente, é uma categoria profissional intermediária

e Sérgio Franco (Presidência da Conaes) afirmou que

existe um consenso, no Brasil e no exterior, de que a relação do tutor com as IES deve ser precária, porque nunca se sabe quais cursos de EaD serão ministrados, dependendo sempre da procura dos alunos

Alguém de vocês sabe me dizer onde está registrado esse consenso? E é engraçado esse “consenso”, como se não houvesse a mesma dialética de oferta e procura no presencial.

Sérgio Franco afirmou inclusive que está em curso por parte do MEC a inclusão do tutor em EaD na CBO, como primeiro passo para reconhecimento da profissão (mas reconhecimento de profissão como não-professor).

Só uma lembrança: um tutor ganha na UAB uma bolsa temporária (ou seja, sem direitos trabalhistas e que expira depois de um período) de R$ 700 e poucos reais. E também, para quem não sabe, os tutores são os responsáveis pela formação dos nossos futuros professores – monte o seu silogismo aristotélico!

A minha posição (e a de muitos outros) é oposta: Tutor é Professor, e é hora de aproveitar o embalo de início de ano para retomar a batalha.

Mas não foi por isso que quando li o post do Paulo me lembrei do Esud/Senaed. Ainda segundo o Celso (UAB na época), o salário do professor brasileiro seria melhor do que no restante da América Latina – no Peru, segundo ele, um professor não conseguiria nem comprar um carro usado! Eu me lembrei do Esud/Senaed porque nunca esqueci dessa comparação com o Peru, que é um dos 2 únicos países que figura na lista abaixo do Brasil. Ou seja, para justificar o injustificável, o representante do MEC usou o exemplo de um dos 2 únicos países no mundo em que, na pesquisa, o salário do professor é inferior ao do Brasil. E, só para lembrar, tutor ganha ainda menos que professor!

Afinal, o problema da educação no Brasil é a acomodação dos professores? Ou é uma questão metafísica (por que então não incluir Aristóteles no currículo unificado)? É a crase (quem sabe uma Contra-Reforma Ortográfica? Ou o IPI dos carros importados?

Ai ai ai, onde queremos chegar assim?

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Blogs em Educação

Como dizia o O’Reilly em seu clássico de 2005, os blogs são praticamente um ícone da web 2.0. Mesmo bastante tempo depois do seu boom, continuam sendo ferramentas valiosas para a educação, tanto para atividades de alunos quanto para professores, por sua simplicidade e seu potencial para colaboração e interação.

Uma breve lista de blogs muito interessantes ligados à educação, que mantêm continuidade em suas publicações e que sigo:

edu.blogs.com – mídia digital e aprendizagem

Web 2.0 Connected Classroom – tecnologia e educação

Cool Cat Teacher - novas ferramentas para o ensino

Online learning and distance education resources – na verdade é, além de um blog, um site com inúmeros recursos

Free Technology for Teachers -recursos livres e planos de aulas para ensinar com tecnologia

ReadWriteWeb -análise sobre novidades em tecnologia e internet

eSchool News -notícias sobre tecnologia para educadores, que oferece também uma série de outros recursos

The Wired Campus - notícias sobre tecnologia e educação superior, é parte do Campus Technology

Acompanho todos usando o Netvibes, que oferece vários outros recursos além de leitor de feeds RSS.

Cf. uma breve lista de artigos, dissertações/teses e livros dedicados ao uso de blogs em educação.

Um exemplo interessante de coleção de blogs acadêmicos é o Hypotheses e em ciências os da Nature.

Os dois serviços mais utilizados para a produção e publicação de um blog são WordPress e Blogger, enquanto o Edublogs é o mais popular focado em blogs educacionais. Já o Glogster oferece uma alternativa mais criativa no uso de recursos multimedia.

Mais sugestões?

Cf. Ten education blogs worth following

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Currículo Unificado para o País

Um projeto do MEC quer unificar currículo das escolas no país, com o objetivo de reduzir a desigualdade na aprendizagem de alunos de regiões pobres e ricas. Dentre outras coisas, o projeto pretende determinar o número de livros que o aluno terá que ler por mês em cada série e uma lista de atividades a serem aplicadas pelo professor em sala de aula.

“Professor tem que ter rotina. A aprendizagem não pode ter improvisação”, afirma a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, que diz ainda: “O currículo vai organizar a formação do professor, definir o material didático e a programação da TV Escola. Vai balizar o aprofundamento da formação do professor”.

O secretário de Educação da Paraíba, Afonso Scocuglia, por sua vez, afirma que: “Tudo vai girar em torno disso, o livro didático, a formação de professores.”

A Austrália, que segundo a reportagem vai começar a colocar em prática um currículo único, levou mais de 3 anos para discuti-lo. Por aqui, pelo que dá para entender, a “discussão” deve levar menos de 1 ano.

Fernando de Almeida (PUC-SP) diz que o currículo não pode engessar a atividade do professor na sala de aula, tirando sua autonomia. Mas há alguma possibilidade de isso acontecer, se o projeto for colocado em prática?

O Otto Peters faz uma leitura muito interessante do fordismo na história da EaD em 2 clássicos: Didática do ensino a distância e A educação a distância em transição. Tenho desenvolvido também os conceitos de Taylorização e Fayolização da EaD.

Costuma-se dizer que as práticas inovadoras que temos utilizado em EaD têm influenciado as práticas da educação presencial, na sala de aula. E têm mesmo. Começamos a experimentar pesado com conteúdo e conteudistas, tutor, design instrucional, objetivos e objetos de aprendizagem, planos de ensino padronizados, testes de múltipla escolha e provas padronizadas, habilidades e competências, “Universidade Aberta”, educação fast-food etc., que começam a invadir também agora a educação presencial. Isso não é privilégio da EaD, mas temos cada vez mais experiência em aplicar tudo isso ao ensino.

Tudo isso tem obviamente contribuído para tirar a autonomia do professor e engessar não só seu trabalho, mas a aprendizagem do aluno e a educação como um todo. Em muitos pontos, parece que o projeto vai contra tendências da educação contemporânea, como flexibilidade, interação, colaboração, participação do professor (e dos alunos) no processo de ensino e aprendizagem, autoria e autonomia etc.

Minha experiência de vida, pessoal e profissional, como aluno e como professor, me diz claramente que não é por esse caminho que conseguiremos reduzir a desigualdade na educação, e pior, os efeitos colaterais serão fatais para uma país que precisa dar um salto na educação, difíceis de superar quando nos dermos conta do caminho errado que escolhemos para nossa nação. Tomara que eu esteja redondamente enganado.

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Prezi

Primeiro, uma sequência de tutoriais para aprender a usar o Prezi:

Reflexões e dicas sobre o uso do Prezi em educação:

Um exemplo interessante que aborda quando usar linearidade e quando introduzir uma surpresa disruptiva numa mensagem:

E um exemplo que aborda o uso de redes sociais na educação:

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Social Bookmarking

Sistemas de Social Bookmarking permitem pesquisar, arquivar, organizar e compartilhar recursos online. São sociais justamente porque compartilhamos o link favorito em uma plataforma online (que pode então ser acessado por qualquer um e de qualquer lugar na Internet), ao contrário dos favoritos que marcamos apenas no nosso navegador. Por isso, você pode também pesquisar o que outras pessoas consideraram significativo marcar, de forma que os sistemas de social bookmarking podem ser encarados como engines de busca sociais e inteligentes.

Uma de suas características principais é o uso de social tags (etiquetas ou palavras-chave sociais), também compartilhadas. Em alguns casos, é possível também criar stacks (pilhas) de favoritos, participar de grupos, fazer anotações e gravar páginas como eram antes de serem alteradas, dentre outros recursos. Pelos favoritos marcados, pelas tags e/ou por esses outros recursos adicionais, podemos então encontrar pessoas com os mesmos interesses que os nossos, além de avaliar colaborativamente sites.

Exemplos populares são Delicious, AddThis e Diigo, além de especializados como VisualizeUs (para imagens) e citeulike (para trabalhos acadêmicos).

É possível distinguir sistemas de social bookmarking, mais focados na marcação de sites, dos sistemas de social news (ou notícias sociais), focados em marcação, avaliação e comentário de notícias e posts em blogs que discutem essas notícias. Exemplos populares são Digg e Reddit. Há ainda os especializados, como por exemplo Mashable, focado em notícias e dicas relacionadas a mídias sociais e web.

É possível utilizar social bookmarking ou news de maneiras bem criativas em cursos presenciais ou à distância. Alunos e professores podem utilizá-los, é claro, para fazer buscas e arquivar e organizar seus favoritos online. Mas, além disso, é possível por exemplo criar uma tag para um curso ou tema, de maneira que ela seja alimentada colaborativamente por alunos e professores. Assim, a bibliografia permanece online (mesmo depois do curso), além de continuar crescendo, podendo inclusive contar com a colaboração de pessoas que não tenham participado do curso. Recursos como anotações podem também ser utilizados para enriquecer esse tipo de atividade.

O Horizon Report oferece um exemplo muito interessante do uso de social bookmarking em educação. O relatório aponta previsões do impacto potencial de tecnologias emergentes no ensino, na aprendizagem e na pesquisa criativa no ensino superior, num horizonte de 1 a 5 anos. Na discussão de cada uma dessas previsões, é listada uma bibliografia, acompanhada de um item marcado no Delicious, que combina uma tag geral para o relatório e outra específica para aquela previsão.

Uma das tendências de curto prazo apontadas pelo relatório é o uso de ebooks. Na bibliografia dessa seção, há a seguinte referência:

Delicious: Electronic Books http://delicious.com/tag/hz11+ebooks
Follow this link to find additional resources tagged for this topic and this edition of the Horizon Report, including the ones listed here. To add to this list, simply tag resources with “hz11” and “ebooks” when you save them to Delicious.

Enfim, uma ferramentas das mais simples da web 2.0, mas que demonstra seu potencial em educação.

Mais algun link, ideia ou dica?

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A Força dos Laços Fracos

GRANOVETTER, Mark S. The Strenght of Weak Ties. The American Journal of Sociology, vol. 78, n. 6, p. 1360-1380, may 1973.

Num artigo clássico, depois de algumas reflexões sobre as relações entre estudos de micro e macro relações em sociologia, Granovetter passa a explorar a força dos laços, que seria uma combinação (provavelmente linear) de: (a) quantidade de tempo, (b) intensidade emocional, (c) intimidade (de confiança mútua) e (d) serviços recíprocos que caracterizam um laço. Essas características são relativamente independentes umas das outras, apesar de o conjunto ser altamente intracorrelacionado.

Laços fortes ligam pessoas (A e B) com interesses similares que passam tempo juntas (mesmo que apenas virtualmente), o que em geral acaba levando um amigo de A com laços fortes (C), a se tornar também amigo de B, com laços fortes ou fracos.

Uma ponte seria uma linha em uma rede que fornecesse o único caminho entre 2 pontos. Uma ponte entre A e B, por exemplo, forneceria a única rota pela qual a informação ou influência pode fluir de algum contato de A a algum contato de B, e, consequentemente, de alguém conectado indiretamente a A para alguém conectado indiretamente a B. Em geral, portanto, um laço forte não é uma ponte, porque um laço forte entre C e A geraria, como vimos, algum tipo de laço entre C e B. A remoção de laços fracos, portanto, tende a causar danos a redes, porque eles são em geral os únicos pontos de contato entre vários pontos. O potencial de difusão de uma mensagem na rede é também maior se ela viajar por laços fracos, já que os laços fortes tendem a replicar a mesma mensagem mais de uma vez para as mesmas pessoas.

Aqueles com quem temos laços fracos tendem a frequentar grupos diferentes dos que frequentamos e, por isso, têm acesso a informações diferentes daquelas compartilhadas por aqueles com quem mantemos laços fortes. Os laços fracos têm também maior tendência de ligar membros de pequenos grupos distintos do que os laços fortes, que tendem a se concentrar em grupos particulares. Laços fracos são, portanto, indispensáveis às oportunidades de um indivíduo e sua integração em uma comunidade, desempenhando assim um papel de coesão social.

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Games em Educação

Entrevista concedida ao Portal Educação no início de 2011, sobre o uso de games em educação:

Ref. Games em Educação: como os nativos digitais aprendem

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